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terça-feira, 7 de julho de 2026

[#1769][Fev/2002] HERDY GERDY


Quando ouvi falar de Herdy Gerdy pela primeira vez, a descrição que eu vi foi "simulador de pastoreio". O que pra mim fez todo sentido do mundo.

[OKAY, EU ESTOU COMPRANDO: COMO POSSIVELMENTE UM VIDEOGAME DE PASTOREAR COISAS PODE REMOTAMENTE FAZER QUALQUER SENTIDO?]

Olha, Jorge, eu passei boa parte da última década falando sobre o relacionamento tóxico entre a Core Design e sua publicadora, a Eidos, e como o estúdio estava desmoronando sob o chicote da Eidos — a relação começou a azedar a partir de TOMB RAIDER: The Last Revelation, foi pro vinagre de vez com TOMB RAIDER: Chronicles e eventualmente culminaria no desastre termonuclear absoluto conhecido como TOMB RAIDER: The Angel of Darkness.

Então quando eu descobri que, durante exatamente esse mesmo período — enquanto a maior parte do estúdio apanhava até embaixo da língua tentando arrastar a Lara Croft para a sexta geração — a Core Design de alguma forma encontrou tempo para lançar... um simulador de pastoreio... bem, isso fez total sentido.

Quer dizer, eles surtaram de vez. Piraram na batatinha. Despirocaram. Bateram biela.
Simples assim. Pq sério, essa é a única explicação. Em algum lugar entre a crise, os prazos impossíveis e os chefes da Eidos se metendo, alguém naquele escritório simplesmente se levantou e declarou com o olho tremendo: "Sabe o que os videogames REALMENTE precisam? Pastoreio." Ninguém questionou, todos estavam exaustos demais. 

Mas seja como for, eu então realmente joguei a maldita coisa...
...e, bem, não é exatamente isso que esse jogo é.
Embora tb seja. 


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

[#1658][Nov/2000] MS. PAC-MAN MAZE MADNESS


Suponho que eu vou chocar um total de absolutamente zero pessoas ao dizer que minhas expectativas para Sra. Pac-Homem: No Labirinto da Loucura estavam tão perto do zero absoluto que eu poderia muito bem ter aprendido a Execução da Aurora de Aquário. Quero dizer, a incursão 3D do marido dela, PAC-MAN WORLD: 20th Anniversary Edition, não é exatamente ruim, mas também é… bem… nada. É o tipo de jogo que não deixa absolutamente nenhuma pós-imagem no cérebro. Você termina, segue em frente, e em poucos minutos ele já evaporou da sua memória. Então sim, as expectativas eram inexistentes.

Mas aqui está a coisa: assim como aconteceu nos fliperamas vinte anos antes com MS. PAC-MAN, nossa dama mais uma vez consegue ofuscar o marido. Contra todas as probabilidades, Maze Madness acaba sendo uma aventura até certo ponto confortável, agradável. Talvez “bom” seja uma palavra forte, mas é, tem algo genuinamente agradável neste jogo.

domingo, 4 de janeiro de 2026

[#1637][Set/2000] POKEMON PUZZLE LEAGUE


Ontem eu publiquei uma review extensivamente longa que absolutamente ninguém pediu sobre POKEMON GOLD/SILVER. Mas enfim, ainda estamos enfiados até o pescoço no coração pulsante da Pokémania, então hoje vamos falar de mais jogos de Pokémon — desta vez com uma reviw curta. Eu prometo.

Pokémon Puzzle League é Panel de Pon com skin de Pokémon.
É isso.
Acabou.
Fim da review.

Viu? Eu disse que seria curta.

[ESPERA, O QUÊ? ISSO NÃO EXPLICA NADA!]

sábado, 27 de dezembro de 2025

[#1631][Set/2001] COMMANDOS 2: Men of Courage


Em 1996, um pequeno estúdio espanhol não tinha dinheiro – mas tinha um sonho e, mais importante, uma ideia para alcançá-lo. Eles fizeram um jogo que, à primeira vista, parecia um RTS, cheirava a RTS e grasnava como um RTS… mas na realidade, era algo totalmente diferente. Era um puzzle disfarçado. Assim nascia a franquia Commandos, onde o verdadeiro desafio nunca foi quão rápido você clicava ou quão bem fazia o microgerenciamento de unidades, mas quão bem você compreendia a situação e usava as ferramentas certas na tela certa, na ordem certa.

Apesar de parecer um primo distante de COMMAND & CONQUER – com sua câmera vista de cima, unidades selecionáveis e campos de batalha isométricos – Commandos não joga nada como um RTS tradicional. O progresso não se trata de sobrepujar o inimigo com números ou produzir unidades mais rápido que a IA. Em vez disso, ele se desenrola mais como uma aventura point'n click meticulosa, onde cada tela é um problema autocontido esperando para ser resolvido.

Peguemos um cenário simples: há um ponto de controle guardado por uma torre de vigia. A torre varre a área com um holofote, e no momento em que um dos seus comandos pisa nele, a metralhadora montada o transforma em purê de batata em segundos. Investir não é uma opção. Atirar para passar é suicídio. O que você realmente precisa fazer é notar a cerca de arame farpado nas proximidades, selecionar o especialista correto para cortá-la, entrar furtivamente sozinho, recuperar granadas de uma caixa de munições, recuar sem ser visto, entregar essas granadas ao especialista em demolição, e só então explodir os guardas para fora da torre para que o resto do time possa avançar em segurança.

E essa é uma dos cenários mais simples.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

[#1593][Nov/1999] MR. DRILLER

Embora hoje você possa pensar na Namco como meramente o sobrenome da Bandai-Namco, uma relíquia hifenizada dentro de um monólito corporativo que vale bilhões, nem sempre foi esse o caso. Era uma vez, a Namco era praticamente sinonimo de videogames. Antes da Konami aprender a aterrorizar você com Castlevania e Silent Hill, antes da Capcom soltar robôs azuis e artistas marciais que lançavam hadoukens, e muito antes da Nintendo ser qualquer coisa além de uma fabricante medíocre de brinquedos, a Namco era o estúdio que fazia os videogames existirem. 

O nome da Namco já foi tão poderoso que resitiu a tantas tempestades que enterraram dezenas de outros. Ela sobreviveu à grande crise dos videogames do início dos anos 80, suportou a ascensão da febre dos consoles domésticos que a Nintendo havia desencadeado, e mesmo quando a Sega se coroou a Rainha dos Arcades, a Namco manteve-se firme como a guardiã — zombando da novata com um sorriso de superioridade conquistado através de anos de domínio. As décadas de 1980 e início dos anos 90 foram uma guerra territorial total entre Sega e Namco pelo controle dos arcades, uma corrida armamentista movida a fichas travada em fliperamas enfumaçados e botecos com cheiro de pinga barata. Cada cabinet era um campo de batalha.

E foi precisamente por causa dessa reputação — porque a Namco havia sido a pedra no sapato da Sega por tanto tempo — que a Sony recorreu a eles ao planejar o PlayStation original. A arma secreta da Sega no início dos anos 90 havia sido seu pipeline de conversão de arcade para console; a Sony queria jogar esse mesmo jogo, mas com hardware melhor e jogos mais legais. E funcionou. É fácil esquecer que os primeiros anos de um console que veio a ter jogos como Resident Evil, Metal Gear Solid e Final Fantasy VII na verdade foram bem dificeis, 94 e 95 foram áridos para o PS1. E justamente nesse período tão dificil que a Namco carregou o sistema nas costas com Ridge Racer, Tekken e Soul Edge. Sem a Namco, o PlayStation poderia ter sido apenas mais um "experimento multimídia" descartado. 

Mas, na virada do novo milênio, esse disco já estava gasto. Os fliperamas — o reino da Namco, sua força vital — estavam encolhendo rapidamente, tornando-se cantinhos nostálgicos em shoppings e armadilhas para turistas. Os jogos estavam evoluindo para algo complexo, cinemático e cada vez mais caro para produzir. A velha fórmula de "colocar uma ficha e jogar por dois minutos" simplesmente não era mais suficiente para com as epopeias de horas e horas da era do PlayStation. Até os jogos de luta, os últimos defensores da cultura de arcade, estavam sendo conquistados pela conveniência dos consoles. Por que gastar fichas quando os videogames da sexta geração entregavam a mesmíssima experiencia no seu sofá de graça?

E conforme o império dos arcades caía, o trono da Namco também desabava. A outrora parceira essencial do PlayStation agora era apenas mais uma entre tantas. Ridge Racer, outrora carro-chefe de corrida da Sony, foi deixado comendo poeira digital para Gran Turismo. Tekken e Soul Edge ainda importavam, claro, mas eles não eram mais eventos. Eles eram apenas mais alguns entre tantos... e definitivamente fazer de Soul Calibur um exclusivo de Dreamcast não ajudou a pagar muitas contas.

Então, em 1999, a poderosa Namco — a mesma empresa que deu ao mundo Pac-Man, que definiu o que era um fliperama — havia se tornado uma convidada em sua própria casa. A cena mudou, as crianças seguiram em frente, e a empresa que outrora moldou o futuro agora tinha que explicar quem ela era para conseguir entrar na festa.

E é exatamente aqui onde nossa história começa — no crepúsculo da era dos arcades, quando a Namco, machucada, mas ainda não derrotada, via o mundo dos videogames se afastar cada vez mais dela. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

[#1574][Mar/2000] I.Q REMIX+: Intelligent Qube

I.Q. Remix+: Intelligent Qube é, como o nome sugere de forma bem pouco sutil, um remix plus de I.Q.: Intelligent Qube, o puzzle de PS1 de 1997. E é isso, gente boa. Meu trabalho aqui está feito. Obrigado por virem, por favor, deem uma gorjeta para o Jorge na saída, e nos vemos na próxima!

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

[#1560][Mar/2000] GET!! COLONIES


Certo, a review de hoje vai ser curta porque até eu tenho limites do quanto sou capaz de tergiversar a respeito de um puzzle exclusivo do Japão de 25 anos atrás— ou pelo menos esse é o plano. Vamos ver o quanto eu realmente consigo divagar...  Enfim, nosso assunto é Get!! Colonies para o Dreamcast, mas antes de mergulharmos no jogo em si precisamos fazer uma rápida digressão pela história dos jogos de tabuleiro.

Reversi, a base de Colonies, é um jogo de tabuleiro que remonta a 1883. E, como qualquer boa obra de propriedade intelectual vitoriana, suas origens são repletas de drama. Dois cavalheiros ingleses, Lewis Waterman e John W. Mollett, juraram ser os legítimos inventores do jogo e prontamente denunciaram o outro como uma fraude. Seja quem for que o criou, o fato é que o jogo pegou rápido na Inglaterra do século XIX. Era simples de aprender, mas enganosamente complicado de dominar — uma característica que define os grandes board games até os dias de hoje.

A ideia central é simples: você coloca um disco no tabuleiro, seu oponente coloca um adjacente e quaisquer discos presos entre eles viram para a cor dele. Mas a diferença é que eles podem virá-los de volta mais tarde. Para frente e para trás, preto e branco, até que o tabuleiro esteja cheio. O problema, claro, está nas regras sobre onde você pode colocar suas peças, o que dá ao jogo sua real profundidade.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

[#1545][Fev/2000] SEGA SWIRL

Sega Swirl nunca foi lançado em um disco próprio (eu explicarei sobre isso no texto), então o melhor que eu posso fazer é o CD de jogos demo que vinha com ele na Official Dreamcast Magazine

Eu já citei algumas vezes nesse blog, mas no início dos anos 2000 a situação financeira da Sega teria que melhorar bastante para ser considerada apenas "péssima". Seu último sucesso em hardware já tinha quase uma década — o Mega Drive no ocidente entre 1990 e 1993 — e, desde então, eles empilharam fracasso em cima de fracasso como a torre de Jenga da dor. Se não fosse por sua divisão de arcades de enorme sucesso (que basicamente mantinha a empresa respirando), a Sega teria falido muito antes que alguém no escritório pudesse fazer piadinhas que o o bug do milênio quebrou nossas torradeiras. mas sabe de uma coisa? De certa forma, isso era uma coisa boa.

[EU SEI QUE VOCÊ É UM NINTENDISTA DOENTE, MAS NEM A SUA LÓGICA DE FANBOY DISTORCIDA PODE CHAMAR ISSO DE "UMA COISA BOA"]

Primeiro de tudo — ouch. Não atire no mensageiro, se a Sega é uma desgraça a culpa é da Sega; eu só reporto fatos. Em segundo lugar, foi realmente uma coisa boa, porque o último console deles — o Dreamcast — acabou sendo muito mais estranho, ousado e arriscado do que jamais seria se a Sega tivesse dinheiro para torrar. Eles não podiam mais jogar seguro e isso os forçou a realmente tentar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

[#1535][Dez/1999] DECEPTION 3: Dark Delusion

Podendo me gabar de ter mais de 1.500 reviews nesse blog, eu posso dizer que é muito raro — quando não completamente sem precedentes — que eu me sente para jogar um jogo e fique sem saber como classificá-lo. Não vou fingir que joguei ou mesmo conheço todos os jogos já feitos, mas gosto de pensar que tenho um conhecimento bastante sólido da grande tapeçaria dos gêneros. E, no entanto, aqui estou eu, olhando para a série Deception, coçando a cabeça e me perguntando o que, exatamente, acabei de vivenciar. É estratégia? Ação? Puzzle? Terror? Uma viagem de tóchicos sonhado por designers que assistiram Ra-Tim-Bum demais? Olha, é tudo isso e nada disso ao mesmo tempo.

Mas suponho que isso faça parte do charme da série, em que tentar definir Deception em um único genero é... decepcionante. [coloca óculos escuros] YEEAAHHHH.

domingo, 27 de julho de 2025

[#1516][Jan/2000] SAKURA WARS: Hanagumi Taisen Columns 2


No último episódio desta posmodernista viagem pela história dos videojogos, falamos sobre Sakura Wars 2: Thou Shalt Not Die: a sequência surpreendentemente competente da Sega que não apenas não estragou tudo, como também nos deu tudo o que queríamos — mais waifus charmosas da era Taisho, mais batalhas táticas com robôs a vapor e mais chances de passar vergonha com flertes desajeitados de anime.

E, como eu disse naquela review, a essa ponto Sakura Wars havia se tornado uma franquia completa com todo tipo de produto licenciado — o que inclui, é claro, spin-offs. Agora, se você for como eu — e que Amaterasu te ajude se for — seu primeiro instinto é suspirar tão dramaticamente que quase trouxe a moda emo dos anos 2000 de voltar. O que eles iam fazer aqui, exatamente? Talvez um jogo de plataforma com os gadgets da Kohran Li?  Ou um jogo de esporte sobre a rotina de treinamento da Kahna? 

Não. Tivemos... uma newsletter digital. Sim, sério. A Sega basicamente vendia aos fãs o equivalente a fanzine revista em disco cheia de artes de personagens, entrevistas e um monte de texto. Porque, sabe, anos 90.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

[#1510][Out/1999] MAGICAL DROP F: Daibōken Mo Rakujyanai!


Nos ultimos dias tivemos algumas reviews bastante... intensas. Reviews falando de projetos multimidia, jogos que quase redefiniram generos, obras prima da trasheira. Então hoje vamos dar um respiro, vamos fazer algo mais tranquilo, algo mais old school nesse blog. Uma review simplezinha, uma review moleque, uma review toco-y-mi-voy... até porque, sejamos honestos, não tem lá muuuito o que falar de jogos de puzzle. Sério. O gênero vive e morre pela jogabilidade pura, fria e abstrata — Tetris, Columns, Bust-a-Move. Peças, blocos, bolhas, cores. É bonito, mas é só mecânica. Tchau e bença.

E aí veio a Data East, lá pelos idos de 1995, e pensou: “Esse realmente é um mercado bem disputado, o que realmente podemos nos destacar?". Levou exatos 0,14 milissegundos até alguém numa sala de brainstorm em silêncio soltar: waifus. Porque a resposta é sempre waifus. Obviamente que é. Então, em vez de bolhas e quadradinhos sem alma, por que não um bando de cocotinhas 2D baseadas em cartas de tarô, cada uma com voz de menininha de anime meio gemendo?


UAU, ELES REALMENTE ENTENDEM COMO VOCÊ FUNCIONA, NÉ?

.…Eu não faço ideia do que isso poderia significar, Jorge. O que eu sei é que assim nascia Magical Drop, um arcade de puzzle que depois foi parar no Super Nintendo, Saturn e PS1 — e nem tão posteriormente assim virou uma franquia que, acredite se quiser, ainda existe, com o último jogo (Magical Drop VI, que é o oitavo da franquia) lançado em 2023.

terça-feira, 24 de junho de 2025

[#1495][Jun/1998] WETRIX+


Então, a review de hoje é sobre o Wetrix — também conhecido como Clone de Tetris #4728 nesse desfile infinito de blocos caindo. Sabe, você pensaria que a essa altura os desenvolvedores já sentiriam algum resquício de piedade para deixar o coitado do Tetris descansar. Deixar ele se aposentar. Deixar ele tomar umas margaritas na praia ao lado do Pong e o jogo da Cobrinha. Mas não. Toda vez que você acha que a indústria seguiu em frente, aparece algum campeão e diz: "E se... me escuta... a gente reinventar o Tetris... de novo?"

Então aqui estamos, mergulhando mais uma vez em outro "Tetris com um plot twitter" — porque, aparentemente, "reviravolta" agora só significa "cores ligeiramente diferentes e um efeito d'água". Bem, pelo menos a review vai ser rápida e indolor, né? Quer dizer, eu parei de contar esses clones de Tetris depois da primeira dúzia de reviews porque, em algum momento, eles viram só se fundem numa massa disforme de formas caindo.

... QUE ABSURDO É ESSE EM NOME DE ARCEUS?!?

segunda-feira, 21 de abril de 2025

[#1455][Nov/1999] CHUCHU ROCKET

Uma curiosidade é que, em japonês, "Chu" é a onomatopeia que eles usam pra som de rato (daí o nome PikaCHU), mas também é a mesma que eles usam para o som de beijo. A pergunta que eu faço é o que exatamente aconteceu no Japão para rato e beijo serem o mesmo som...

Sabe uma coisa que eu nunca entendi? Aquela piada recorrente que a Lua é feita de que queijo. Você provavelmente já viu essa piada em algum desenho animado ou alguma coisa assim, não é exatamente obscuro. Mas então... da onde veio isso? Houve algum momento em que as pessoas realmente acreditavam nisso?

Então, essa é a parte realmente interessante sobre isso: a referência mais antiga conhecida vem de um texto inglês do século XIII, onde um personagem vê o reflexo da lua na água e o confunde com um queijo redondo. A intenção, nessa história, era uma maneira de ilustrar a credulidade — como dizer: "Aquele cara é tão burro que acha que a lua é queijo". Então, sim, mesmo naquela época as pessoas zombavam umas das outras com piadas cósmicas sobre laticínios. 


Que porra de propaganda foi essa, Sega?!?

Isso se tornou uma piada recorrente na época, então não, as pessoas não realmente acreditavam seriamente nisso, sempre foi para chamar alguém de burro - nenhuma civilização antiga registrou seriamente o "potencial de exportação de queijo lunar" em seus textos. Aposto que você não sabia disso, e saber é metade da batalha.

HÃ, TÁ... ISSO É INTERESSANTE E TUDO MAIS, MAS... O QUE ISSO TEM HAVER COM O JOGO DE HOJE?

Fico feliz que tenha perguntado isso, Jorge!

HUH-OH... EU VOU ME ARREPENDER DISSO, NÃO VOU?

terça-feira, 8 de abril de 2025

[#1442][Set/1999] RAT ATTACK!


Então... já falamos de jogos ruins aqui no blog. Jogos estranhos. Jogos que desafiam a lógica, a sanidade e, mais sim do que não, o bom gosto. Falamos de jogos baseados em brinquedos, em filmes de quinta, até sobre videogames baseados em DESENTUPIR BANHEIROS (sim, BOOGERMAN: A Pick and flick Adventure, estou olhando pra vocês). Mas dessa vez, falaremos sobre um jogo tão estranho, tão incoerentemente maluco, que faz GENEI TOUGI: Shadow Struggle e seu POWER OF SOLID.parecer Cidadão Kane.

Senhoras e senhores... isto... é...

RAT. ATTACK.

Sim, você leu certo. Ataque de Ratos. Um jogo onde ratos mutantes voltam do espaço e decidem destruir o mundo. Porque por que não?

sábado, 1 de março de 2025

[#1413][Jul/1999] THE MISADVENTURES OF TRON BONNE

Então, a Capcom. 

Suponho que a esse ponto você já tenha pego a ideia que se não estamos falando de uma IP nova, muito provavelmente então vamos falar sobre eles espremendo alguma franquia até o último centavo e as pessoas terem brotoeja só de pensar no nome.  Se foi isso que pensou, então está certo porque é exatamente o que vamos fazer aqui hoje.

Isso sendo dito, o ponto aqui é que mesmo para os padrões da Capcom, As Desventuras de Tron Bonne é um jogo especialmente esquisito. 

domingo, 2 de fevereiro de 2025

[#1395][Ago/1999] THE NEW TETRIS


Ah, Tetris. O pilar de quatro lados sobre o qual os videogames foram construídos. O jogo que nunca morre. Um jogo tão atemporal, tão onipresente, que já agraciou todos os consoles, todos os computadores e até alguns micro-ondas a essa altura. E, no entanto, aqui estamos nós novamente, com o The New Tetris para o Nintendo 64, um jogo que audaciosamente se declara "novo"... enquanto entrega mais uma repetição da mesma jogabilidade de blocos caindo que existe desde o final dos anos 80.

Olha, para ser justo, eu entendo. Tetris é um clássico. É o tipo de jogo que todo sistema precisa ter em algum ponto da vida e...

MAS O NINTENDO 64 JÁ TEM TETRIS. 

Mas oi?

VÁRIOS, MAIS DE UM ATÉ: MAGICAL TETRIS CHALLENGE E TETRIS 64

Hã, é, verdade. Desculpe o lapso, após a 28a versão de Tetris essas coisas meio que começam a se tornar um único borrão na minha memória. Então, sim, Tetris é realmente o tipo de coisa que você pode colocar em qualquer sistema e pronto. Porém este aqui não é QUALQUER Tetris, saiba você, porque é o NOVO Tetris!

domingo, 3 de novembro de 2024

[#1338][Mar/1999] LODE RUNNER 3-D

Lode Runner 3-D é LODE RUNNER, só que em 3D. Alias, melhor dizendo, em 3-D.

UAU, OITO ANOS DE REVIEWS TE DERAM UMA CAPACIDADE DE SINTESE ACIMA DOS MEROS MORTAIS, PELO QUE EU VEJO...

Mas o que eu vou fazer se é exatamente esse o caso? Tá, eu posso me esforçar um pouco mais, mas não espere realmente muito mais coisa do que isso realmente. Vamos lá, então...

terça-feira, 22 de outubro de 2024

[#1326][Jul/98] KULA WORLD (ou "Roll Away" nos USA e "Kula Quest" no Japão)

Não é muito segredo, ao longo dos vários anos que já compõe esse blog, que eu tenho um... problema... com jogos europeus. Claro, hoje temos grande desenvolvedoras europeias de grandississimo gabarito como a CD Projekt Red ou a Arkane Game Studios, mas isso é hoje. 

Nos anos 90,  MEUA MIGO... nos anos 90 o bicho pegava. Lar das duas maiores abominações que me assombrarão até hoje (jogos de plataforma do AMIGA portados para o Mega Drive e jogos licenciados da Ocean, a LJN europeia), quando eu vejo que um jogo é original europeu eu até já sinto minha alma tentando deixar meu corpo.

E aí Kula World abre dizendo que foi desenvolvido pela Game Design Sweden AB. Que na verdade era um site que fazia joguinhos em flash no final dos anos 90. Suponho que vc consiga ouvir meu estomago afundar nesse momento.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

[#1325][Dez/98] TETRIS 4D




Para o jogo de hoje, eu vou fazer uma coisa diferente. Ao invés de apenas contar como foi o meu dia, vou fazer melhor que isso: vou MOSTRAR exatamente o que aconteceu comigo quando eu abri o próximo jogo das revistas a ser jogado:

Porque minha nossa senhora do passaquatro molhado, eu não acredito que a BPS voltou!

domingo, 22 de setembro de 2024

[#1304]Dez/98] BOMBERMAN PARTY EDITION

Okay gente, eu brinco, a gente dá risada e tal, mas a esse ponto eu já estou genuinamente preocupado com o que aconteceu na Hudson em 1998. Tanto que eu até chamaria os direitos humanos para dar uma olhada nisso... não fosse o fato que isso aconteceu a mais de 25 anos atrás. De qualquer forma, a situação dos caras já deixou de ser engraçada e está bastante desesperadora.