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domingo, 20 de outubro de 2024

[#1324][Set/98] THE GAME OF LIFE



Normalmente quando eu conto a história de algo no qual um jogo baseado - seja um livro, um filme ou mesmo um brinquedo - eu costumo voltar bastante no tempo. Porém nunca em mais de 167 reviews de outras midias, nunca mesmo, eu voltei tanto no tempo. Isso pq a nossa história começa em 1860, cento e sessenta e quatro anos atrás e isso é tempo para uma senhora de um membro fálico avantajado.

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

[#1189][Dez/92] FINAL FANTASY 5

Final Fantasy é especial pra mim, é assim que eu vou abrir esse texto. Mas veja, eu não disse que é a melhor franquia de RPGs que eu já joguei, não foi o primeiro RPG que eu joguei na vida, e não é nem a que eu tenho maior nostalgia (com efeito, eu nunca joguei nenhum FF no Nintendinho ou no Super Nintendo). Ainda sim, é a franquia que pra mim significa videogames.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

[NINTENDINHO] KID KLOWN in NIGHT MAYOR WORLD (ou Mickey Mouse 3: Dream Ballon) [Setembro de 1992] [#693]

Tem uns jogos, eu juro pra vocês que eu jogo, fico olhando aquela coisa, aí pesquiso a história desse jogo... e eu fico pensando "but why?". E não é nem que o jogo é ruim nem nada, mas é que a história de como esse Kid Klown veio parar nessa edição da Ação Games é tão randomica que eu não consigo deixar de pensar:

domingo, 11 de abril de 2021

[PC/SEGA CD] DUNE (Dezembro de 1992) [#673]

 “O início é um momento muito delicado. Isso todas as irmãs Bene Gesserit sabem. Para começar seu estudo da vida de Maud'Dib, então, tome cuidado para colocá-lo em primeiro lugar em seu tempo: nascido no 57º ano do Imperador Padishah, Shaddam IV. E tome o cuidado mais especial para localizar Maud'Dib em seu lugar: o planeta Arrakis. Não se deixe enganar pelo fato de que ele nasceu em Caladan e viveu ali seus primeiros quinze anos. Arrakis, o planeta conhecido como Duna, é para sempre o seu lugar.”

Esta não é apenas a review número 667 desse blog, mas também e edição comemorativa de quarto aniversário do dia que eu decidi juntar textos que eu tinha espalhados pela internet em um único lugar para falar de todos os jogos que sairam na Ação Games - sendo que eventualmente a idéia foi ampliada para cobrir a Gamers e a Super Game Power. Uma vez o Leon do Coisa de Nerd disse uma coisa que ressou bastante comigo: viva como adulto a vida que você gostar de ter quando criança.

E quando criança eu via todos aqueles muitos joguinhos nas revistas e apenas sonhava com um dia (aparentemente impossível) em que eu poderia jogar todos eles. E não é décadas depois que estamos aqui? 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

[SEGA CD] LUNAR: The Silver Star (Junho de 1992)[#635]


Em 1994  a Squaresoft lançou um dos jogos mais ambiciosos e revolucionários até então, um jogo que mudou não apenas os RPGs mas a própria forma de pensar videojogos: uma aventura épica baseada em mais desenvolvimento dos personagens do que na aventura em si e por isso mesmo tão épica e poderosa. Estou falando, é claro, de FINAL FANTASY 6.

Porém, na emoção desse estupendo e formidável jogo, é fácil esquecer que não é preciso reinventar a roda para fazer um RPG excepcional. Pelo contrário, é possível acertar fazendo um jogo modesto, até mesmo extremamente simples e convencional. Pode dar funcionar, desde que esse básico do básico seja feito com o coração. E essa é a história de Lunar: The Silver Star Story.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

[3DO] STAR CONTROL 2: The Ur-Quan Masters (Setembro de 1994)[#633]



Nossa história de hoje começa numa manhã de terça-feira de novembro de 1994, no quartel general da Ação Games essa cena aconteceu:

domingo, 31 de janeiro de 2021

[PC] METAL & LACE: The Battle of Robo Babes (Agosto de 1992)[#625]


Um fato pouco conhecido é que antes de estrelar Frozen, Anna ganhava a vida sendo uma robo babe

Em um mundo ideal, os jogos seriam feitos de uma forma realmente simples: alguém tem uma ideia, tem a equipe pra realizar essa ideia e faz. Como você pode imaginar, a realidade frequentemente não é ... ideal. A realidade mais comum é que os estúdios pequenos não tem o dinheiro para bancar a produção de um jogo (especialmente uma que dura meses ou até anos), não tem a equipe jurídica, os contatos de logística e enfim o know-how todo de como fazer um lançamento em escala nacional do produto (o que não é nada simples), muito menos então em escala mundial simultanea.

Capa do original japonês

Por isso o mais comum é acontecer dos pequenos estúdios venderem um pitch da sua ideia para uma publisher que vai bancar a coisa toda e cuidar dos aspectos técnicos práticos que nenhum bando de caras numa garagem possivelmente poderia fazer. Como quem paga a banda escolhe a música, normalmente a publisher tem poder para interferir na produção do jogo e talhar aos gostos do seu entendimento - sendo o caso mais iconico sobre como a Atlus não vai a certos lugares com Persona que o roteiro claramente queria ir porque é a Sega que está pagando a coisa toda. Não é o ideal, mas esse é o mundo que temos e as coisas são assim hoje, e já eram assim em 1994.

Normalmente é assim que os jogos são feitos. Porém o jogo de hoje não é um jogo “normal”, como exatamente ele foi parar nas páginas da Ação Games é nada senão uma das histórias de desenvolvimento mais bizarras que eu já vi para um jogo. Não, corrijo, essa É a história mais bizarra de um videojogo em todos os tempos até onde me consta.

Porque é assim que as Robo Babes rolam, baby!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

[MEGA DRIVE] DUNE: Battle for Arrakis (Agosto de 1993)[#602]



"I must not fear. 
Fear is the mind-killer. 
Fear is the little-death that brings total obliteration. 
I will face my fear. 
I will permit it to pass over me and through me. 
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path. 
Where the fear has gone there will be nothing. 
Only I will remain."

Existem obras boas, existem obras que são as melhores de seu genero, existem obras que mudam o mundo para sempre... e então existe Duna. Duna não é apenas um livro espetacular, ou mesmo o melhor livro que eu já li. Não, Duna é... algo além disso, é algo especial que mesmo a visão interior não consegue enxergar claramente a explicação na neblina cinzenta das encruzilhadas do tempo. Duna é... algo mais.

Porque veja, existem livros que depois de lançados mudaram o cenário literario, mudaram as regras de como a literatura funciona. Duna é um desses livros, mas então existem outros livros que também mudaram a literatura em seu tempo como Senhor dos Anéis ou Harry Potter. Eu realmente acho Duna o melhor livro que eu já li na vida, mas essa é apenas a minha opinião e como tal é subjetiva. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

[ARCADE/NEO GEO] KING OF MONSTERS 2: The Next Thing (Junho de 1992) [#592]

 

Existem alguns jogos que são jogos bastante especiais devido ao fato de evocarem um sentimento único, pristino e duradouro no coração de qualquer gamemaníaco. A tão famigerada sensação de:


Porque "The King of Monsters 2" é um caso desses que tem que ser estudado pela NASA, sério. Quer dizer, como possivelmente a SNK fodeu esse jogo? Em que realidade paralela maluca é essa que nós vivemos que alguém, de alguma forma, consegue foder com um jogo que é um BEAT'M UP DE MONSTROS GIGANTES?! Não, sério, como? Apenas... como?

domingo, 29 de novembro de 2020

[MASTER SYSTEM] WOLFCHILD (originalmente lançado em 1992)[#569]



Abrirei o texto de hoje com as celebras palavras do grande filofoso moderno:

"Oh, boy!" - Mouse, M.

Isso porque após uma longa primavera... bem, nem tão longa assim quanto eu gostaria... eis que temos aqui mais um representante daquela que é a nata da escória videogamística. Sim, isso mesmo, o jogo de hoje é nada mais, nada menos do que... UM PORT DE JOGO DE PLATAFORMA DO AMIGA!

O que significa que só existe uma coisa a ser feita!

terça-feira, 3 de novembro de 2020

[AÇÃO GAMES 044] ALONE IN THE DARK (PC, 1992)[#543]




Cada geração de consoles possui um genero que a define, um tipo de jogo que é feito tantas vezes e com tanta frequencia que você humildemente se pergunta "MAS PUTA QUE ME PARIU ESSES CARAS NÃO SABEM FAZER OUTRO TIPO DE JOGO NA VIDA?!?".

Isso varia bastante conforme o hardware de cada época e o que é mais fácil programar para ele, ou  talvez o que não se podia fazer antes e agora pode, ou ainda apenas uma moda entre os gamemaníacos mesmo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

[AÇÃO GAMES 041] SHINING FORCE: The Legacy of the Great Intention (Mega Drive, 1993)[#517]




Hoje, crianças, não é um dia normal, um dia como os outros que você coloca a roupa para lavar e se pergunta como gastou tantas horas da sua vida com uma série ruim como Friends. Não, não é um dia desses. Com efeito, este é um dia bastante raro, um dia quase único. Mais precisamente, o dia em que a Nintendo pisou no tomate enormemente e a Sega brilhou. Brilhou como uma Força Brilhante.

Não é todo dia que temos dias desses.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

[AÇÃO GAMES 041] YOSHI'S COOKIE (SNES, 1993)[#494]




Depois de sua gloriosa estréia em Super Mario World, Yoshi se tornou um dos personagens mais populares da Nintendo. Tão popular, de fato, que a Nintendo achou que era uma boa oportunidade fazer um puzzlezinho tetris-like para o Nintendinho. nascia assim Yoshi o jogo mais famoso pelo seu inenarravel comercial americano:


Meep, man. Meep. 

domingo, 13 de setembro de 2020

[AÇÃO GAMES 042] LITTLE SAMSON (NES, 1993) [#490]




Muitas vezes uma publisher é mais ou menos o equivalente ao produtor de um videogame, dado que muitos jogos são feitos por estúdios microscópicos que não tem dinheiro e/ou o conhecimento para lidar com o marketing, distribuição, tradução (quando necessário), contratos e toda essa parte que não tem como ser feita por um amador. A menos que sua publisher seja particularmente cretina como a Activision ou a Eletronic Arts, é uma coisa que costuma funcionar mais sim do que não.

Mas e quando a publisher não acredita no potencial do jogo que eles estão publicando?



Bem, uma pergunta justa a se fazer seria porque alguém coloca tempo e dinheiro em um jogo que eles não acham que vai dar nada. De fato, essa é uma pergunta que eu não sei responder realmente mas suponho que os camaradas da Taito saibam porque foi exatamente o que eles fizeram. Em 1993 eles se deram ao trabalho de lançar no ocidente o jogo Seirei Densetsu Lickle ... apenas para produzir menos de mil cópias do jogo.

O resultado não é apenas que esse é um jogo que ninguém jogou na época, como hoje esse é um dos jogos mais caros para colecionadores de jogos de NES:

Preço em dolares trumpenses, saiba você
A expressão "jogos obscuros" é usada frequentemente, mas a verdade é que não tem como ser muito mais obscuro do que esse jogo do Sansãozinho. Isso sendo dito, vejamos a respeito do jogo, sim?

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

[AÇÃO GAMES 051] TOTAL CARNAGE (Arcade 1992, SNES 1994)[#465]




Essa semana mesmo eu escrevi um longo texto sobre Super Metroid, e um ponto que eu defendi é que o conceito do jogo é tão ou mais importante que o gameplay em si. Como você se sente a respeito da experiencia, o que você pensa do jogo quando não está jogando ele é o que realmente determina se ele será lembrado ou esquecido.

Parece uma ideia louca dizer que o gameplay não é o mais importante sobre um jogo, mas cada vez mais eu acredito nisso e esse jogo em especifico aqui é a prova perfeita do que eu quero dizer. Eu tenho aqui dois jogos essencialmente iguais, lançados na mesma plataforma e para o mesmo público. Só que um deles é lembrado até hoje com um certo carinho, e o outro foi solenemente esquecido nas areias do tempo.

Estou falando do sucessor ignorado de S.M.A.S.H. TV, Total Carnage.

domingo, 16 de agosto de 2020

[AÇÃO GAMES 040] TIME GAL (Sega CD, 1993)[#462]

 


Se existe um gênero em que o CD da Sega não poupou esforços, é o dos jogos FMV. Faz sentido, quando você pensa sobre isso: você faz uma coisa que parece muito FUTURO com muito pouco esforço. "Jogos" com atores reais ou animações completas são gráficos com os quais os videogames de 16 bits não podiam competir. 

Claro, quando você para e joga, percebe que não existe muito um "jogo" per se, apenas uma sequencia de quick time events - mas aí você já comprou a porcaria toda, então foda-se você. a Sega não tinha vergonha de empurrar uma tonelada de porcaria para vender o Sega CD, e foi exatamente isso que eles fizeram.

E então temos Time Gal, a vez que alguém pensou "hey, os garotos vão gostar de ver uma menina de microshort gemendo por vinte minutos, certo? Considerando o nosso publico alvo, provavelmente é a única chance que eles terão de viver isso de qualquer jeito". 

terça-feira, 21 de julho de 2020

[AÇÃO GAMES 037] FIRE'N ICE (Nintendinho, 1993)[#440]



Deus, sério. o que é que acontece com essas capas americanas de jogos? Quer dizer, eu sei que estamos nos anos 90 e os americanos tem uma fé inabalavel que as crianças não comprarão nada que não pareça uber cool e descolado ou algo assim, e eu sei que não é fácil vender um jogo de puzzle nos US and A, mas essa capa é fogo viu... e gelo!

Ta bum dss!

segunda-feira, 20 de julho de 2020

[AÇÃO GAMES 050] LANDSTALKER (Mega Drive, 1994)[#439]



RPGs de fantasia na primeira metade dos anos 90 não são exatamente o que você pode chamar de "imprevisiveis". Existe um mal ancestral que despertará se tal mcguffin cair na mão dos vilões, você é o chosen one de uma vilazinha pacifica. Sua vilazinha é destruída, seu herói parte em uma jornada para impedir que o mal ancestral desperte... falha, o mal desperta e você derrota o mal você mesmo. Enxague e repite.

Por isso mesmo é bastante surpreendente quando uma produtora para e diz:


Mais surpreendentemente ainda, essa empresa é a Sega.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

[AÇÃO GAMES 055] ZOOL: Ninja of the Nth Dimension (Amiga, 1992)[#435]





Em 1992, todas as desenvolvedoras de jogos tinham certeza que a forma mais fácil de fazer um jogo de plataforma de sucesso sem ter o talento para desenhar um jogo mecanicamente bom como Mario era imitar o que a Sega fez: tascar um mascote cheio de “atitude” em jogos medíocres. Todo mundo adora mascotes badasses, right?

Essa foi a grande corrida dos mascotes da década de 90, o que nos proveu perolas como Zero The Kamikaze Squirrel, Aero The Acro-Bat, Bubsy, Rocky Rodent, Awesome Possum... deus, nada de bom sai daí, né? Bem, teve Rocket Knight Adventures, mas essa é meio que a exceção que comprova a regra. Todos esses outros jogos são hediondos, preguiçosos e não entendem as coisas mais básicas a respeito de game desing (incluindo aí Sonic). Mas aí você pode pensar que, pelo menos, o pior já passou né?

Não tem como ficar pior do que já foi feito, ao menos isso, né?

Concordo com você, capa japonesa do jogo: Commme on!

terça-feira, 14 de julho de 2020

[AÇÃO GAMES 054] THE ADVENTURES OF DR. FRANKEN [#433]




De vez em quando, mais frequentemente sim do que não, surge um jogo em que você apenas se pergunta: "O que diabos eles estavam pensando?".

À medida que a era dos 16 bits avançava, um dos generos mais comuns lançados eram os jogos de plataformas, e os desenvolvedores estavam desesperados para fazer sua marca na indústria, tornando seu jogo memorável de alguma forma seja por gráficos, conceitos ou alguma mecanica criativa e interessante. Quer dizer, de uma forma ou outra a maioria das produtoras tenta fazer isso. Mas às vezes, algumas fatídicas vezes, eles apenas pensam “nah, foda-se essa merda, não vamos tentar é porra nenhuma mesmo, fodam-se vocês e fodam-se os cães de vocês”.