Existe um tipo muito específico de decepção que acontece quando você reúne uma quantidade absurda de pessoas talentosas para produzir alguma coisa e o resultado final é... okay. Não é ruim, não é ofensivamente incompetente, não é alguma monstruosidade que deveria ser enterrada no deserto do Novo México ao lado dos cartuchos de E.T. para Atari. É simplesmente uma coisa perfeitamente assistível que você termina e pensa "É, foi legalzinho" e então continua sua vida sem maiores consequências. O que não é um problema por si só, porque nem toda produção cinematográfica precisa ser uma obra-prima capaz de redefinir a civilização ocidental. Às vezes você só quer assistir a um sujeito entregando pacotes de violencia a outros sujeitos menos afortunados, e isso é uma maneira perfeitamente respeitável de passar duas horas da sua existência.
Mas então imagine que você tem Guillermo del Toro, um dos diretores mais criativos do cinema fantástico, Wesley Snipes, um dos atores daquela era maravilhosa em que os filmes de ação eram feitos por pessoas que REALMENTE sabiam artes marciais, Donnie Yen, que é simplesmente um dos maiores artistas marciais que já apareceram na frente de uma câmera, e Ron Perlman, o sujeito criado em laboratório especificamente para interpretar filhos da puta carismáticos.
E o resultado de reunir todas essa galera é... legalzinho.
Tipo... como?





EDIÇÃO 092 (Junho de 2002)
EDIÇÃO 003 (Junho de 2002)
EDIÇÃO 171 (Janeiro de 2002)
EDIÇÃO 081 (Maio de 2001)