domingo, 23 de fevereiro de 2020

[AÇÃO GAMES 026] X-MEN (Arcade, 1992)



Em 1989 a Marvel estava numa pindaíba tão grande que eles estavam comendo cereal de garfo para economizar no leite. A situação estava tão no vermelho que para fazer o episódio piloto do desenho dos X-Men, eles tiveram que deixar pra lá o último episódio o desenho do Robocop - não que houvesse algum tipo de conclusão de qualquer jeito, ou que alguém minimamente se importasse com aquele desenho porque, claro, pegar um dos filmes mais violentos dos anos 80 e transforma-lo em um cartoon onde ninguém se machuca só podia dar super certo.

Quer dizer, depois disso eles iam fazer o que? Um desenho do Highlander onde ele não ganha poderes cortando a cabeça de outros imortais e sim eles são doados amigavelmente?

... vocês realmente mereciam estar falindo, vão se foderem...


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

[AÇÃO GAMES 026] CRUE BALL (Mega Drive, 1992)

 


A NuFX nunca foi a maior das desenvolvedoras de jogos de todos os tempos - fato este confirmado pelo fato que você nunca ouviu falar neles. Seu maior feito, até aquele ponto da história, é um jogo altamente questionável do Taz para o Mega Drive.

Porém, eles tinham um plano para sair deste desconhecimento e galgar os degraus da calçada de onde quer que os desenvolvedores de jogos se sintam prestigiados. Esta saída seria fazer um pinball baseado em uma banda famosa - o que meio que explica como você nunca ouviu falar deles. O problema é que eles não tinham muito dinheiro para isso também,  então não poderia ser uma banda TÃO famosa assim também né.

Sua primeira ideia era fazer um pinball do Twisted Syster, ao que eles vieram com o inspirado nome de "Twisted Flipper". Pouco surpreendentemente, o Twisted Syster disse "No, we ain't gonna take it" e o jogo não saiu do papel. 

 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

[AÇÃO GAMES 026] CLUE (SNES, 1992)

 

 
Eu cresci jogando Banco Imobiliário sozinho, criando personagens para cada jogador e até roubando para as personas que eu gostava mais (sim, o retrato da solidão, eu sei), mas embora eu também tivesse Detetive esse foi um jogo que eu joguei muito menos na minha vida. O principal problema o jogo de tabuleiro era que o mesmo necessita de no minimo três jogadores para Detetive, ou seja, isso é dois amigos a mais do que eu tinha na época. Ou mesmo hoje. Mesmo com dois jogadores você ainda está vagando em salas e fazendo sugestões, mas como cada jogador aprende as mesmas pistas ao mesmo tempo, não há como jogar um jogador contra o outro. Você está apenas marcando as coisas na sua ficha e esperando que o mistério se desenrole.

A versões para videogame resolveria esse dilema ao adicionar um numero ilimitado (limitado a seis) de players controlados pelo computador. Agora, finalmente, eu poderia jogar Clue em toda sua honra e glória sem os meus amigos inexistentes.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

[AÇÃO GAMES 026] MONOPOLY (SNES, 1992)




Vurska vurska, meus camaradas bolsheviks! Como vocês estão? Bem, não realmente importa, afinal tudo que importa é a glória e felicidade dos políticos camarada Estado! Então hoje não é um dia glorioso para aprendermos mais sobre o maravilho mundo de dar todo dinheiro na mão dos políticos e deixar eles decidirem cada minimo aspecto sobre a sua vida bem estar social do socialismo?

Mas é claro que é, afinal hoje falaremos sobre a versão de Super Nintendo do maior bastião de dar dinheiro na mão dos politicos para eles mandarem em você socialista jamais criado! Monopoly, o nosso querido Banco Imobiliario, é claro!

Então solta o som, camarada DJ!


domingo, 16 de fevereiro de 2020

[AÇÃO GAMES 040] CAPTAIN PLANET AND THE PLANETEERS (Mega Drive, 1993)


Durante os anos 80, o presidente amricano Ronald Reagan fez uma mudança radical na forma que desenhos animados eram pensados: a partir de então foi permitido que desenhos animados fossem veículo direto de propaganda de brinquedos - com a condição que os desenhos tivessem um conteúdo educativo.

Isso desencadeou a leva de comerciais de meia hora disfarçados de desenhos animados e que se tornaram a marca mais iconica da programação infantil daquela época. Cartoons como My Little Pony, Transformers, G.I. Joe, He-Man e por toda sorte de tralhas desse calibre. Porém, para atender a legislação e ter um conteúdo educativo, os desenhos tinham aquela famosa sessão de "lição de moral" no fim do episódio, alguns bastante... coloridos, por assim dizer...


sábado, 15 de fevereiro de 2020

[AÇÃO GAMES 026] ROAD RIOT 4WD (SNES, 1992)


 

Agora, das coisas que a THQ pode ser acusada na vida, de não ter boas ideias não é uma delas. Veja, eles pegaram o melhor jogo de corrida de Super Nintendo (Top Gear, obviamente) e pensaram "hmm, como podemos deixar isso mais irado e maneiro ainda?". Hmm, se bem que essa parece uma coisa que a Sega tentaria, estou em duvida se esse é o caminho a se seguir...

Road Riot 4WD parece se inspirar muito no clássico da Kemco, porem adiciona algumas ideias proprias suas para deixar o jogo MAIS LEGAL, MAIS MANEIRO, MAIS MAIS!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

[AÇÃO GAMES 026] WWF SUPER WRESTLEMANIA (SNES e Mega Drive, 1992)

 


No inicio, haviam os games. E Miyamoto viu que era bom. 


Mas então, no segundo dia, sob a sombra da maravilhosa arvore dos videojogos, uma erva daninha cresceu. E ela cresceu e cresceu até se tornar uma frondosa arvore de putrefação e dor. Essa é a história da LJN, uma máquina bem lubrificada de dor e aipim molhado.

Se você é familiarizado com os videos do Angry Videogame Nerd (e não vejo como estaria aqui se não fosse), esta ciente de sua maior inimiga: a temível e malfadada produtora LJN. Mas o que é a LJN?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

[AÇÃO GAMES 039] THE HUMANS (SNES e Mega Drive, 1993)




Eu juro pra vocês pelas coxas de Rikka-sama (faz tempo que eu não usava essa, heim?) que eu tento ser honesto aqui. Mesmo com os generos que eu não gosto (como jogos de plataforma com layout de ter que achar a saída) ou mesmo com empresas que eu me divirto implicando (como a Sega).

Zoeiras a parte, eu sempre tento julgar um jogo pelo que fez na época dele, e como ele poderia ter sido melhor comparado ao seus pares contemporaneo. De verdade, eu realmente tento ser justo.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

[AÇÃO GAMES 024] Crash 'n' the Boys: Street Challenge (Bikkuri Nekketsu Shin Kiroku! Harukanaru Kin Medal)



Olha só esse garotos gordinhos mal encarados. Eu com certeza não gostaria de encontrá-los em um beco escuro em alguma rua de Nova York no Bronx. Eles estão apenas esperando, analisando suas vítimas, determinando qual delas está carregando um maço de cartas de Pokémon que eles podem roubar. Apenas olhe para eles! Alguém chame serviços de proteção juvenil e leve essas crianças para a FEBEM! 

Eles não deveriam estar na escola? Por que eles estão hangeando ao lado de uma lata de lixo? Pelo menos, eles são eticamente misturados, isso já é alguma coia. As raças do mundo se unem sob a bandeira da manolagem!

Kunio-kun é uma série de jogos que foi iniciada pela Technos Japan em 1986. O principal protagonista da série, Kunio (várias vezes renomeado para “Alex” e “Crash Cooney” nos EUA), é o nome do ex-presidente da Technos no Japão, Kunio Taki. Kunio seria destaque em muitos anúncios da empresa, aparecendo no logotipo da empresa e em destaque nos comerciais de TV. A Technos Japan obviamente sabia que eles tinham algo especial com Kunio, e era apenas uma questão de tempo antes do primeiro título de Kunio, Nekketsu Koha Kunio-kun (Hot-Blooded Tough Guy Kunio) ser localizado para a América do Norte.

Hot-Blooded Tough Guy Kunio não era um título que faria cartuchos desaparecerem das prateleiras das lojas, então Technos Japan sabiamente mudou o nome do jogo para Renegade. No ocidente a série Kunio-kun ficou mais conhecida por seus beat'm ups como o já citado Renegade, e River City Ramson. Porém também houveram inúmeros jogos de esporte... onde esporte é usado bastante figurativamente e apenas como um pano de fundo para sentar a lenha nos coleguinhas - o que inclui o Nekketsu High School Dodgeball Club: MD Soccer (High School Soccer)  o qual eu já falei aqui.

Sendo que desta vez ao invés de termos marginais distribuindo bordoadas uns nos outros enquanto "jogam" futebol, temos marginais distribuindo bordoadas uns nos outros enquanto disputam uma olímpiada escolar. Não vejo como pode dar errado.