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quarta-feira, 20 de maio de 2026

[#1740][Nov/2001] BURNOUT


Sabe o que me traz alegria genuína nessa experiencia miserável e pessimamente testada antes do lançamento que chamamos de vida? Aprender de onde as coisas vieram. Não faz muito tempo, por exemplo, que eu escrevi sobre HITMAN: Codename 47, e embora hoje todo mundo conheça nosso assassino careca favorito, com tatuagem de código de barras e mortes estilo Premonição, bem menos pessoas sabem de onde ele realmente veio. E deixe-me dizer: o primeiro jogo é muito menos "Hitman" do que você esperaria. É mais parecido com um FPS padrão do final dos anos 90 que usava disfarces como uma mecânica de furtividade, mas o jogo não é realmente muito focado nisso. É só uma ferramenta de gameplay em meio a tantas outras. O DNA estava lá, com certeza, mas foi preciso mais de um jogo para nossos bons e velhos desenvolvedores da IO Interactive coçarem suas mandíbulas financiadas pelo sistema público de saúde dinamarquês e pensarem: "Hmm... talvez isso devesse ser o foco."

Tá, mas por que estou falando de Hitman? Bem, porque outra franquia muito querida seguiu quase exatamente o mesmo caminho. Hoje, quando você pensa em Burnout, você pensa em batidas espetaculares, empurrar adversários na contramão, acumular pontos por dirigir como um maníaco homicida, e o espetáculo profundamente satisfatório de uma engines sofisticada sendo usada exclusivamente para destruição veicular catastrófica. Você sabe, as coisas boas da vida. Mas então, se você está afundado o suficiente na cultura nerd para estar lendo este blog, provavelmente eu não preciso explicar Burnout para você. 


Mas aqui está a coisa: eu conheci Burnout através de Burnout 3: Takedown, e como é o caso de muitas pessoas, aquele jogo é Burnout para mim. Então, quando eu finalmente fui jogar o jogo original de 2001 para essa review, esperava uma versão mais tosca e primitiva da fórmula. Menos polida, talvez menos caótica, mas ainda essencialmente o que eu entendia por Burnout. 

... a realidade não é beeeeem assim.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

[#1730][Set/2001] SPY HUNTER


Tá, eu vou abrir os trabalhos de hoje metendo uma pedrada: quando Spy Hunter foi lançado para PlayStation 2 em 2001, ele era um remake de um jogo de 18 anos — o SPY HUNTER original de fliperama de 1983, que na época era um negócio jurássico, pré-histórico. Dezoito anos. E agora vem a pedrada: esse próprio remake em alguns meses vai fazer 25 anos. O tempo não voa — ele te atropela, dá uma ré pra passar por cima de novo e buzina.

Enfim, agora que todos encaramos o abismo da nossa própria mortalidade, vamos voltar a 1983. Naquela época, SPY HUNTER não era apenas mais um fliperama — ele era a coisa mais maneira do pedaço. Não necessariamente por sua jogabilidade, que era sólida mas claramente inspirada nos shooters verticais da época — pense em River Raid — mas por sua apresentação. O gabinete parecia um gadget saído diretamente de um filme espionagem: botões iluminados que acendiam quando suas armas estavam prontas, convidando você a aperta-los com classe como se estivesse lançando equipamento militar ultra-secreto.


Poça de óleo ativada. Carros inimigos rodando atrás de você. "Engulam óleo, seus carecas", vc diz com um sorriso de canto. Não tem como ser mais 007 que isso em 1983, esse era o sonho.

Mas agora saltar os citados 18 anos para 2001 e no ano da odisséia no espaço, chegamos à tentativa da Paradigm Entertainment de trazer Spy Hunter para a era 3D no PS2. Historicamente, esse tipo de ressurreição raramente dá lá muito certo e na maioria das vezes, resulta em uma reinterpretação 3D mediana que se apoia muito no nome e na nostalgia, pouco no gameplay próprio. Na maioria das vezes você consegue algo totalmente esquecível, como o reboot de CENTIPEDE de 1998. Ocasionalmente, algo interessante mas passageiro, como ELEVATOR ACTION RETURNS de 1994 — um jogo alguma coisa interessante, mas nada muito marcante também. Histórias de sucesso genuíno nesse ramo são raras.


Só que as coisas começam a parecer um pouco mais promissoras quando você lembra de quem está ao volante, pq a Paradigm Entertainment já havia provado que sabia fazer mais do que apenas surfar num conceito — eles entregaram BEETLE ADVENTURE RACING no Nintendo 64, um jogo de corrida surpreendentemente criativo que mesclava corrida tradicional com exploração de maneiras que eram inovadoras na época. Claro, não era DIDDY KONG RACING, mas de jeito nenhum tinha o direito de ser tão bom quanto foi — especialmente considerando que era essencialmente ma propaganda glorificada do Novo Fusca da Volkswagen.

Então a verdadeira aqui é: eles conseguiriam repetir esse feito? Pegar um nome que praticamente implora para ser transformado num caça-níqueis preguiçoso de nostalgia e, em vez disso, construir algo que se sustentasse por si só?

E a resposta é… sim.
Mas até certo ponto.

domingo, 3 de maio de 2026

[#1729][Jun/2002] THE STUNTMAN

Mesmo que hoje seja fácil esquecer disso, antes do evento geológico que hoje chamamos de GTA, a série Driver no PlayStation era um negócio gigantesco. Na quinta geração, GRAND THEFT AUTO mal era uma nota de rodapé comparado a DRIVER: You Are the Wheelman e especialmente DRIVER 2: The Wheelman Is Back (embora eu particularmente goste mais do primeiro). Então, quando a sexta geração chegou, naturalmente todo mundo e a mãe de todo mundo queria saber o que a Reflections estava cozinhando para o PS2. Claro, essa curiosidade deu uma murchada depois que GRAND THEFT AUTO 3 explodiu e reescreveu as regras da noite para o dia — mas a expectativa ainda era muito real.

Então… o que a Reflections estava cozinhando?

sábado, 11 de abril de 2026

[#1715][Jun/2001] WORLD'S SCARIEST POLICE CHASES

 

Se tem uma coisa que eu aprendi em quase dez anos escrevendo resenhas para este blog, é que nem tudo é arte. Na verdade, muito poucas coisas são arte da forma como entendo a palavra: uma forma de expressão com significado e propósito — algo que pode desafiar suas ideias preconcebidas ou te dar uma visão da mente de outra pessoa. A maioria das obras — e isso é particularmente verdadeiro para videogames, mas também se aplica à música, ao cinema e até mesmo aos livros — não aspira a nada além de ganhar dinheiro fácil entretendo você da maneira mais simples possível.

A maior parte da nossa cultura não é composta por um artista derramando sua alma em uma obra-prima. É mais algo como: "Fiz uma coisa para você passar o tempo, me dê uma grana por isso." E não tem nada de errado nisso. Às vezes (na verdade, na maioria das vezes) as pessoas já têm coisas demais na cabeça e só precisam de algo para se distrair. A demanda cria a oferta.

E falando de coisas bobas sem nenhuma intenção artística por trás, não tem como ir muito mais fundo do que World's Wildest Police Videos (que passou aqui como "Os Vídeos Policiais Mais Insanos do Mundo"). Este programa de TV não é, e nem por um momento tenta ser, outra coisa senão o entretenimento mais raso possível. Bandidos. Mocinhos. Carros em alta velocidade. Oh, não. E sim, eu assisti à maldita coisa. As coisas que eu não faço por vocês.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

[#1675][Mai/2001] CRAZY TAXI 2

Então, a review de hoje vai ser rápida: Crazy Taxi 2 é CRAZY TAXI. Só que dois. Now, the world don't move to the beat of just one drum, sobem os créditos, fade out. Porque, sério, o que mais que eu posso dizer?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

[#1671][Out/2001] GRAND THEFT AUTO 3

Escrever sobre jogos que inauguram uma franquia frequentemente acaba se transformando em uma escavação arqueológica. Você pega uma série que é amada hoje e começa a tirar a poeira do fóssil que começou tudo, tentando refazer a linha evolutiva que levou à forma atual. Pegue Hitman, por exemplo. Todo mundo conhece, todo mundo ama. Careca, terno impecável, código de barras, stealth social, assassinatos elaborados tipo Rube Goldberg que parecem a apenas um passo de virar cenas de Premoniação. É icônico. Exceto que o primeiro jogo, HITMAN: Codename 47, não é bem isso. É mais perto de um jogo de tiro em terceira pessoa bem engessado de sua época, com elementos de furtividade enfiados. O DNA do que viria a ser Hitman como conhecemos já está lá, com certeza, mas você tem que escavá-lo debaixo de controles grosseiros, design de nível estranho e ideias que ainda não aprenderam a conversar umas com as outras.

A mesma coisa acontece com muitas primeiras entradas importantes. FALLOUT: A Post Nuclear Role Playing Game e DIABLO são exemplos óbvios: jogos que claramente têm algo muito especial escondido dentro deles, algo que parece diferente de seus contemporâneos, mas que ainda precisam de mais algum tempo no forno antes de se tornarem o que a história lembra. Você pode sentir a ambição lutando contra os limites técnicos, a inexperiência de design, ou simplesmente o fato de que ninguém sabia ainda exatamente o que esses jogos deveriam ser. Eles são protótipos com grife.

É possível acertar de primeira? Totalmente. Mas é raro — beirando a genialidade. A Nintendo faz isso com uma regularidade assustadora. Mario, Zelda, Metroid, Pokémon: todas franquias que não começaram como “confia, vai ficar bom depois”. Elas foram ótimas imediatamente. Completas, confiantes, e já definindo seus gêneros desde o primeiro dia. Outras empresas têm seus momentos — a Valve quase nunca erra uma estreia, a Capcom raramente lança uma franquia com a promessa de que vai melhorar eventualmente — mas esses casos são exceções, não a regra. Acertar de primeira é ridiculamente difícil e existe um motivo pra isso: quando a maior parte da sua energia é gasta apenas fazendo o jogo funcionar, ou construindo a engine do zero, sobra muito pouco espaço para polimento, iteração ou indulgência criativa.

Capa europeia do jogo

Mas tá, pra que eu to falando tudo isso? Bem, eu estou fazendo toda essa introdução para que você entenda o quão absurda é a seguinte afirmação: o melhor resumo que posso dar de GTA III é que ele é, acreditem ou não... GTA.

[HÃ... SIM? QUER DIZER, EU MEIO QUE ASSUMI QUE GTA III SERIA GTA. O QUE MAIS ELE PODERIA SER?]

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

[#1579][Nov/2000] DRIVER 2: The Wheelman Is Back


Como eu disse na review há cerca de um ano atrás, o primeiro DRIVER: You Are the Wheelman foi um dos meus jogos de infância favoritos. O curioso é que ao revisitá-lo com olhos de adulto, em vez de destruir a nostalgia, isso me fez apreciá-lo ainda mais. Naquela época eu era só um moleque burro que não sabia de nada — e hoje eu sou um boomer rabugento que ainda não sabe de nada, exceto talvez uma ou duas coisas sobre as limitações de hardware do PS1. E isso é o bastante para entender o quão milagroso foi que a Reflections espremeu até a última gota do que dava de um hardware tão modesto.

Outra coisa que mudou completamente minha perspectiva é que, quando criança, eu não tinha a bagagem cultural para sacar as influências cinematográficas do jogo. Driver não era apenas um jogo de corrida — era uma carta de amor aos filmes clássicos de perseguição de carros dos anos 60 e 70. Hoje, depois de uma vida inteira assistindo Bullitt, Operação França e todas as perseguições com carros saindo de lado e viaturas da polícia capotando, eu consigo ver exatamente o que a Reflections estava tentando alcançar. E não era apenas uma referência escondida numa cutscene, a jogabilidade inteira foi projetada para parecer uma daquelas perseguições em alta velocidade — as derrapagens, as quase-colisões, a destruição veicular espetacular. Quando criança, eu só pensava: "Carros maneiros fazem vrum-vrum". Como adulto, percebo que DRIVER: You Are the Wheelman era pura pornografia para cinéfilos.

Então, o primeiro Driver tinha tudo: uma direção artística clara, uma identidade temática e um 'tour de force' técnico que levou o PS1 aos seus limites — e, obviamente o mais importante, continuava sendo incrivelmente divertido de jogar.

Mas não é por isso que estamos aqui. Um ano depois, a Reflections pegou a estrada novamente com uma sequência completa — Motoras 2: O Boleia Tá de Volta — dividida em dois discos. O dobro de cidades, o dobro de cutscenes, o dobro da energia de seriado policial dos anos 70.

E isso parece uma receita para o sucesso, certo? Quero dizer, fazer uma sequencia boa para um ótimo jogo deveria ser relativamente fácil. Veja que eu não disse sequências ótimas, mas pelo menos boas não é um bicho de sete cabeças. A fórmula é simples: corrigir os problemas do primeiro jogo, eliminar os bugs, adicionar algumas novas mecânicas que melhorem as antigas e forçar a engine só um pouquinho mais. Em outras palavras, fazer uma segunda viagem por aquele mundo imaginário que seja mais suave, mais rica e melhor em todos os aspectos mensuráveis.

Com um jogo base tão bom como DRIVER: You Are the Wheelman, ainda por cima, deve ser moleza fazer essa continuação ser realmente ótima, né?
... né?

segunda-feira, 28 de abril de 2025

[#1462][Fev/2000] DIE HARD TRILOGY 2: Viva Las Vegas


Mesmo já naquela época, Trilogia Morte Dura 2: Viva Las Vegas foi um jogo que tinha me deixado bastante confuso. Não porque a jogabilidade fosse estranhamente um retrocesso do primeiro DIE HARD TRILOGY de quatro anos antes (e era), ou porque o mesmo pudesse ser dito a respeito dos gráficos que para um jogo do ano 2000 pareciam ter sido borrados com vaselina na tela (e pareciam). Não, não era isso que realmente me confundia, mas... qual "trilogia" eles estavam tentando adaptar, exatamente? 

O primeiro Die Hard Trilogy fazia sentido — três filmes do João McLinha, três modos de jogo, simples. Mas essa sequência? Parecia que alguém misturou um fanfic de Duro de Matar, Grand Theft Auto e aquele pesadelo febril que você tem depois de comer pizza que passou a noite em cima da mesa numa noite quente de verão. Era para ser uma nova trilogia? Um filme imaginário? Eu perdi algum spin-off de Duro de Matar lançado direto para VHS estrelando um cara que só vagamente se parecia com o Bruce Willis? (o que não é descabido, Tropas Estelares por acaso tem outras duas continuações sem nenhum protagonista do filme que você conhece)


Mas não, embora hoje existam mais 2 filmes de Die Hard além da trilogia original ("Live Free of Die Hard", de 2007, e "A Good Day to Die Hard", de 2013), esse jogo é apenas uma única história envolvendo alguém que por acaso se chama John Mclane (mas não é o Bruce Willis) onde as fases alternam entre os três modos de jogo da entrada anterior: um shooter em terceira pessoa, uma seção de direção e um shooter de pistola — só que dessa vez, tudo parece uma imitação pálida. Se o primeiro jogo era meio tosquinho mas a ideia de transformar cada filme em um modo de jogo diferente era criativa, este aqui é só tosquinho.

domingo, 20 de abril de 2025

[#1454][Out/1999] GRAND THEFT AUTO 2

*CONFIDENCIAL - Diário do Desenvolvedor da Rockstar North*

Última atualização: Setembro de 1999
Assunto: GTA 2 - Não Estamos Bêbados, Você Está Bêbado
Autor: Provavelmente Craig. Ou Dave. Há seis Daves aqui.

Semana 1: O Plano

Então... aparentemente estamos fazendo outro GTA. Mas sem uma reformulação real da engine, sem aumento de orçamento e sem dormir. Sugerimos uma continuação para a DLC de Londres 1969, possivelmente "GTA: Londres Anos 70", mas alguém disse que não era "ousado o suficiente". Dave B. sugeriu "GTA: Pesadelo Futuro Cyberpocalypse". Rimos. Então, alguém lá de cima disse: "Na verdade, isso é brilhante".

Boom. Agora estamos fazendo GTA 2. 

O título provisório era "GTA: Blade Runner, mas com malucos".

terça-feira, 1 de abril de 2025

[#1435][Out/1999] CRASH TEAM RACING


Os anos 90 foram a era de ouro dos Kart Racers. Após o grande sucesso de SUPER MARIO KART, todo mundo e a mãe de todo mundo viu que era bastante simples fazer um jogo do genero: desenhe uma pista, coloque uns bonecos carismáticos (preferencialmente de alguma franquia por quem o público já tem carinho) e pronto. Você não precisa de muito esforço em performance, velocidade ou hit detection, apenas faz uma versão chibi de todo mundo e manda bala.

Isso gerou numa verdadeira enxurrada de títulos do genero e quando eu digo que era todo mundo mesmo, não era brincadeira: POWER RANGERS ZEO, MICKEY SPEEDWAY USA, Speed Punks, MOTOR TOON GRANDPIX e MOTOR TOON GRAN PRIX 2, AYRTON SENNA KART DUEL, AYRTON SENNA KART DUEL 2, Street Racer... entre muitos outros - isso sem citar os clássicos MARIO KART 64 e DIDDY KONG RACING, obviamente.


Então a pergunta que cabe ser feita aqui é: em um genero tão saturado por muitos jogos que não tinham nada realmente a acrescentar... por que Crash Team Racing é lembrado como algo especial? O que realmente o destaca e o coloca em pé de igualdade - se não superior a MARIO KART 64 e DIDDY KONG RACING?

É o que veremos a seguir.

domingo, 23 de março de 2025

[#1428][Fev/1999] CRAZY TAXI


Crazy Taxi é, ao mesmo tempo, o maior exemplo de tudo que havia de certo e errado com a Sega. A razão pela qual ela saiu do ramo dos hardwares e teve que ser incorporada pela Sammy (que tinha o dinheiro, mas não o renome - resultando em um casamento vitoriano de interesses), porém também a razão pela qual a Sega ainda está viva até hoje.

Prepare seu yayayayaya, porque hoje é dia de falar do Taxi Maluco do Gugu! Quer dizer, o Gugu teve um quadro com esse nome, não? Eu tenho bastante certeza pq ele teve um quadro de taxi e nos anos 90 eles colocavam "maluco" em tudo. Seja como for, então vamos que vamos nessa review muito doida! 

sábado, 14 de dezembro de 2024

[#1367][Jun/1999] DRIVER: You Are the Wheelman

Durante meus anos pubescentes, devido as condições financeiras da minha família eu nunca realmente tive um Playstation 1 - eu só viria a ter um quando comecei a trabalhar, mas aí já estavamos na metade da vida do PS2. O que quer dizer que todas as minhas memórias nostalgicas de jogar PS1 vinham de locadoras de 1 real a hora, e isso sendo dito acho que um dos jogos que eu mais joguei na minha adolescencia nessas condições não foi outro que senão este "Motoras: Tu és o Boleia". Acho até mais do que de futebol, porque eu sou desses.

O que quer dizer, obviamente, que eu adorava esse jogo quando era jovem e inocente... mas até aí isso não quer dizer muita coisa, eu também adorava DOUBLE DRAGON 3 e minha nossa senhora do passaquatro molhado. Então será que Driver é realmente tudo aquilo que eu lembrava?

Acho que esse é o único jogo de PS1 que eu lembro que a capa europeia do jogo é mais famosa que a americana

E a resposta é não. Digo isso pq agora que eu entendo um cadinho mais sobre como jogos funcionam, os limites do PS1 e de referencias cinematográficas, eu posso afirmar que Driver é muito mais impressionante do que eu lembrava. Vamos a isso então.

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

[#1346][Nov/97] GRAND THEFT AUTO


Até aqui, eu já contei duas histórias sobre a desenvolvedora escocesa DMA: primeiro sobre o giga sucesso que ele causaram no mundo dos puzzles com LEMMINGS, e mais recentemente (e por "recentemente" eu quero dizer quase cem reviews atrás) sobre como eles se estranharam bonitaço com a Nintendo fazendo parte do seu "dream team", o que gerou o... hã... conceitual... BODY HARVEST.

Mas tá, agora chega de enrolação porque chegou a hora de contar a história do jogo que fez a DMA vir a ser quem ela é hoje, sobre o nome de Rockstar North. Ou seja, é hora de contar a história do Grande Ladrão Automático! E acreditem ou não, essa também é a história de como o segundo jogo mais vendido DE TODOS OS TEMPOS (atrás apenas de Minecraft) nasceu de um bug. Sérião que foi na cagada.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

[#1341][Mai/1999] STAR WARS: Episode 1 - Racer

Normalmente eu não falo de jogos de corrida nesse blog pq escrever sobre corrida e esportes não é muito a minha coisa, e eu nem gosto tanto assim do genero - tanto que eu parei com isso em 2020, sendo NAKAJIMA SATORU SUPER F-1 HERO o último jogo genero que eu fiz como parte do metiê. Desde então, eu só escrevo sob jogos de corrida em condições especiais, tipo jogos que eu queria muito conhecer como foi o caso de MARIO KART 64 e DIDDY KONG RACING. E o jogo de hoje é um desses casos especiais.

Isso pq Star Wars Episódio 1 Racer teve uma grande matéria na última Ação Games que eu tive, a edição 141 de julho de 1999:

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

[#1242][Ago/98] IGGY'S RECKIN' BALLS

Uma forma bastante comum de criar jogos é começar pelo brainstorm: você coloca os caras numa sala e eles atiram ideias pra ver o que cola e no que eles vão começar a trabalhar. As vezes essas sessões rendem boas ideias (como por exemplo a discussão de pauta do jogo que viria a ser FINAL FANTASY 7, duas ideias levantadas ganharam seus próprios jogos posteriormente e ambos muito bons: PARASITE EVE e XENOGEARS).

Outras vezes, no entanto, essas ideias resultam em jogos que não são uma ideia tão boa assim (tipo transformar a fase da agua do SONIC THE HEDGEHOG em um jogo inteiro só disso, né ECCO THE DOLPHIN?). E algumas vezes, bem poucas vezes, o resultado da reunião de pauta do jogo é:  "heh... hehe... bolas!".

quarta-feira, 15 de março de 2023

[#1070][Mai/97] FELONY 11-79 (ou "Runabout" no Japão)

Hoje eu abrirei o texto afirmando que eu cometi um erro. E isso... hmm... ué, não vai falar nada, Jorge?

E ARRISCAR ESTRAGAR A MAGIA DESSE MOMENTO MÁGICO?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

[#1043][Mar/97] BLAST CORPS (ou "Blastdozer" no Japão)


Se tem algo que eu aprendi após 1042 reviews, é que definitivamente eu não era uma criança muito brilhante. Na verdade, dado que eu estou escrevendo esses reviews que ninguém lê, eu não diria que eu sou um adulto muito brilhante, mas essa é outra discussão. Um dos exemplos mais clássicos que eu lembro da minha falta de brilhantismo foi que eu fiquei absolutamente impressionado pelo 3DO, o fucking TRÊISDÊÓ, por causa de ... que os deuses dos doguinhos me perdoem ... SUPREME WARRIOR.

Sim, meu sonho de infancia era gastar 700 dolares (mais do que todas gerações juntas da minha familia já haviam possuído somadas até então) pra jogar SUPREME WARRIOR. Eu definitivamente não era um biscoitinho muito afiado.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

[#1032][Nov/96] VS COLLECTION


O fim da vida normalmente não é uma visão muito bonita. E por isso eu não quero dizer morrer lutando contra hordas de esquilos-licantropos-zumbis em chamas com uma metralhadora embaixo de cada braço, não é esse fim da vida que eu me refiro e sim natural da vida. Vc sabe, velhice, senilidade, incontinencia urinária, todos os sinais claros que o seu corpo já dobrou o cabo da boa esperança e vc tá só fazendo hora extra nesse mundo. É definitivamente uma visão triste.

E o mesmo vale para os videogames. Parece que foi ontem que o Super Nintendo era cheio de vida e energia, era um sonho, era o ápice da tecnologia. E agora, a esse ponto de 1997, olha ao que ele se reduziu. Essa figura triste que precisa usar fralda geriatrica e não tá só fazendo hora nesse mundo

domingo, 11 de dezembro de 2022

[#1009 e #1010][Dez/96 e Nov/97] MARIO KART 64 e DIDDY KONG RACING


Segundo as regras estabelecidas pelo instituto "Vozes da Minha Cabeça", normalmente eu não falo sobre jogos de corrida por dois motivos: primeiro porque depois de determinado ponto é meio dificil diferenciar um jogo de acelerar carrinhos um do outro...

FALOU O CARA COM MAIS DE CEM JOGOS DE LUTA EMPURRADOS COM A BARRIGA ANALISADOS...

Jogos de luta ao menos tem personagens e história, mas sim, concordo que a real razão é que eu não realmente gosto muito desse tipo de jogo. Jogos de esporte e corrida definitivamente não são muito a minha coisa, e por isso eu não falo deles aqui. Isto posto, hoje eu gostaria de abrir uma exceção para falar de dois jogos do Nintendo 64 porque...

PORQUE TU É UM NINTENDISTA SAFADO E COMO ESSE CONSOLE PRATICAMENTE NÃO TEM JOGOS TEM QUE INVENTAR ALGUMA COISA PRA MACETAR AS ESTATISTICAS DELES, SE FOSSE DA SEGA NÉ...

Na verdade não, Jorge. Eu tenho um grande apego emocional com o Super Nintendo e definitivamente foi o console da minha infancia, mas a verdade é que eu joguei Nintendo 64 apenas uma hora na locadora (uma hora total na vida) antes de começar esse projeto. Enquanto eu posso admitir que sou um pouco tendencioso pelo PS1 que foi o console da minha adolescencia, eu realmente não tenho nenhum amor pelo Nintendo 64, nem nenhum sentimento negativo, mais nós somos completos estranhos e estamos nos conhecendo ainda.

Isso explicado, então me permita falar sobre dois jogos que eu sempre tive curiosidade em conhecer. Mais precisamente, conhecer a diferença entre eles: Mario Kart 64 e Diddy Kong Racing.

domingo, 18 de setembro de 2022

[#977][Ago/96] DIE HARD TRILOGY

Imagine, apenas por um momento, que estamos no meio dos anos 80.

HÃ, ESSE É UM BLOG ESCRITO EM 2022 SOBRE JOGOS DOS ANOS 90 QUE SE IMAGINAM NOS ANOS 80?