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quinta-feira, 27 de março de 2025

[#1402][Abr/2000] THE LEGEND OF ZELDA: Majora's Mask (especial de 8o aniversário)

Hoje, 27 de março de 2025, meu blog faz 8 anos. Oito anos, é quase uma vida, huh?

Talvez por isso mesmo eu não consigo deixar de sentir o peso inexorável de cada um desses anos sobre as minhas costas. Quando eu comecei, eu era jovem e repleto de  esperança, entusiasmo e uma sensação ingênua de invencibilidade. Mas o tempo tem um jeito de nos mudar, não tem? Hoje, eu sou muito mais cansado, marcado pelas coisas da vida (e como a vida tem coisas) e desgastado por batalhas travadas em silêncio. Houve dias em que eu quis desistir, dias em que as palavras não vinham e noites em que eu questionava se alguma coisa disso importava. Mas de alguma forma, eu continuei, agarrado a este espaço como se fosse uma tábua de salvação. Talvez seja. Talvez seja por isso que, apesar de tudo, eu não posso parar agora. Cheguei longe demais, coloquei muito de mim em cada postagem, cada frase. Este blog carrega pedaços da minha alma, fragmentos de quem eu era e de quem estou me tornando. Então, continuarei escrevendo, não porque é fácil, mas porque é preciso.

E para marcar essa data tão especial, um jogo igualmente especial: "A Legenda da Zeldinha: Mascara da Majoração". Só que para entender por que esse jogo especial, primeiro é necessário entender as condições em que ele foi feito. Voltemos então ao final de 1998 - considerado por muitos o maior ano da história dos videogames, ano em que foram lançados jogos como HALF-LIFEMETAL GEAR SOLID e RESIDENT EVIL 2, entre outras pedradas.


Dentro todos os eclesiásticos jogos lançados em 1998, talvez nenhum seja mais emblemático do que a obra prima do gênio máximo dos videogames, Shigeru Miyamoto: estou falando, é claro, de THE LEGEND OF ZELDA: Ocarina of Time.

Eu não vou falar aqui de LEGEND OF ZELDA: Ocarina of Time, entretanto, meio porque não precisa. Quero dizer, sério, o que há para ser dito sobre esse jogo que já não tenha sido dito ainda? Eu mesmo passei 5 mil palavras falando sobre isso no post especial de 7o aniversário, não é sobre isso post de hoje.

O que eu QUERO falar hoje é sobre a sua DLC, seu patch de update. Vê, eu brinco muito nesse blog que a Capcom não lançava um jogo nos anos 90 sem planos de transforma-lo em uma franquia anual, relançando o mesmo jogo de novo e de novo apenas com fases novas ou personagens novos, mas as vezes nem isso, apenas uma gameplay levemente melhorada. Eu chamo isso de "continuação patch de update", porque é exatamente o que é: o que hoje as empresas fazem com um patch de update online para corrigir bugs e implementar melhorias, na época as empresas vendiam um jogo de 60 dolares inteiramente novo para te achacar com esse dinheiro. Bons e velhos tempos huh?

Eu amo o quão intenso e creepy o comercial é, para terminar com "rated E for EVERYONE".

Só que por mais que eu brinque com isso, não foi a Capcom que inventou essa prática - eles podem ser seus maiores defensores, mas não os criadores. Isso existe desde que os videogames são videogames, e eu estou falando bastante sério: uma das primeiras "atualizações mas não realmente uma continuação no sentido de um jogo novo" na história dos videogames foi MS. PAC-MAN, que como o nome sugere é o bom e velho Pac-Homem de sempre com uma nova mão de tinta.

A própria Nintendo, logo depois de reinventar a indústria dos videogames dos escombros em 1985 com SUPER MARIO BROS, o que fez logo em seguida? Uma DLCzinha marota: SUPER MARIO BROS 2 no Japão (conhecida como "The Lost Levels" no ocidente, já que a Nintendo da América achou - com razão - que a industria ocidental não estava madura para absorver esse conceito) é o mesmo jogo que o primeiro, apenas com novos níveis, alguns power ups novos, mais dificil e com controles melhores. Foi literalmente sobre isso que a industria dos videogames foi construída.

E isso não é uma coisa necessariamente ruim. Você gostou de um jogo? Eis aqui novas fases para ele! Isso é uma coisa boa para o publico que quer jogar mais da coisa que ele gosta, e bom para o desenvolvedor que não precisa criar nenhum novo asset, apenas reordenar o que já tem na forma de novas fases. Essa prática é tão comum no japão que tem até um nome: "gaiden", que significa literalmente "outra história" - uma forma de continuar explorando um universo amado pelos fãs de uma forma rápida e fácil, sem ter que colocar muito esforço em lidar com o canone.

Então quando LEGEND OF ZELDA: Ocarina of Time abalou geral em 1998, meio que fez sentido que a Nintendo pensou "hmm, o Gamecube só vai lançar em 2002 e todos nossos times estão ocupados se preparando pra isso. Pra não ficar sem lançar NADA em quatro anos, quem sabe lançar uma "continuação-update" em 2000 seria interessante"...

OW, OW, OW, ESPERA, TEMPO, TEMPO!

Hã? O que foi, Jorge?

DEIXA EU VER SE ENTENDI: O JOGO ESPECIAL PARA O OITAVO ANIVERSÁRIO DO BLOG É... UM UPDATE-CAÇA-NÍQUEL DE OCARINA OF TIME? A NINTENDO SÓ REORGANIZOU UNS ASSETS, CRIOU NOVAS DUNGEONS E SIDEQUESTS, E PRONTO?

A grosso modo essa é uma descrição justa de Majora's Mask, não vou mentir. 

ESSA COISA FEITA NAS COXAS O SEU JOGO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO? ESSE BLOG NUNCA FOI GRANDE COISA, MAS HONESTAMENTE ESSE É UM NOVO PONTO BAIXO MESMO PARA VOCÊ

Então... como eu disse, de um ponto de vista puramente tecnico, sim. Majora's Mask é só Ocarina of Time com uma roupa nova (e controles melhores)... só que ao mesmo tempo, não. Com certeza esse jogo não é "apenas" uma atualização caça-níquel. Com efeito, Majora's Mask é exatamente o oposto disso: Majora's Mask, acredite ou não, é arte no seu estado mais puro.

HUH, AGORA FIQUEI CONFUSO. ENTÃO ESSE JOGO É UM PATCH DE UPDATE OU UMA VISÃO ARTISTICA INTEIRAMENTE ÚNICA?

Sim. E por isso eu quero dizer que esse jogo é as duas coisas ao mesmo tempo. Nada mal para uma escolha de jogo especial de aniversário, huh? 

MAS COMO VOCÊ FAZ UMA VISÃO ARTÍSTICA DIFERENTE DE UMA FRANQUIA QUE É O MAIS PURO SUCO DA FANTASIA MEDIEVAL? THE LEGEND OF ZELDA SEMPRE FOI SOBRE CASTELOS, MASMORRAS E SALVAR UMA PRINCESA (TÁ NO NOME!). O QUE ELES VÃO FAZER COM ISSO? TRANSFORMAR ZELDA NUMA JORNADA SOBRE PERDA, MEDO, A PASSAGEM DO TEMPO E UM MUNDO ESTRANHO SAÍDO DA MENTE DO DAVID LYNCH?

ã, bem... então, exceto que foi exatamente o que eles fizeram, e é o que veremos a seguir!

terça-feira, 11 de março de 2025

[#1419][Out/1999] XENA: Warrior Princess


Se eu te pedir pra fechar os olhos agora e imaginar uma série de TV "ruído de fundo" dos anos 90... você não conseguiria, pq isso é um texto e como você estaria lendo isso de olhos fechados? Bem, tecnicidades a parte, imagine, se puder uma série dos anos 90 que fica rodando inofensivamente na TV enquanto você faz as suas coisas - lava a louça, limpa a cara ou tenta descobrir o que o cachorro está mastigando e corre atrás dele tentando tirar alguma coisa da boca dele antes que ele engula.

Essa serie não seria necessariamente ruim, só seria... inofensiva. Você sabe, gente bonita, piadocas inofensivas, "violencia" não muito mais profunda que um filme dos Trapalhões, umas locações bonitas também (alo Nova Zelandia, vocês acham que foi o Peter Jackson que inventou isso?)... uma série que não tenta nada artisticamente, mas está ali, sendo assistível, sendo agradavel aos olhos, e provavelmente bastante ciente que você não está prestando muita atenção nela.

Se você imaginou uma série assim nos anos 90, provavelmente você está pensando em Hercules: Legendary Journeys, que era o take "family friendly" safe do mais famoso herói da mitologia grega... embora não tão family friendly safe quanto DISNEY'S HERCULES mas divago. Meu ponto é Hercules sua série bacaninha e inofensiva.


Nessa série, mais especificamente no nono episódio da primeira temporada, nosso bom camarada e amigão de todos Hercs se depara com uma vilã maligna do mal que odeia o bem: uma princesa guerreira que tenta dar um desdobre para usar a força bruta do herói e seu não tão brilhante cerebro como ferramenta para dominar o mundo. Hercules frustra seus planos sem machucar ninguem, obviamente, o bem vence o mal e espanta o temporal.

Mas aí é que está a coisa, o público gostou tanto dessa vilã, sua atitude badass e meio que "eu vou fazer o que for necessário pra vencer, moralidade é pra comedores de quiche", que eventualmente ela voltou para mais alguns episódios. E mais eventualmente ainda (ou nem tão "eventualmente", já que foi no mesmo ano), decidiram que ela ganharia sua própria série. Assim nasciam as aventuras de Xena - A Princessa Guerreira, e é aqui que as coisas começam a ficar interessantes.

domingo, 23 de fevereiro de 2025

[#1407][Ago/2000] SPIDER-MAN

Estamos em agosto de 2000. O recém-lançado PlayStation 2 é o sonho molhado de meninos e meninas por toda a nação, as boy bands dominam as paradas musicais, o World Trade Center  é o símbolo imponente da economia americana, e os jogos de super-heróis… bem, digamos que não estão exatamente ganhando prêmios.

No lado positivo, empresas como LJN e Ocean já largaram o filão dos jogos licenciados — pela graça de Arceus. Mas então existem aberrações como SUPERMAN: The New Superman Adventures para provar que o fundo do poço sempre tem alçapão.

Por isso mesmo, quando a Neversoft anunciou que faria um jogo do Amigão da Vizinhança, minha empolgação não foi exatamente o que eu chamaria de estelar. Afinal, estamos falando dos caras responsáveis por APOCALYPSE e TONY HAWK PRO SKATER - dois jogos que não exatamente dão qualquer experiencia que pode ser usada num jogo do Miranha. Oh boy, esse vai ser um dia daquele, não vai?


Mas então, de repente, não mais que de repente, eis que a Neversoft de alguma forma conseguiu pegar a engine de TONY HAWK PRO SKATER — projetada para manobras radicais em alta velocidade — e aplica isso ao ato de balançar em teias, escalar paredes e socar vilões na fuça. Huh. Taí algo que eu definitivamente não vi chegando. E não é que adaptar essa engine para o jogo do Cabeça de Teia funcionou incrivelmente bem? Mais do que bem, na verdade. Mas suponho que eu precise começar do começo para explicar o que, exatamente, é o jogo do Miranha para o PS1.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

[#1400][Nov/1999] ALUNDRA 2: A New Legend Begins


Algumas obras são tão completas, tão autossuficientes, que fazer uma sequência à altura se torna um desafio quase impossível. Tão impossível, de fato, que, às vezes, seus criadores simplesmente chutam o balde e tentam algo completamente diferente — até mesmo em um gênero totalmente distinto.

Isso pode tanto dar muito certo (como Aliens, que transformou um dos melhores filmes de terror slasher de todos os tempos em um dos melhores filmes de ação de todos os tempos) quanto dar muito errado (Coringa 2, que... meu amigo...). Em videogames, essa abordagem é menos comum, pois muitas sequências diretas acabam sendo tão boas — ou até melhores — que seus predecessores, graças a avanços tecnológicos, refinamento das mecânicas e feedback dos jogadores.

Ainda assim, sequências radicalmente diferentes existem. São raras, mas acontecem. Algumas nem são ruins se analisadas isoladamente, sem levar em conta o jogo original. Um dos melhores exemplos disso é Final Fantasy X-2.

Até onde lembro (preciso rejogá-lo para ter certeza), FFX-2 não é um jogo ruim. Pelo contrário, é um RPG bem divertido. O problema é que nunca consegui dissociar minha insatisfação com sua mera existência. Final Fantasy X não precisava de uma sequência, e transformar a Yuna em uma popstar é, sem dúvida, uma das decisões mais aleatórias da história... de todas as histórias.

Mas, assim como acontece no cinema, existem mudanças radicais que funcionam e mudanças radicais que não funcionam. E isso nos leva ao jogo de hoje: Alundra 2. Uma sequência que, sem dúvida, chutou o balde — mas, ao contrário de Aliens, não para melhor. Na verdade, na minha opinião, Alundra 2 é um jogo... bem, vamos começar do começo, e para isso eu preciso falar de Alundra.

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

[#1362][Mai/1999] SUPERMAN: The New Superman Adventures


2024 foi um ano... difícil. E por dificil eu quero dizer que pega fácil top 3 piores anos da minha vida, numa luta forte pelo pior de todos os tempos. Basta dizer que eu morava no Rio Grande do Sul, então perdi tudo que eu tinha na enchente, pessoas que eu confiava se aproveitaram do meu estado emocional abalado na época pra me dar um golpe e levar o resto que sobrou e quando eu finalmente consegui resolver tudo isso e comecei a organizar minha vida literalmente do zero... minha cachorrinha teve câncer e morreu. Honestamente, escrever pra esse blog foi uma das poucas coisas que me ajudaram a manter a sanidade, mas porra véi, o que ano merda cara. Que ano bosta.


Mas... bem, a boa noticia é que quando você está no fundo do poço o único caminho que você tem é pra cima, então as coisas só podem melhorar em 2025, certo? CERTO? Eu realmente espero que sim. Então como ritual para exorcizar, como que para colocar uma pá de cal nesse ano horrível de bosta... vamos cementar para sempre essa sopa de desgraça sacrificando a essa entidade chamada 2024 algo tão bosta quanto.

Pra fechar um dos piores anos da minha vida de todos os tempos... um dos piores jogos de todos os tempos. Sim, chegou a hora. É hora de ir tão fundo quanto o atoleiro de bosta dos videogames podem ir, é hora de falar Superhomem: As Novas Aventuras do Superhomem - que já começa errado, redundancia do caralho. Mais conhecido pelos íntimos como Superman 64. 

Sim, nós desceremos tão fundo assim hoje.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

[#1374][Ago/1999] LEGACY OF KAIN: Soul Reaver

Durante a quinta geração de videogames, foi um problema muito comum a diversas franquias a dúvida sobre como fazer a passagem dos jogos 2D para ter títulos em 3D - problema que foi respondido do mais absoluto sucesso com jogos 3D fenomenais que mantinham o espirito da coisa porém em um novo gameplay como THE LEGEND OF ZELDA: Ocarina of Time até acidentes de trem radioativos que se tornaram piada até o fim dos tempos, como SUPERMAN: The New Superman Adventures.

Isso sendo dito, existe uma franquia bem curiosa nesse sentido: o Legado de Kain é uma franquia que todo mundo lembra dos jogos 3D bem sucedidos, mas é muito raro lembrar que ela nasceu como um jogo 2D com visão de cima bem marromenos. Tal qual aconteceu com GRAND THEFT AUTO, o primeiro jogo da franquia foi um jogo de ação com visão de cima de 1996 que nem tanta gente assim jogou e a franquia só realmente entrou para os anais dos videogames com sua rendição em três dimensões.

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

[#1358][Jun/2000] MORTAL KOMBAT: Special Forces

Oh boy... oooooh booooy... esse é um daqueles, sabe? Então, ao longo dos anos nesse blog eu sempre muito vocal a respeito que eu nunca achei MORTAL KOMBAT lá muito bom enquanto jogo de luta. Claro, nos dois primeiros jogos a violencia era algo que chamava atenção - especialmente com atores digitalizados perfomando fatalidades - coisa que não tinha equivalente na época, mas bom boooom mesmo a lutinha em si eu nunca achei.

Entretanto é claro que essa é só minha opinião e Mortal Kombat tinha, e ainda tem, muitos fãs pelo mundo afora. Eu estou falando isso pq estes fãs, não eu, estas pessoas que sempre gostaram de uma franquia eu considero subpar mecanicamente, mesmo para os fãs de Mortal Kombat, este é o pior jogo da franquia inteira e por uma margem muito grande.

Se nem os fãs de Mortal Kombat tankam esse negócio, aí eu senti o medo do nosso senhor Jesus H. Pogobol Cristo no lombo. Puta merda eu to ferrado, e não é pouco.

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

[#1342][Mai/1999] STAR WARS: Episode 1 - The Phantom Menace


Ontem quando eu escrevi sobre STAR WARS: Episode 1 - Racer, eu fiz uma review daquele filme e disse que no jogo de hoje eu ia só falar do jogo... mas me ocorreu algo diferente para fazer. Eu não vou falar sobre o filme Episódio 1 - A Ameaça Fantasma (pq eu já fiz isso, dã) que existiu, se liga na ideia...

sábado, 2 de novembro de 2024

[#1337][Mar/1999] RISING ZAN: The Samurai Gunman

1999 realmente tem se mostrado um ano pivotal para a industria dos videojogos. Não faz uma semana que eu falei aqui do jogo que foi o molde que definiu todos os jogos de furtividade que viriam a seguir, e esse seria  THIEF: The Shadow Project. Tivemos não muito antes disso o jogo que se tornou o padrão ouro que todos os jogos de ritmo musical viriam a tentar emular: DANCE DANCE REVOLUTION

Pois muito que bem, hoje é dia de falar de outro desses jogos que viriam a moldar as próximas decadas de videojogos. Me diga se essa imagem não lhe é familiar: um hack'n slash em que seu personagem atira com um botão e usa espada com o outro. 

Mas não apenas isso, o jogo em momento algum se leva a sério e vai over the top até a última consequencia, com o protagonista sendo desnecessariamente estiloso ao ponto do ridículo. Obviamente que você consegui pensar em um bom número de jogos que se encaixam nessa descrição: God Hand, Metal Gear Rising, Devil May Cry, Bayoneta, No More Heroes, Vanquish... você conhece o riscado.


É tão ridiculo, tão over the top que não deixa de ser cool em seu próprio jeito JoJo de ser

Porém isso remete a pergunta de qual foi, afinal, o primeiro jogo desse sub genero de "hack'n slash galhofa" e isso usualmente é atribuída a Devil May Cry, de 2001. O que eu descobri hoje, entretanto, é que essa história começa dois anos e meio com um samurai pistoleiro. E não qualquer samurai pistoleiro, mas um Super Ultra Sexy Hero.

Literalmente como ele se descreve, não são palavras minhas.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

[#1329][Abr/1999] SOUL OF THE SAMURAI (ou ""Blade of the Rakshasa" no Japão e "Ronin Blade" na Europa)

Tendo sido um brasileiro ultradinamico nos anos 90, é claro que a gente roubava pirateava todo mundo e a mãe de todo mundo...

SIM, COMO SE VOCÊ TIVESSE REALMENTE COMPRADO MIL TREZENTOS E VINTE E NOVE JOGOS NOS ULTIMOS OITO ANOS, NÉ...

... eu não disse que as coisas mudaram, só que era assim, tá bom? Mas eu dizia que a gente se lavava de piratear tudo que não estivesse pregado no chão because Brasil. Isso quer dizer que um brasileiro médio dos anos 90 conhece mais jogos de PS1 que qualquer outro cidadão do mundo, afinal isso era uma terra sem lei... e antes que você comente, eu não disse que mudou, tá?

FALEI NADA...

Seja como for, estou comentando isso pq pra um jogo ser bem desconhecido por aqui é algo bem raro, especialmente um que não é de uma empresa de fundo de quintal e sim da fodenda (ou ao menos na época era fodenda) Konami! Sabia que tem um jogo de PS1 da Konami que você nunca ouviu falar? É claro que não sabia, eu acabei de dizer que você nunca ouviu falar, dã!

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

[#1302][Nov/98] HERETIC 2


Essa é a história de um homem profano, um homem herege que não tinha respeito algum pelo sagrado. Essa é a história do homem que colocava arroz em cima do feijão, HEREGE 2!

... tá, não, momento tiozão do pavê a parte, vamos falar sério e abrir dizendo que Herege 2 é um jogo muito estranho e isso por vários motivos. Pra começar. Herege 2, apesar do nome, é na verdade o quarto jogo da franquia.


Isso pq o primeiro jogo foi Heretic, um FPS baseado em DOOM que foi lançado em 1994. HEXEN: Beyond Heretic é um jogo do final de 1995, também um um FPS baseado em DOOM, que conta uma história paralela ao jogo original ambientada no mesmo universo. Por fim, em 1997 foi lançado HEXEN 2 - o primeiro jogo 3D da série sendo este um FPS usando a engine de QUAKE.

Como dá pra ver, a sua produtora Raven Software sempre teve uma relação muito próxima com a produtora de DOOM - a ID Software - no sentido que não apenas todos os jogos foram publicados pela ID, todos os jogos usam a engine atual da ID na época do lançamento, como até mesmo alguns níveis de HEXEN: Beyond Heretic foram desenhados pelo homem, o mito, a lenda, John Romero.


Com isso sendo dito, é meio que esperado que o quarto jogo do Heregeverso seria também um FPS provavelmente usando a engine de QUAKE, não? Então, não. Herege 2 - que é o quarto jogo - na verdade é um jogo de tiro em terceira pessoa/hack'n slash que mais parece com TOMB RAIDER do que com QUAKE realmente.

Essa mudança de genero do jogo pegou todo mundo de surpresa, e somado ao fato que os fãs da série esperavam que o jogo se chamasse Hexen 3 ou algo assim, resultou num publico confuso e publico confuso significa vendas baixas. E por isso eu quero dizer realmente baixas, o jogo vendeu menos de 30 mil unidades em 1999.

Mas... isso é justo? O jogo merece ser esse fracasso comercial, ou apenas foi por causa da bagunça do marketing e pq o publico é cricri com a mudança de genero? É o que veremos a seguir.

terça-feira, 17 de setembro de 2024

[#1300][Fev/1999] T'AI FU: Wrath of the Tiger

Uma das coisas mais incríveis desse projeto - que hoje chega a marca de 1300 joguetes resenhados alias, são todas as coisas inesperadas que jamais esperamos que vamos descobrir... o que é meio que a definição de inesperado, mas divago.

A história de hoje é sobre um jogo que talvez lhe seja bastante familiar: em um tempo mitologico em um lugar que parece mas oficialmente não é a China, os estilos de artes marciais são representados por personificações antropomorficas dos seus animais - o louva-deus, a garça, o macaco, etc.

HÃ, JÁ VI ONDE VOCÊ QUER CHEGAR COM ISSO. MAS NÃO É PORQUE UMA HISTÓRIA TEM ANIMAIS ANTROPORMOFICOS REPRESENTANDO OS ESTILOS DE KUNG-FU QUE É UMA REFEERNCIA A KUNG FU PANDA, NEM É UMA IDEIA TÃO EXCLUSIVA ASSIM...

Neste cenário temos então uma aventura envolvendo o Dragão Mestre e pandas mortos. Nosso herói então tem que ser treinado pelos mestres animais das artes marciais para...

TÁ, OKAY, VOU ADMITIR QUE PARECE UM POUCO COM KUNG FU PANDA, MAS TENHO CERTEZA QUE É APENAS COINCID...


A DREAMWORKS FEZ UM JOGO SOBRE ANIMAIS DO KUNG FU DEZ ANOS ANTES DE FAZER KUNG FU PANDA?

Skadoosh, Jorge, Skadoosh. Mas sim, uma decada antes de todo mundo querer lutar kung fu e ser mais rápido que um relampago, a Dreamworks já trabalhava com essa ideia - só que nesse protótipo aqui o tigre é o mocinho da história e o Dragão Guerreiro é o vilão.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

[#1295][Jan/1999] CASTLEVANIA

Caralho, não tinha uma CG mais feia do herói do jogo não?

Aff... respira que hoje o dia vai ser daqueles. Isso pq eu nem precisei COMEÇAR o jogo pra me incomodar com ele, já que esse jogo tirou o dia pra incomodar desde o nome. Explico: se você procurar na internet, vai ver a respeito do jogo se chamar "Castlevania 64". Só que na verdade o nome do jogo é apenas "Castlevania", os FÃS tiveram que apelidar de 64 pra diferenciar esse título.

Sério, que tesão que as empresas tem de querer promover algo fazendo um titulo como se fosse o original e os fãs que tem que apelidar pra diferenciar do original de verdade, tipo Sonic The Hedgeog que foi apelidado pelos fãs da Sega de Sonic 2006 pra diferenciar, ou o Robocop de 2012... hã, to percebendo um padrão de qualidade aqui, aí G-ZuZ...

Mas tá, eu nem comecei a jogar o jogo e já to me incomodando com ele, mas ó que beleza! Que beleza, eu te digo! Bem, seja como for, Castlevania que não é 64 tem a má fama de ser um dos piores jogos da franquia, já apareceu no AVGN, e honestamente foi lançado no pior momento possível para estar na série. Quer dizer, esse é o primeiro Castelo do Vania lançado depois da obra prima, do petardo, do Santo Graal que é CASTLEVANIA: Symphony of the Night

REAL AÇÃO AVENTURA!

CASTLEVANIA: Symphony of the Night não é apenas o melhor jogo da franquia, é um dos melhores jogos de todos os tempos e ser o sucessor dele não é uma quantidade pouca de expectativa colocada. Especialmente pq o Nintendo 64 é mais poderoso que o Playstation, então as pessoas estavam esperando grandes, grandes coisas desse jogo - provavelmente mais do que seria possível fazer no N64 de qualquer jeito.

Então vamos assumir que esse jogo tambem não foi recebido com a maior boa vontade do mundo, é, tenho certeza que as críticas são até mesmo exager...

quinta-feira, 4 de abril de 2024

[#1264][Out/98] NINJA: Shadow of Darkness

Analisar um jogo é meio que uma arte: você joga o jogo, tem sentimentos a respeito dele e então transforma isso em argumentos usando pontos tecnicos. Não é suficiente dizer que o jogo te deixa atirar o controle na parede e chorar copiosamente, você precisa explicar porque a jogabilidade te faz se sentir assim, que elementos em particular do jogo vão de encontro a sua vontade de continuar vivendo.

Então, como eu disse, fazer uma analise não é algo que você pode simplesmente bater o olho na capa de um jogo e saber exatamente que tipo de experiencia terá...


... exceto, é claro, que o jogo tenha escrito na capa "dos criadores de". Sério, se alguma coisa tem escrito isso na capa (ou no poster, ou seja o equivalente a isso) é pq os produtores totalmente sabem que não tem nada de especial em mãos e tem que procurar de fora pra dentro uma justificativa para embuxar o consumidor com esse negócio.

Ou seja, esse vai ser um dia daqueles...

segunda-feira, 1 de abril de 2024

[#1263][Out/98] THE FIFTH ELEMENT

O Quinto Elemento não é uma obra de arte filosófica, não é um drama com valores morais complexos, não é um bom filme de ação com manobras incríveis e vilões legais ou nem mesmo sequer uma boa comédia, dado que ele mais sério do que uma comédia comum. Com efeito, muitos de vocês vão ficar bem pouco surpresos ao descobrirem que ele foi escrito por um adolescente - caso a incapacidade da personagem da Milla Jovovich de cobrir sua barriga não tenha dado a deixa.

segunda-feira, 25 de março de 2024

[#1254][Nov/98] THE LEGEND OF ZELDA: Ocarina of Time (especial de 7o aniversário)


Sete anos. 2557 dias. 61362 horas. A exatos 3681720 minutos atrás, eu coloquei na estrada minha ideia de jogar todos os jogos da Ação Games. Na verdade a ideia começou com jogar todos os Final Fantasy desde o primeiro dado que eu sou realmente um grande fã da franquia. Porém nesse processo me caiu a ficha que a tecnologia já havia evoluído o suficiente para ser trivial jogar qualquer jogo, então me ocorreu de pq não fazer algo que eu sonhei minha infancia inteira fazer?

quarta-feira, 13 de março de 2024

[#1252][Out/98] MEDIEVIL

Eu já comentei isso aqui antes, mas suponho que não seja um take realmente original sobre o assunto, que o dominio do Playstation na quinta geração de videogames era tão amplo quanto foi surpreendente: em 1994 ninguém, nem mesmo a própria Sony em seus sonhos mais molhados, sonhava que em 1998 o Playstation tivesse tomado a ponta do mundo dos videogames de tal forma.

 O dominio da Sony era tão amplo e tão maciço (ainda que pálido diante do que viria a acontecer no futuro com o Playstation 2) que seu esquema só tinha uma única grande fraqueza realmente: a Sony não era, na época, uma produtora de jogos. Isso quer dizer que ela dependia da Eidos soltar um TOMB RAIDER 2 Starring Lara Croft, da Capcom mandar ver no RESIDENT EVIL 2 ou a Squaresoft no FINAL FANTASY 7. Porém esse era o problema: eles dependiam inteiramente dos outros, e essa era a única brecha na armadura perfeita que a Sony construiu para si.


Eles não tinham, por exemplo, um Miyamoto para chamar de seu e lançar petardos exclusivos para o Playstation - eles dependiam que outros de fora sobre o qual eles não tinham nenhum controle na produção o fizessem, e então adquirissem os direitos batendo em todo mundo com sacos de dinheiro. Se tinha algo que a estratégia de mercado da Sony podia melhorar, era nisso (e não tinham muito mais onde pudesse melhorar realmente porque todo o resto estava saindo estelarmente bem).

Assim, ciente disso, a Sony começou a trabalhar para fechar o ultimo gap no seu império trazendo para perto de si (e posteriormente incorporando) empresas que seriam suas second partys e lhe forneceriam jogos indefinidamente. Trinta anos depois, todo mundo sabe quem são os quatro cavaleiros do apocalipse que carregam a Sony e o Playstation até os dias de hoje: a Santa Monica Studio (que viremos a falar no futuro, embora saiba que eles fariam apenas God of War), a Naughty Dog (que entrou para o radar da Sony com CRASH BANDICOOT), a Insominac Games (hoje conhecida por Marvel Spiderman, mas que mudou o patamar do PS1 com SPYRO THE DRAGON) e hoje é dia de falar da ultima dos quatro grandes generais da Sony.

Hoje é dia de falar da empresa mundialmente conhecida pela franquia Horizon: Zero Dawn, a Guerrila Games, e como ela teve seus começos humildes perante a Sony com um hack'n slash curioso lançado em 1998.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

[#1216][Mar/98] DIE BY THE SWORD


E hoje, meninos e meninas do meu Brasil Baronil, é mais um daqueles dias de falar das origens humildes de um estúdio de games que é colossalmente, gargantuamente grande. Com efeito, eu realmente tenho dificuldade em pensar em muitos nomes maiores do que eles atualmente! E por isso eu estou falando, é claro, da Treyarch Games!

QUE? COMO ASSIM CARA, COMO ELES SÃO TÃO GRANDES SE EU NUNCA OUVI FALAR DESSA EMPRESA!

Bem, me permita colocar em contexto: recentemente, em 2023, quando a Microsoft tentou comprar a Activision-Blizzard em um negócio de BILEÕES DE DOLARES, teve uma franquia em particular que travou todo o brinquedo ao ponto que os órgãos reguladores americanos temeram por um monopolio da Microsoft com essa aquisição.

E que franquia era essa? Bem, acredite ou não, não era nenhum dos jogos a Blizzard: não era World of Warcraft e nem era STARCRAFT. Tambem não era nem mesmo fucking Candy Crush, que tava no pacote. Não, o que REALMENTE preocupou os regulares que pudesse formar um monopolio da Microsoft foi uma franquia tão grande, mas tão grande que o próprio nome cria suas próprias ondas gravitacionais. Estou falando, é claro, disso:


Sim, a Treyarch é a empresa por trás de Call of Duty e por isso você entender o pq eles são tão grandes. E, como eu disse, hoje é o dia de dar uma olhada no humilde começo da Treyarch: este joguetim que atende pelo nome de Morre pela Espada

terça-feira, 28 de novembro de 2023

[#1191][Mar/98] IAN LIVINGSTONE DEATHTRAP DUNGEON


Ei você! Sim, eu disse VOCÊ! Você jovem nerd ultradinamico, quer viver as inenarraveis aventuras narrativas do RPG, quer saquear mulheres e cortejar tesouros atraentes, mergulhar em masmorras tão profundas que a própria definição de tempo não chega até lá, enfrentar triunfamente monstros saidos dos seus piores pesadelos, passar por armadilhas tão perigossas e mortais que fariam Indiana Jones chorar?

Ora, é claro que quer, quem não iria querer, não é verdade? Então é claro que você quer jogar RPG!


... porém, tem um problema. Como todos sabemos, você é um nerdola sem amigos que vai morrer sozinho e absolutamente ninguém liga para sua existencia completamente irrelevante...

NÃO, ESSE É SÓ VOCÊ MESMO, CARA

... hã, é, tá, mas enfim como jogar RPG nessas condições? Bem, a resposta é muito simples!