Quando meu pai tinha a idade que eu tenho hoje, ele já estava com a vida praticamente resolvida. Tinha uma esposa (que, por acaso, calha de ser a minha mãe), dois filhos, dois carros, uma casa grande. Sabe como é, aquele pacote completo do adulto que “venceu na vida”, que eu cresci acreditando ser o destino natural de qualquer ser humano minimamente funcional.
E eu? Bem, eu tenho bolas de macaco.
Mas não são bolas de macaco comuns, veja bem. Ah, não, eu não fracassei TANTO assim! São SUPER BOLAS DE MACACO. E não é uma, são DUAS! Sim, talvez eu não tenha uma casa, um carro, filhos, amigos e definitivamente não uma esposa... mas aqui estou eu, sentado sozinho no meu quarto, escrevendo sobre bolas de macaco. De novo.
Como diabos a minha vida chegou a esse ponto?
“É, eu sei como é. Também não foi exatamente essa a vida que eu sonhei para mim, garoto.”
Olho para o lado e lá está a Sega, dando uma longa tragada num cigarro, com aquele olhar perdido de mil jardas de quem viu coisas. Coisas que vocês não acreditariam.
E quer saber? Eu te entendo, Sega. Sério mesmo.
...
Meu Deus.
EU ENTENDO A SEGA. É NISSO QUE A MINHA VIDA SE TRANSFORMOU?!





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