Não é incomum o segundo filme de uma série ser o melhor, e os motivos são bem fáceis de entender: os realizadores já têm uma ideia mais firme do que estão fazendo, mas ainda não esgotaram tudo que aquela premissa tem a oferecer. É assim que surgem filmes como A Família Addams 2, O Exterminador do Futuro 2, Homem-Aranha 2, O Cavaleiro das Trevas e O Soldado Invernal, naquele ponto ideal em que o conceito amadureceu, mas ninguém precisou ainda pular o tubarão para manter a coisa andando.
E esse poderia muito bem ter sido o caso de As Duas Torres... se ele não estivesse espremido entre uma adaptação espantosamente bem-sucedida do estilo de escrita bastante... peculiar, vamos colocar assim... do Tolkien, apresentada a um mundo inteiramente despreparado para aquilo, e um encerramento que divide o recorde de mais Oscars conquistados por um único filme com onze carequinhas dourados (empatado com Ben-Hur e Titanic, saiba você).
Família mais difícil de nascer no meio que ser primo da Rayssa Leal, hein?