Então... mais um jogo do Superman. Ó, deuses (os antigos e os novos).
Porque existem pouquíssimas coisas neste mundo, ou em qualquer outro, tão eficientes em fazer um gamer se encolher em posição fetal quanto a visão de um sujeito usando uma cueca vermelha por cima da calça. E, como alguém cujo super-herói favorito de todos os tempos é justamente o Homem do Amanhã, me dói particularmente que tenhamos chegado a um ponto em que a simples combinação das cores vermelho e azul já seja suficiente para evocar flashbacks do Vietnã. Afinal, vivemos numa linha temporal em que Superman 64 existe, e não é como se as coisas estivessem indo maravilhosamente bem nos videojogos do Super antes daquele crime contra a humanidade.
[BEM, MAS É MUITO DIFÍCIL FAZER UM JOGO BOM SOBRE UM HERÓI TÃO PODEROSO E PRATICAMENTE INVULNERÁVEL, SABE?]
Ah, com certeza. Praticamente impossível.
É por isso que existem quase NOVENTA ANOS de histórias em quadrinhos desse sujeito, e tenho certeza de que todas elas consistem exclusivamente em profundas introspecções psicológicas sobre a condição humana, sem nenhuma ação, aventura ou situação interessante que pudesse ser adaptada para um videogame. O Superman só passou a maior parte da sua existência socando alienígenas, enfrentando robôs, resgatando pessoas e salvando o universo antes do café da manhã. É, realmente muito difícil.





EDIÇÃO 092 (Junho de 2002)
EDIÇÃO 003 (Junho de 2002)
EDIÇÃO 171 (Janeiro de 2002)
EDIÇÃO 081 (Maio de 2001)