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terça-feira, 3 de março de 2026

[#1690][#1691][Mar/2001][Abri/2001] ARMY MEN: Green Rogue

Eles me venceram. A The 3DO Company absoluta, positivamente me venceu. Porque, sabe, eu tento ser paciente quando escrevo reviews. Faço um esforço genuíno para manter a calma, organizar meus pensamentos e julgar um jogo pelo que ele realmente tenta ser — não pelo que eu, pessoalmente, gostaria que fosse. Tento respeitar as limitações técnicas e o conhecimento de design da época. Eu entendo que ninguém voluntariamente quer fazer um jogo que é uma lixeira pegando fogo, jogos ruins são o resultado de erros humanos, decisões apressadas ou pontos cegos criativos. Meu trabalho, como crítico, é entender esses erros, não presumir intenção maliciosa.

Mas então… existe Army Men.

Agora, para ser justo, não acredito que a The 3DO Company estivesse má intencionada com a série Army Men. Porque "má intenção" implica alguma intenção, e a única intenção que a 3DO tem com Army Men era ganhar dinheiro rápido com o menor esforço possível no menor tempo disponível. E eu realmente quero dizer o menor tempo possível, porque foram VINTE E DOIS jogos lançados em apenas dez anos. No pico mais frenético da franquia — em 2001 — eles lançaram SEIS jogos em um único ano. SEIS, maluco. Isso não é um cronograma de lançamento, é uma mangueira de incêndio de conteúdo jorrando para dentro das lojas.

Então, é, quando você olha para essa linha do tempo de produção, fica bem claro por que os jogos Army Men raramente eram bons. Ainda assim, a maioria deles era pelo menos funcional. Pegue ARMY MEN: Sarge's Heroes 2, que analisei ontem. A engine do jogo funciona? Ótimo. Empacota, envia, próximo. Por anos, esse foi o padrão mínimo da série. Medíocre, sim — mas consistentemente medíocre.

Mas se você continua forçando e forçando, uma hora a corda arrebenta.
E aqui estamos nós — o momento exato em que a corda de Army Men arrebentou e a vaca foi pro brejo.


O que se segue não é meramente um jogo ruim. É uma pequena masterclass em como fadiga de produção, reutilização de assets e prazos inumanos podem convergir em algo genuinamente doloroso de se experimentar. Senhores e a ocasional senhora que entrou aqui por acidente, sem mais delongas, apresento a vocês a pior entrada de uma das franquias mais agressivamente medíocres já fabricadas: Homens do Exército: Renegado Verde.

E que Deus tenha misericórdia de nossas almas, porque a The 3DO Company certamente não terá.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

[Jun/2000] MIDWAY GREATEST ARCADE HITS VOLUME 1 [#1660][#1661][#1662][#1663][#1664][#1665][#1666][#045]

Tá, eu não posso dizer que sou exatamente o maior fã da Midway na história dos fliperamas. Eles incorporam as piores práticas do sistema, criando dificuldade descaradamente roubada (input reading, inimigos que spawnam magicamente, carros que ignoram a fisica do terreno que se aplicam a você) para comer o maior número possível de fichas no menor espaço de tempo possível.

Mas isso não quer dizer que a Midway não tenha uma importancia para a HISTÓRIA dos videojogos... mais ou menos. Digo isso pq em 1988 a Williams adquiriu a Midway, e posterioramente fundiu esta e outras empresas adquiridas (como a Atari Games) sob o nome Midway. E isso importa porque a biblioteca da Williams antes dessas fusões, essa sim é pivotal para o conceito de videojogos modernos. Nesse sentido, essa coletanea em duas partes (que deveria ter uma terceira, mas foi cancelada devido as baixas vendas) é uma preservação histórica muito importante desse legado.

Feita essa explicação, vamos dar uma olhada nos oito títulos que compõe a primeira parte dessa coletanea! (alguns são exclusivos da versão de Dreamcast)

domingo, 7 de dezembro de 2025

[#1614][Set/2000] SABAN'S POWER RANGERS: Lightspeed Rescue


Como você já deve ou não ter percebido a esse ponto, eu sou muito o que os cientistas chamam, usando um jargão estritamente técnico, de um weeaboo. E sempre fui — muito antes mesmo de descobrir que existia uma palavra especifica para "desenhos animados japoneses". Meus programas de TV favoritos quando criança eram os tokusatsu na falecida TV Manchete, especialmente Kyojuu Tokusou Juspion — ou "O Fantástico Jaspion", para os íntimos. E até hoje, mantenho que as lutas do Daileon estão entre as melhores batalhas de tokusatsu já coreografadas. Quer dizer, com que frequência você testemunha uma nave espacial se transformar num robô gigante só para dar um suplex em um kaiju, como se estivesse fazendo teste para o WrestleMania? Lembre disso para (o verdadeiro) Pacific Rim 2, Del Toro. De nada.

E claro que ajuda muito o Akira Kushida esmerilhando

Mas divago. Esse momento de nostalgia é relevante porque eu também cresci assistindo uma tonelada métrica de Super Sentai — sendo Choushinsei Flashman, o famoso "Comando Estelar" sendo meu favorito pessoal. E sinceramente, dá pra me culpar? Eles tinham armas únicas, trajes chamativos e, mais importante, um robô que usa a carreta de um caminhão-baú como armadura. Um caminhão. Como armadura. Isso aí é o ápice do encantamento infantil.

Eu sempre racho como o monstro olha pro tamanho da munalha do robozão e fica "Senhor, calma senhor, a gente pode conversar, também não precisa ser assim na violencia também, né..."

Então, quando eu assisti Power Rangers pela primeira vez em 1994, não foi exatamente uma experiencia chocante. Minha reação foi basicamente: "Ah, tá. É daqueles programas japoneses... mas trocaram o elenco não transformado por americanos porque os americanos são inseguros desse jeito". Na época eu usei uma expressão menos polida, temo dizer. Mas o ponto é que não ajudou em nada o fato de eu estar mergulhado — e quero dizer, numa profundidade nível Fossa das Marianas — na minha fase otaku hardcore, onde qualquer coisa que não fosse japonesa ia automaticamente para a lata de lixo do meu gosto refinado de dez anos.

Claro, eu nem era um pré-adolescente naquela época. Hoje, como um adulto plenamente funcional, amadureci imensamente. Agora eu acho que tudo é lixo, inclusive as coisas japonesas. É brincadeira. Sério. Não sou esse tipo de cara. Sinceramente, eu realmente tento ser positivo. Tento gostar das coisas, porque quanto mais coisas você gosta, mais coisas você tem que podem te fazer feliz. Certo? Então eu abordo tudo com a mente mais aberta possível —

— e mesmo assim, mesmo com uma mente mais aberta que a de um candidato à próxima reencarnação de Buda, ainda não consigo me forçar a gostar de Power Rangers.

Mas suponho que o dever chama, e ainda tenho que falar sobre isso. Então vamos ser rápidos.
Na verdade, não — 
Vamos fazer isso... na velocidade da luz.
Pegou o que eu fiz? Hein?
Hein?

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

[#1553][Jan/2000] BEAT PLANET MUSIC


Ideias e videogames sempre formaram uma dupla interessante. Costuma-se presumir que para um jogo se destacar le precisa fazer algo completamente novo, mas a história conta uma história diferente. STREET FIGHTER II: THE WORLD WARRIOR não inventou os jogos de luta (dado que o "II" no título usualmente é ignorado que significa uma continuação), e DOOM certamente não inventou o jogo de tiro em primeira pessoa. Nenhuma das duas era uma ideia totalmente nova, mas ambas se tornaram pilares essenciais da história dos jogos. Então, não — uma ideia nova não é a chave mágica para o sucesso. E contrário funciona assim também: quando um jogo realmente traz algo original, essa novidade por si só não garante nada.

Nosso exemplo em caso, Beat Planet Music (ou BPM, para os íntimos).

domingo, 22 de junho de 2025

[#1493][Dez/1999] BANGAI-O


Você se lembra da Sunsoft? 

É claro que não. Ninguém lembra. Mas houve um tempo em que a Sunsoft era a desenvolvedora mais quente do pedaço – tão quente, de fato, que a Nintendo lhes concedeu a rara honra de fabricar seus próprios cartuchos (em vez de ter que comprar os da Nintendo como todo mundo). Essa liberdade permitiu que eles pirassem chips personalizados e modificações tecnológicas bizarras – tão loucas que o BATMAN: RETURN OF THE JOKER deles para o NES quase parecia um título de 16 bits.

Mas você não lembra disso porque foi uma eternidade atrás, na era de ouro do Nintendinho. E quando a era 16-bit chegou, Sunsoft simplesmente não conseguiu acompanhar. A mágica deles não se transferiu para o novo hardware e, como tantos desenvolvedores outrora grandes, eles caíram no obscurantismo e na irrelevância.

E é assim que a indústria de jogos funciona. De tempos em tempos, surge um desenvolvedor, faz coisas desumanas com hardware limitado, e desaparece no momento em que a tecnologia muda. É por isso que você provavelmente não lembra o quão grande a Sunsoft já foi.

E é também por isso que você provavelmente não lembra quando o nome Treasure sozinho já vendia um jogo. Mas vendia.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

[#1477][Jul/1980] MISSILE COMMAND


Vamos começar a review de hoje com uma breve cinemática.

Um homem está à beira de um vale, o vento batendo em seu casaco enquanto observa mísseis cruzarem o céu como lanças divinas. Eles estão indo direto para sua cidade natal. Seu lar. Ele não corre. Qual seria o ponto?

Lá embaixo é onde ele cresceu. Onde ralou os joelhos em calçadas rachadas, beijou seu primeiro amor sob postes de luz enferrujados, riu, lutou, viveu. Seus pais estão lá. Seus amigos. Pessoas que nunca pediram por isso. Pessoas que não merecem isso.

E agora — por causa de decisões tomadas em salas cheias de ternos e silêncio — tudo será apagado. Ele não consegue nem gritar. Sua boca está seca. Seus pensamentos estão altos.

Por quê?
Por que somos nós que estamos sendo eliminados?
Não votamos por esta guerra.
Não disparamos nenhum míssil.
Meu pai trabalhava em uma padaria. Minha mãe dava aulas de piano. Minha irmã ainda dorme com a luz acesa.
O que fizemos?
O que eles fizeram para merecer se tornarem sombras?

Ele olha para o céu novamente. Há uma beleza estranha nele. A maneira como as nuvens se abrem, abrindo espaço para a morte. Quarenta e cinco segundos, mais ou menos, até que a explosão o atinja. Até que seu corpo, seu nome, suas memórias, tudo o que ele amou ou odiou seja reduzido a átomos.

Não há tempo para respostas. Não há tempo para vingança.
Apenas tempo suficiente para um último pensamento amargo:

"Eles nunca saberão que eu estive aqui."

Ao contrário de muitas histórias que eu... hã, tomo liberdades criativas... para este blog, esta é real. Bem, não é REAL tipo mundo real. Ninguém que não seja um japonês de 90 anos de idade viu sua cidade ser bombardeada enquanto estava em uma colina com uma música melancólica de violino tocando ao fundo.

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

[#1282][Out/98] ASTEROIDS

O ano é 1978 e SPACE INVADERS é a coisa mais quente do mercado desde a invenção do chuchu na manteiga quente, como eu já expliquei toda a história naquele texto. O que veremos a seguir hoje, entretanto, é o que aconteceu depois desse giga fenomeno que mudou para sempre a história dos videogames!

HÃ, A ATARI TIROU LEITE DESSA VACA ATÉ AS PESSOAS NÃO AGUENTAREM MAIS PENSAR EM SPACE INVADERS?

Da esquerda para direita, de cima para baixo:  Space King (1978), SF-HiSplitter (1979), Rotary Fighter (1979), Attack UFO (1980), Cosmic Monsters (1979), Invinco (1979), Space Fever (1979), Space Attack (1979), Space Fighter Mark II (1980)

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

[#1161][Abr/78] SPACE INVADERS: The Original Game


Frequentemente eu digo aqui que SUPER MARIO BROS é o jogo mais importante da renascença dos videogames. O que é verdade, até pq se não fosse eu não teria dito, mas algo que eu nunca disse antes nesse blog é que isso faz dele o TERCEIRO jogo mais importante de todos os tempos. Qual foi o primeiro? Que jogo possivelmente poderia ser mais importante do que fucking MARIO DAS QUEBRADA?

Não importa pq não é sobre ele que falaremos hoje, e sim sobre o segundo. E ser o segundo jogo mais importante de todos os tempos já importancia pra caramba.

domingo, 9 de abril de 2023

[#1082][Fev/97] ASSAULT SUIT LEYNOS 2

Em maio de 2020, bem no coração pungente da pandemia quando a gente literalmente não sabia se haveria um amanhã e a gente literalmente lavava as compras do supermercado, eu falei de um jogo curioso para o Super Nintendo: CYBERNATOR, que no Japão é chamado de "Assault Suit Valken".

Hoje, quase três anos depois, a vida é bem melhor do que era então, mas tipo muito melhor. Estamos todos vacinados, ninguem mais lava as compras do supermercado e tudo basicamente já voltou ao normal. E sabe o que também é melhor do que foi em maio de 2020? A continuação de CYBERNATOR, o terceiro jogo da série Assault Suit!

ESPERA, MAS SE ESSE JOGO É O ASSAULT SUIT LEYNOS 2, COMO ELE É O TERCEIRO DA SÉRIE?

quarta-feira, 1 de março de 2023

[#1058][Abr/97] THE GREAT BATTLE 6

E chegou a tão esperada hora, a hora mais aguardada por crianças e crianços de todo o Japão: a hora que a Bandai e seu braço nos videogames, a Banpresto, se juntam para dar o que todos queremos, aquela ordenhada safada na franquias de onde eles conseguiam arrancar qualquer centavo. Estou falando, é claro, do que no Japão é chamado de "Compati Hero", onde eles juntam três das franquias mais populares da Bandai na época sem nenhum outro motivo que senão grana fácil.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

[#940][#941] MICROSOFT RETURN OF ARCADE e NAMCO MUSEUM VOL. 1


Talvez seja uma grande coincidencia, talvez seja uma teoria da conspiração regida pelos homens-lagarto thessalianos que levarão ao fim da vida como a conhecemos (peguem uma senha, bros, a lista de espera de candidatos para isso é longa), talvez seja uma daquelas modinhas que "vc tinha que estar lá para entender", eu não sei. O que eu sei é que em setembro de 1996 duas empresas tiveram a mesma ideia de lançar uma coleção de joguinhos MUITO antigos de Arcade: a Namco e a Microsoft.

Eu não sou o maior fã do mundo de cobrar preço cheio por algo que em 1996 já era apenas uma coleção de minigames que vc joga em 5 mminutos, mas hey, parece que tinha um publico pra isso já que essa é a segunda coleção de minigames que a Microsoft estava lançando (a primeira se chamava apenas "Microsoft Arcade", por isso essa é o "Return of Arcade"), então o que eu sei realmente?

Seja como for, como eu não estou afim de fazer uma introdução pra duas coisas que são essencialmente a mesma eu juntei as duas coletaneas em um post só pq o que importa aqui são os joguinhos... que alias se repetem nos dois pacotes just because. Isso sendo dito, vamos aos trabalhos então!

domingo, 2 de janeiro de 2022

[#804][3DO] ICEBREAKER [Agosto de 1995]

O jogo ganha pontos pela contracapa ter sentimentos tão fortes a respeito de piramides, isso precisa ser dito

Senhores, senhoras, senhorio, felinos não reconhecerás, espero que estejam todos com os cintos bem afivelados porque nossa expedição pela história dos videogames entrará agora em camadas de obscuridade que não são visitadas a gerações.

Veja, videogames funcionam como qualquer outro tipo de midia de entretenimento: em camadas. No topo da superficie temos os titulos que qualquer um conhece como DOOM, Mortal Kombat, Sonic, Mario ou Street Fighter. Ou se quiser um take mais moderno, Call of Duty ou FIFA. Um pouco mais abaixo disso temos os jogos que não são obscuros mas que você tem que conhecer um pouco de videogames para chegar lá como Chrono Trigger, SPARKSTER ou WOLFENSTEIN 3-D.

Capitão, estamos atingindo niveis de obscuridade que não se julgava serem possíveis! Nossos sensores não vão aguentar muito mais!

E assim vamos cavando cada vez mais e mais fundo até passar da camada pré-sal dos videogames e chegar a um bolsão esquecido por todos os antigos deuses e os novos. É aqui que nos encontramos hoje, num buraco tão profundo da obscuridade dos videogames que ele fica apenas dois fios de cabelo dos jogos de corrida de cavalo para PC Engine que nunca saíram do Japão. Então parabéns, considere-se com sorte (ou orgulho, se desejar) porque você acaba de entrar no seleto grupo das pessoas ainda vivas que já ouviu falar de Icebreaker para 3DO.

Mas o que é Icebeaker?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

[#788][SNES] SWAT KATS: The Radical Squadron [Agosto de 1995]


Cara, cara, caaaaaaaaaaraaa... Swat Kats! Nossa, taí um desenho que eu não pensava nele a decadas mas que era um dos meus favoritos quando eu era criança. Quer dizer, o que há para não gostar nele?


quarta-feira, 25 de agosto de 2021

[MEGA] EXOSQUAD (Maio de 1995) [#752]


Como eu já comentei algumas vezes aqui, da passagem dos anos 80 para os anos 90 houve uma grande mudança no paradigma da animação ocidental. Por uma mudança de legislação o modelo de negócios dos cartoons mudou, passando dos tenebrosos comerciais de brinquedos dos anos 80 para projetos mais autorais nos anos 90. O que foi uma indescritível evolução.

Isso quer dizer que eles acertavam sempre? Eu não diria que eles sequer acertavam na maior parte das vezes, mas ao menos eles tentavam. Como videogames e desenhos animados eram intimamente ligados nessa época, já houveram diversas oportunidades que eu falei desse tema.

Isso nos leva a uma pergunta bastante pertinente: o que foi feito desse pessoal dos cartoons-comerciais de brinquedo? Eles viraram espuma do mar? Se mudaram para a Noruega e estão vendendo casas pré-montadas? Bem, não. Eles continuaram nesse negócio e se adaptaram aos novos tempos.

sábado, 12 de junho de 2021

[PC] SOLAR WINDS: THE ESCAPE (Dezembro de 1993) [#704]

 

No nosso jogo de número 700 (indo audaciosamente rumo ao milão, onde nenhum gamemaníaco jamais esteve), tiraremos um momento para falar sobre a revista Gamers.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

[3DO] STAR CONTROL 2: The Ur-Quan Masters (Setembro de 1994)[#633]



Nossa história de hoje começa numa manhã de terça-feira de novembro de 1994, no quartel general da Ação Games essa cena aconteceu:

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

[SUPER GAME POWER 001] STAR TREK THE NEXT GENERATION: Echoes from the Past (Mega Drive) ou Future's Past (SNES)[#495]


Clique aqui para ver a matéria na Super Game Power

Clique aqui para ver a matéria na Ação Games

Não parece para quem olha hoje sem contexto da época, mas Star Trek era uma série muito, muito, muito progressista para sua época. Eu sei que olhando as personagens femininas que só aparecem como elenco de apoio de minissaia sem protagonismo nas histórias, mas para o que dava para fazer na época Gene Rodenberry lutou o que dava para criar um futuro utópico onde a raça humana atingiu tudo que poderia ser.

sábado, 5 de setembro de 2020

[AÇÃO GAMES 039] THE NINJA (Master System, 1985)[#482]


"The Ninja" para Master System é um port de um arcade de 1985 chamado "Ninja Princess" e é um run'n gun tão simples e primitivo que poderia perfeitamente ser um jogo de Atari. Você sobe na tela e atira adagas nos inimigos. É bonitinho, mas literalmente não tem como ser mais simples que isso.


Tão simples, de fato que eu não teria nada a falar sobre esse jogo... não fosse o fato da sua história ser rica. E por história rica eu quero dizer mais fora da tela do que dentro.

domingo, 23 de agosto de 2020

[AÇÃO GAMES 057] SUB-TERRANIA (Mega Drive, 1993) [#469]


No ano de 2364 as atividades de mineração no asteróide P3XD foram subitamente interrompidas e não foi devido a uma greve sindical ou porque finalmente saiu Cyberpunk 2077, foi por algo menos mundano do que isso: as escavações encontraram nos túneis subterraneos encontraram aliens que não estão nada felizes em verem humanos indo lá e levando suas pedras, eles gostam muito das suas pedras. Se bem que esse é o mundo deles, então tecnicamente os humanos é que são os aliens aqui. #REFLITÃO

Eu sei que a capa e o manual do jogo dizem que eles são aliens invasores, mas essas criaturas claramente são monstros nativos que não dominam tecnologia espacial. Boa tentativa em tentar mascarar seu massacre colonialista, mas vocês não podem calar a verdade! Aqui é denúncia!

De qualquer forma as opções seriam ir embora ou iniciar uma guerra intergalactica contra os aliens nativos (eu realmente desconfio que essa expressão está errada), nenhuma de ambas é financialmente interessante. Existe uma terceira opção, entretanto: há uma nave experimental capaz de adentrar nos túneis e passar fogo nos nepomucenos, e é exatamente essa atitude beligerante que tomaremos. Exatamente como Jesus gostaria que fosse.

Por essa descrição, você já pode imaginar que estamos falando de um famigerado ... jogo de navinha! TAN-DAN-DAAAAAAAAN!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2020

[AÇÃO GAMES 052] JIM POWER: THE LOST DIMENSION IN 3-D (SNES, 1994) [#412]




Videogames são impressionantes. Quer dizer, realmente impressionantes. Exemplo de caso: nesse blog eu já estou com 473 jogos resenhados, indo feliz e contente a marca do quinhentésimo jogo. Então a esse ponto você poderia achar que eu já vi tudo que há para ser visto em um videojogo de plataforma. Eu, de fato, achava isso. Até a grande magia dos videojogos me ensinar uma lição de humildade e que os videogames sempre, para sempre, serão capazes de me surpreender.