Porque às vezes tudo isso valeu a pena.
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Ler review »Os videogames percorreram um longo caminho, né?
Quero dizer, saímos de algo que mal passava de um brinquedo eletrônico glorificado para uma mídia capaz de contar histórias complexas, explorar a condição humana, questionar nossas crenças e nos fazer rir, pensar, refletir e até chorar. Videogames são arte, senhoras e senhores, e Dragon's Lair 3D: Return to the Lair é um jogo que me fez chorar.
... Embora talvez não pelos motivos que vocês estão pensando.
Toda empresa que pretende ter sucesso precisa, em algum momento, fazer uma pergunta muito importante: qual é o nosso VERDADEIRO produto? Tenho certeza de que existe algum termo chique de administração para isso, mas eu não sou uma pessoa sofisticada e o que importa aqui é que a resposta não é tão óbvia quanto parece.
Companhias aéreas, por exemplo, conseguem margens de lucro muito maiores vendendo pontos de programas de fidelidade do que efetivamente transportando pessoas em aviões. Nos anos 90, a Parmalat foi uma empresa de laticineos que aumentou suas vendas em mais de 30% por causa de bichinhos de pelucia. Às vezes, o negócio que está escrito na fachada da sua empresa e aquilo que realmente coloca dinheiro no seu bolso têm bem pouco a ver um com o outro. O segredo é descobrir o que seus consumidores estão REALMENTE comprando, porque não necessariamente é aquilo que você acha que está vendendo.
E por que eu estou falando sobre isso?
Uma bomba nuclear explode no meio do Super Bowl, mata milhares de pessoas e coloca os Estados Unidos e a União Soviética à beira da Terceira Guerra Mundial. O presidente americano começa a considerar uma retaliação nuclear, os soviéticos mobilizam suas forças, generais discutem procedimentos militares, analistas tentam descobrir de onde veio a bomba e todo mundo tem meia hora para decidir se a civilização humana teve uma trajetória bastante respeitável de alguns milhares de anos antes de pedir pra Alexa tocar Komm, Süsser Tod.
E, de alguma forma, uma das coisas mais interessantes nessa história é assistir a pessoas conversando numa sala de reuniões. Sério.
Sabe, pensando sobre isso — e esse sendo o quarto jogo de Duro de Matar que eu cubro aqui no blog, eu meio que já tive oportunidades o bastante para pensar sobre o tema — o John McClane meio que piorou as coisas, não?
Porque o Hans Gruber queria roubar 640 milhões de dólares de uma megacorporação e meter o pé. Ele até diz que aquilo mal equivale a alguns dias de lucro da Nakatomi e, mesmo supondo que o sujeito tentando roubar 640 milhões talvez esteja fazendo contabilidade criativa, dificilmente parece algo pelo qual alguém deveria morrer. Então, tirando o fato que é um filme de ação e sem isso não teria filme... toda aquela putaria está acontecendo para proteger o patrimônio de uma megacorporação sem alma?
Desde quando a gente se importa tanto assim com a contabilidade da Nakatomi, mesmo?
EDIÇÃO 003 (Junho de 2002)Sem júri, sem patrocinador e sem voto popular. Apenas uma longa sequência de decisões das quais eu assumo responsabilidade jurídica limitada.
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Escolhendo um dos bons.
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Ler review »Porque alguns crimes contra videogames não prescrevem.
Desenterrando uma lembrança ruim.
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Ler review »Porque o acaso dificilmente pode tomar decisões piores que eu.
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