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segunda-feira, 13 de abril de 2026

[#1716][Dez/1999] LEGO ROCK RAIDERS: High Adventure Deep Underground


Em 1999, um executivo do Grupo LEGO teve uma ideia genuinamente brilhante. Eu sei, eu sei – a frase "um executivo teve uma ideia brilhante" soa heresia, mas quando eles acertam, eles acertam.

Veja, a LEGO tradicionalmente sempre contou com seus próprios temas internos. Essa tinha sido a estratégia da empresa desde a época em que o plástico usado nos seus tijolinhos ainda andava pela Terra na forma de dinossauros. Mas e se eles pudessem aproveitar marcas já consolidadas e multiplicar seu alcance da noite para o dia? Imagine lançar algo como um conjunto LEGO Jurassic Park. De repente, você não está vendendo apenas para o público habitual da LEGO – você está atraindo fãs do filme que talvez nunca tenham encostado em um tijolinho antes. Hipoteticamente, é claro. Ainda assim, é uma vitória óbvia.

Exceto… também é mais fácil falar do que fazer. Trabalhar com propriedades intelectuais externas é complicado. Você tem que dividir os lucros, aceitar restrições dos licenciadores sobre o que pode e não pode fazer com a propriedade – especialmente no marketing – e lidar com contratos legais grossos o suficiente para parar uma bala. É um pesadelo burocrático.


Então, existe uma maneira de obter os benefícios do reconhecimento de marca multimídia – algo que toda empresa de brinquedos deseja – sem depender de terceiros? Ora, eis que sim: você cria a propriedade intelectual você mesmo! Dessa forma, não só controla a marca completamente, mas se a mídia associada fizer sucesso, você fica com as recompensas. Uma situação perfeitamente ganha-ganha.

…a menos que flope miseravelmente. Mas ei – nada arriscado, nada ganho.

Então a LEGO decidiu experimentar algo ambicioso: um tema multimídia construído em torno de um cenário original. Não apenas uma linha de brinquedos, mas um esforço coordenado em livros, quadrinhos e videogames, todos orbitando um conceito central da LEGO. Essa experiência se tornou LEGO Rock Raiders.

domingo, 7 de dezembro de 2025

[#1614][Set/2000] SABAN'S POWER RANGERS: Lightspeed Rescue


Como você já deve ou não ter percebido a esse ponto, eu sou muito o que os cientistas chamam, usando um jargão estritamente técnico, de um weeaboo. E sempre fui — muito antes mesmo de descobrir que existia uma palavra especifica para "desenhos animados japoneses". Meus programas de TV favoritos quando criança eram os tokusatsu na falecida TV Manchete, especialmente Kyojuu Tokusou Juspion — ou "O Fantástico Jaspion", para os íntimos. E até hoje, mantenho que as lutas do Daileon estão entre as melhores batalhas de tokusatsu já coreografadas. Quer dizer, com que frequência você testemunha uma nave espacial se transformar num robô gigante só para dar um suplex em um kaiju, como se estivesse fazendo teste para o WrestleMania? Lembre disso para (o verdadeiro) Pacific Rim 2, Del Toro. De nada.

E claro que ajuda muito o Akira Kushida esmerilhando

Mas divago. Esse momento de nostalgia é relevante porque eu também cresci assistindo uma tonelada métrica de Super Sentai — sendo Choushinsei Flashman, o famoso "Comando Estelar" sendo meu favorito pessoal. E sinceramente, dá pra me culpar? Eles tinham armas únicas, trajes chamativos e, mais importante, um robô que usa a carreta de um caminhão-baú como armadura. Um caminhão. Como armadura. Isso aí é o ápice do encantamento infantil.

Eu sempre racho como o monstro olha pro tamanho da munalha do robozão e fica "Senhor, calma senhor, a gente pode conversar, também não precisa ser assim na violencia também, né..."

Então, quando eu assisti Power Rangers pela primeira vez em 1994, não foi exatamente uma experiencia chocante. Minha reação foi basicamente: "Ah, tá. É daqueles programas japoneses... mas trocaram o elenco não transformado por americanos porque os americanos são inseguros desse jeito". Na época eu usei uma expressão menos polida, temo dizer. Mas o ponto é que não ajudou em nada o fato de eu estar mergulhado — e quero dizer, numa profundidade nível Fossa das Marianas — na minha fase otaku hardcore, onde qualquer coisa que não fosse japonesa ia automaticamente para a lata de lixo do meu gosto refinado de dez anos.

Claro, eu nem era um pré-adolescente naquela época. Hoje, como um adulto plenamente funcional, amadureci imensamente. Agora eu acho que tudo é lixo, inclusive as coisas japonesas. É brincadeira. Sério. Não sou esse tipo de cara. Sinceramente, eu realmente tento ser positivo. Tento gostar das coisas, porque quanto mais coisas você gosta, mais coisas você tem que podem te fazer feliz. Certo? Então eu abordo tudo com a mente mais aberta possível —

— e mesmo assim, mesmo com uma mente mais aberta que a de um candidato à próxima reencarnação de Buda, ainda não consigo me forçar a gostar de Power Rangers.

Mas suponho que o dever chama, e ainda tenho que falar sobre isso. Então vamos ser rápidos.
Na verdade, não — 
Vamos fazer isso... na velocidade da luz.
Pegou o que eu fiz? Hein?
Hein?

sábado, 6 de dezembro de 2025

[#1613][Dez/1999] BOMBERMAN 64: The Second Attack!

"Bomberman 64: O Segundo Ataque" não é realmente o segundo ataque, considerando que esta é tecnicamente a terceira aventura estrelada pelo adorável terrorista favorito de todos no N64. Mas então, a Hudson Soft estava lançando tantos títulos de Bomberman naquela época que eu não posso culpá-los por perderem a conta e se esquecerem do BOMBERMAN HERO. Qualquer um que já jogou aquela coisa sabe que "esquecível" é seu nome do meio. Mas divago.

E já que estamos no tema de títulos enganosos, suponho que eu deva dizer que este também não é realmente Bomberman 64, porque não é a sequência dos sessenta e três jogos anteriores de Bomberman. Quer dizer... talvez seja? Eles ordenharam esse pobrezinho tão selvagemente que, na época em que o BOMBERMAN 64 original saiu, quele era o terceiro jogo do Bomberman lançado em menos de três meses. Se vacas produzissem jogos em vez de leite, a PETA teria uma conversinha com a Hudson. Enfim — onde eu estava? Certo. Mentiras. Enganação. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

[#1562][Fev/2000] DANGAN


A desconstrução de gênero sempre foi uma das minhas abordagens favoritas em qualquer mídia — especialmente porque não é nada fácil de executar. Para desmontar um gênero, você precisa primeiro entendê-lo de cabo a rabo e isso significa captar não apenas as regras e os clichês que o definem, mas também as razões subjacentes do PORQUÊ essas regras existem em primeiro lugar. Só depois de dominar o que faz um gênero funcionar é que você pode começar a fazer perguntas incômodas, subverter expectativas e propor cenários “e se” que forçam o público a reconsiderar a fundação de tudo. Quando bem feito, é genial — vide obras como Madoka Magica, Neon Genesis Evangelion ou Orgulho e Preconceito (sim, Jane Austen tinha uma visão absurdamente lúcida um século antes do seu avô nascer): um comentário artístico, um espelho voltado para as convenções. Quando mal feito, é só uma bagunça.

Porque tem o seguinte também: às vezes, o que chamamos de “desconstrução” não é intencional. Às vezes, uma obra acaba desmantelando um gênero simplesmente porque falha em entendê-lo. Em vez de desmontá-lo com precisão cirúrgica, ela apenas tateia no escuro, ignorando princípios fundamentais que existem por um bom motivo. E, ao fazer isso, ela mostra involuntariamente o porquê desses princípios estarem ali em primeiro lugar.


Pegue o gênero beat 'em up, por exemplo. Se você já jogou um — mesmo que casualmente — com certeza está familiarizado com o clássico sinal de “Go”. A fórmula é simples: você avança, a tela trava, ondas de bandidos (ou punks, por alguma razão o beat'm up tem uma política muito rigida em surrar todos os punks da cidade apenas por eles existirem) surgem, e você não pode prosseguir até ter limpado o último deles. Só então um grande “Go” piscando (ou algo do tipo, como “Hurry!”) aparece na tela, dando permissão para você seguir com a pancadaria.

Estamos todos tão acostumados com essa mecânica que raramente paramos para fazer a pergunta óbvia: pra quê? Por que esse clichê existe? Por que os desenvolvedores optaram por travar a tela até que todos os inimigos sejam eliminados? Que problema isso estava resolvendo?

terça-feira, 5 de agosto de 2025

[#1523][Dez/1999] CUSTOM ROBO

Nos últimos dias, eu estive mergulhado em reviews — jRPGs densos, mergulhos profundos em franquias de 40 anos e gigantes que mudaram os jogos para sempre. Então, hoje vamos respirar fundo e tentar algo leve, algo simples, algo toco-y-mi-voy.

Entra Custom Robo para o Nintendo 64 — um jogo que pergunta: "E se Pokémon fosse sobre pequenos robôs assassinos customizáveis?"

quinta-feira, 24 de abril de 2025

[#1458][Out/1999] SILENT BOMBER


O PlayStation teve, oficialmente, 1.278 jogos lançados no Ocidente. Pode não parecer muito comparado aos números megalomaníacos da indústria atual — o Nintendo Switch, por exemplo, tem algo em torno de 12 mil jogos (é difícil rastrear com precisão). Mas ainda assim... é jogo pra uma senhora casseta.

Com tanto jogo lançado, é óbvio que nem todos seriam lembrados, e dentre os menos lembrados ainda existe a subcategoria: “Pera... esse jogo existiu? Nunca ouvi falar disso na minha vida.”. E é justamente aí que entra o jogo de hoje. Mesmo os jogadores mais hardcore, ou colecionadores nível “vendi um rim pra comprar um bundle lacrado”, provavelmente nunca ouviram falar de Bombardeiro Silencioso... E sim, vou tentar ao máximo evitar piadas com peidos. Mas... estamos falando de “bomba silenciosa”. Não prometo nada.

OH NÃO. LÁ VEM. ESSA TARDE VAI SER LONGA...

domingo, 20 de abril de 2025

[#1454][Out/1999] GRAND THEFT AUTO 2

*CONFIDENCIAL - Diário do Desenvolvedor da Rockstar North*

Última atualização: Setembro de 1999
Assunto: GTA 2 - Não Estamos Bêbados, Você Está Bêbado
Autor: Provavelmente Craig. Ou Dave. Há seis Daves aqui.

Semana 1: O Plano

Então... aparentemente estamos fazendo outro GTA. Mas sem uma reformulação real da engine, sem aumento de orçamento e sem dormir. Sugerimos uma continuação para a DLC de Londres 1969, possivelmente "GTA: Londres Anos 70", mas alguém disse que não era "ousado o suficiente". Dave B. sugeriu "GTA: Pesadelo Futuro Cyberpocalypse". Rimos. Então, alguém lá de cima disse: "Na verdade, isso é brilhante".

Boom. Agora estamos fazendo GTA 2. 

O título provisório era "GTA: Blade Runner, mas com malucos".

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

[#1346][Nov/97] GRAND THEFT AUTO


Até aqui, eu já contei duas histórias sobre a desenvolvedora escocesa DMA: primeiro sobre o giga sucesso que ele causaram no mundo dos puzzles com LEMMINGS, e mais recentemente (e por "recentemente" eu quero dizer quase cem reviews atrás) sobre como eles se estranharam bonitaço com a Nintendo fazendo parte do seu "dream team", o que gerou o... hã... conceitual... BODY HARVEST.

Mas tá, agora chega de enrolação porque chegou a hora de contar a história do jogo que fez a DMA vir a ser quem ela é hoje, sobre o nome de Rockstar North. Ou seja, é hora de contar a história do Grande Ladrão Automático! E acreditem ou não, essa também é a história de como o segundo jogo mais vendido DE TODOS OS TEMPOS (atrás apenas de Minecraft) nasceu de um bug. Sérião que foi na cagada.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

[#1273][Nov/98] APOCALYPSE


Quando me perguntarem que cara uma pilha de boletos a pagar causa em alguem, eu lembrarei do Bruce Willis na capa desse jogo até o ultimo dos meus suspiros. Definitivamente uma grande vontade de estar ali é algo em falta...

De toda forma, a regra é clara: se tem um filme com pew pew pow pow nos anos 90, obviamente que vai ter um videogame licenciado disso. Raras vezes esse jogo vai ser excepciolindo, como GOLDENEYE 007, mas na maior parte do tempo estamos presos com coisas como THE LAST ACTION HERO pq foda-se você, é por isso. De toda forma, filme é igual a jogo licenciado.


Isso sendo posto, bem um dos grandes heróis de ação dos anos 90 foi Bruce Willis estrelou alguns filmes clássicos, como DIE HARD e THE FIFTH ELEMENT, assim como participou de vários que são absolutamente medianos (como o bizarro HUDSON HAWK). Então, em qual dessas categorias este petardo do ator no Playstation se enquadra?

NENHUMA

Mas oi? Como assim? Tem o Bruce Willis na capa do jogo, tá escrito que é um jogo do Bruce Willis, como esse não é um jogo baseado em um filme dele?

domingo, 17 de março de 2024

[#1256][Abr/90] SNAKE'S REVENGE

Okay, o caso de hoje é... peculiar. Ontem mesmo falamos da página da Super Game Power dedicada aos primeiros jogos da série Metal Gear. Só que o segundo jogo que eles falam é uma coisa tão bizarra, tem uma história tão anoma-la que eu decidi fazer um post separado para ele - logo vcs entenderão o pq e concordarão comigo.

sábado, 16 de março de 2024

[#1255][Jul/87] METAL GEAR

Ao contrário do que a capa do jogo promete, este jogo não realmente contem o Kyle Reese de Terminator - e nem o próprio Metal Gear na versão de Nintendinho, mas chegaremos a isso

Metal Gear, lançado para o MSX em 1987, não é o jogo que eu esperava que ele fosse. Mas nem de perto.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

[#1240][Set/98] METAL GEAR SOLID


Metal Gear Solid é um caso estranho. Dificilmente você vai ver uma lista de melhores jogos do Playstation sem as aventuras do nosso menino Cobra Dura, e frequentemente vc vai encontra-lo entre os melhores jogos de 1998 - um ano comumente citado como um dos melhores da história dos videogames. E enquanto isso é debate para outro dia, o ponto que importa hoje é que eu posso ouvir daqui todos vocês balançando a cabeça e concordando com Metal Gear Solid estar nessa lista. Sim, eu ouço as pessoas balançando a cabeça através da internet, esse é meu maior poder e minha maldição.

Mas eu dizia que Metal Gear Solid é um caso particularmente estranho pq frequentemente vc vai ver por aí memes sobre a (limitada) IA de como os guardas reagiam a furtividade do jogo, sobre a tendencia verborragica do Kojima de fazer cutscenes maiores do que o gameplay e varias outras coisas ao redor do jogo... mas não sobre o jogo em si. Existe muita coisa dita sobre o que MGS significa, o que representou, as memórias que criou, mas... pouca coisa é realmente dita a respeito do jogo de facto. O que você faz nesse jogo? Como você faz? Ele é bom? Se sim, pq?

Classic Metal Gear shenanigans

E eu acho isso realmente fascinante pq quanto mais eu leio a respeito de Metal Gear Solid lançado em 1998 para o Playstation 1, mais eu tenho a sensação que todo mundo parece gostar de um jogo que ninguém jogou realmente. Mas nada tema, meu traulitante amigo, pois aqui estou eu em minha eterna cruzada paladinesca da verdade videogamistica para satisfazer essa curiosidade e explicar quem é esse desconhecido jogo ultra famoso! 

Porém, devo adiantar que se vocês já não gostam muito de mim agora (o que é um instinto natural com o qual todo ser humano nasce, afinal), temo que após ler esse texto... não, ler as próximas linhas... seu apreço pela minha pessoa vai cair ainda mais mesmo que isso não parecesse fisicamente possível.


VOCÊ NÃO FEZ ESSA ENROLAÇÃO TODA SÓ PRA DIZER QUE METAL GEAR SOLID É UM JOGO RUIM, NÉ?

Não, claro que não meu factóidico amigo imaginário. Eu jamais diria que MGS é um jogo ruim!

... UFA!

O que eu diria é que Metal Gear Solid é o melhor jogo ruim de todos os tempos! Bem, talvez superado pelos outros da franquia que aprimoraram a arte de serem maravilhosos jogos ruins, mas isso é discussão para outro dia. O que eu posso dizer agora, nesse momento exato, é que MGS é uma obra prima dos jogos ruins e o fato desse jogo não ter sua própria galeria no Louvre definitivamente é um dos motivos pelos quais os aliens não falam com a gente!

ESPERA, AFINAL VOCÊ TÁ DEFENDENDO OU CRITICANDO O JOGO?

Tal como o amor florescendo no campo de batalha, poucas coisas na vida se enquadram em rótulos simples de isso ou aquilo. Com efeito, as melhores coisas desafiam tais rotulações simplistas como a pizza California e a Fanta Uva!

VOCÊ REALMENTE NÃO ESTÁ CONSTRUINDO SUA CREDIBILIDADE COM ISSO, SABE...

Temo que não esteja. Mas então, eu não estou no negócio de credibilidade, eu estou no negócio das VERDADES VERDADEIRAS! Então o que eu posso fazer é começar a explicar o que é, afinal, Metal Gear Solid. Então, isso posto, vamos começar do começo...

sábado, 10 de fevereiro de 2024

[#1235][Set/98] FUTURE COP: LAPD

Quando eu comecei esse projeto, uma coisa que me atraia era ver os começos humildes não apenas de grandes franquias como de grandes estúdios de hoje (como por exemplo a Naughty Dog que começou no 3DO com WAY OF THE WARRIOR, só Jesus na causa). O que eu não esperava, entretanto, era me surpreender com as origens de alguns generos.

Por exemplo, eu achava que os RTS tinham começado com alguma das grandes franquias como COMMAND & CONQUER: Tiberian Dawn ou WARCRAFT: Orcs and Humans. A ultima coisa que eu esperava era que, de todas as coisas, o primeiro RTS foi DUNE 2: The Battle for Arrakis. Eu jamais imaginei que não apenas Duna começou o RTS e ainda mais a sequencia quando o primeiro jogo era uma visual novel, então foi DU NEIDA MESMO.

Poucas coisas tem menos a ver com o jogo do que a capa japonesa, mas que ficou bonitaça, ficou

Eu estou falando isso pq o jogo de hoje é um desses casos, aqui temos o começo de um genero e meio que veio DU NEIDA também.

UÉ, MAS ESSE JOGO NÃO É APENAS UM TOP DOWN SHOOTER?

Então, sim, mas não apenas isso e é aqui que as coisas ficarão loucas. Mas vamos começar do começo...

terça-feira, 16 de maio de 2023

[#1108][Set/97] THE LOST WORLD: Jurassic Park


JURASSIC PARK para Nintendinho, JURASSIC PARK para Mega Drive, JURASSIC PARK para Super Nintendo, JURASSIC PARK para Sega CD, JURASSIC PARK INTERACTIVE para 3DO, JURASSIC PARK: Rampage Edition para Mega Drive, JURASSIC PARK 2: The Chaos Continues para Super Nintendo, THE LOST WORLD: JURASSIC PARK para PS1/Saturn. Nove. 

NOVE fucking jogos diferentes de Jurassic Park espalhados por todos os generos e consoles, de minigames a FPS, NOVE malditos jogos e NENHUM deles é bom. Sabe o que é NENHUM EM NOVE? Eu não to brincando com vocês, nove jogos e na melhor das hipoteses o que dá pra ter é "é, tá, isso é jogável". Nove.

Mas pelo amor do DNA fossilizado do mosquito completado com DNA de sapo boi azul e de alguma forma isso deu um dinossauro, o quão malditamente dificil pode ser fazer um jogo com malditos DINOCEROS numa maldita ilha? Sério, em alguns deles - JURASSIC PARK para Mega Drive e THE LOST WORLD: JURASSIC PARK para PS1/Saturn você até joga com DINÓCEROS e eles tão pavorosamente ruins! Não pode ser tão dificil assim fazer um jogo sobre essa porra, NÃO TEM COMO SER TÃO DIFICIL ASSIM!

Tá, ter a Ocean no meio explica muita coisa, vá lá... mas ainda sim, nove jogos ruins de uma franquia que você não poderia imaginar que é tão dificil assim fazer um videogame. E pq eu estou puxando esse histórico? Bem, pq agora, hoje, nesta data querida, jogaremos o DÉCIMO jogo de Jurassic Park e o último - por um bom tempo, pelo menos.

Isso pq após o estrondoso sucesso que mudou os rumos do cinema mundial em 93, Jurassic Park... meio que deu o que tinha que dar. Cada filme após esse foi sendo progressivamente pior e mesmo o segundo ainda sendo feito pelo Estevão Espielbergo, foi bem ... meh, whatever dude - como eu comentei sobre ele em THE LOST WORLD: JURASSIC PARK.

Como resultado, as pessoas foram perdendo interesse na marca e por tabela nos jogos licenciados dela, o que nos leva ao DÉCIMO jogo de JP... para o Mega Drive, lançado em 1997. Pq com a sorte que eu tenho, é claro que vamos fechar com chave de bosta e ver um jogo para um console abandonado que mesmo no seu auge já não era lá essas coisas... mas enfim, vamos ver como isso rola e por essa franquia pra descansar.

quinta-feira, 27 de abril de 2023

[#1095][Abr/97] SWAGMAN

Se tem algo que eu deixei bem claro desde o inicio desse blog, essa coisa é como eu me sinto a respeito de jogos europeus em geral:

E como o jogo de hoje é um jogo europeu, isso é tudo que vocês precisam saber sobre ele. Até a próxima, gente boa!

EI ESPERA AÍ, ESPERA... NOSSA É DIFICIL IMAGINAR QUE ALGUÉM COM TANTO PESO PODERIA CORRER TÃO RÁPIDO... MAS ESSE NÃO É UM JOGO EUROPEU QUALQUER, É UM JOGO EUROPEU DA ÚNICA DESENVOLVEDORA EUROPEIA BOA DOS ANOS 90!

E posso saber quem seriam esses fazedores de milagres que fizeram um jogo europeu genuinamente bom?

ORA, A CORE DESIGN PUBLICANDO ATRAVÉS DA EIDOS.

Hm, TOMB RAIDER é de fato um bom jogo... tá, é um puta jogo, suponho que eu possa dar uma chance para esse homem do Swag, afinal...

quarta-feira, 12 de abril de 2023

[#1085][Jul/97] MACHINE HUNTER


Uma informação que não é exatamente fácil de encontrar é quantos jogos no total foram lançados para o PS1 ao longo de toda sua vida. O número oficial da Wikipédia é 3061, embora algumas listagens cheguem até 8100 (provavelmente considerando versões diferentes e peculiaridades de censura regionais). 

Alguns nesses jogos vão figurar nas listas de favoritos, outros nas listas de piores jogos, porém se tem uma certeza que eu tenho sob este céu azul resplandecente é que entre os milhares de jogos lançados para PS1 MACHINE HUNTER não vai figurar em lista nenhuma de absolutamente ninguém dado que esse é o jogo mais esquecível já criado na face da Terra. Sério, eu já tive desafios brutais para jogar jogos nesse blog, mas poucas coisas se comparam a tentar ficar acordado jogando esse daqui pq pouta que o pareo, que jogo chato da porra!

Mas vamos começar do começo...

domingo, 19 de fevereiro de 2023

[#1050][Abr/97] MASS DESTRUCTION


Havia uma coisa, e uma coisa apenas que todos os garotos descolados queriam em 1997. Sim, exatamente, um sucessor espiritual de RETURN FIRE!!! Você sabe, o clássico atemporal do 3DO do qual ninguém jamais conseguiu esquecer?

AH É, O 3DO FOI UMA COISA QUE EXISTIU, NÉ?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

[#1040][Abr/97] HERC'S ADVENTURE


E aqui estamos nós, e não estamos sós, na review número 1040 desse blog e ainda seguimos firmes e fortes trazendo informações epipopeicas jamais sonhadas por vossas meras mentes mortais. Isso porque qualquer um que passou a oito milhas náuticas de um Super Nintendo já jogou pelo menos alguns minutos de ZOMBIES ATE MY NEIGHBORS. Não é um jogo que eu particularmente amo, mas esse não é o ponto aqui e sim que todo mundo conhece ZOMBIES ATE MY NEIGHBORS.

O que menos gente conhece, entretanto, é que ZOMBIES ATE MY NEIGHBORS tem uma continuação que apenas três pessoas lembram chamada "Ghoul Patrol". Eu não tenho exatamente certeza do pq Ghoul Patrol passou tão abaixo do radar, não é nem um caso de jogo que só saiu no Japão já que ele foi feito por uma empresa americana - a Lucas Arts.


Eu não sei realmente o motivo disso e nem vou atrás disso pq esse não é o ponto desse review e sim que agora entra o ponto mega borga turbo plus mind blender do futuro: existe uma terceira continuação de ZOMBIES ATE MY NEIGHBORS. Sim, um jogo da geração 32 bits que pega o esqueleto do jogo do Super Nintendo e extrapola com todos os recursos que um jogo em CD para PS1/Sat tinha recursos sobrando para enlouquecer a galere (mapa maior, mais quadros de animação, dublagem, etc).

Aposto que vcs não sabiam disso, hã? ZOMBIES ATE MY NEIGHBORS 3 quando a maioria das pessoas ignora que mesmo o segundo existe! E que esse jogo se chama HERC'S ADVENTURE! Sim, ZAMN 3 é o jogo do Hercules que não era o da Disney! Patchua-la!

... O EFEITO DOS SEDATIVOS DA CIRURGIA NÃO PASSOU TOTALMENTE AINDA, NÉ?

Vou ser sincero e dizer que não inteiramente. Ainda sim, vamos começar do começo...

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

[#964][Set/96] PROJECT OVERKILL


Tem uns jogos que eu jogo, aí eu olho pra ele, aí eu jogo mais um pouco, então eu olho pra ele, reflito um pouco sobre o que eu acabei de ver, reflito sobre como minha vida acabou parando nessa situação, amaldiçoo a primeira criatura devoniana que saiu do oceano para a terra firme, e então por fim olho para o jogo novamente. Após tudo isso feito, me cabe apenas bradar em alto e bom som: ESSES DESGRAÇADOS FUMARAM SABONETE PHEBO ANTES DE FAZER ESSA PORCARIA, É A ÚNICA EXPLICAÇÃO!

quinta-feira, 30 de junho de 2022

[#915][3DO] CAPTAIN QUAZAR [Fevereiro de 1996]


Meu amor, olha só hoje o "The Best of" não apareceu
É o fim da aventura do 3DO na Terra

Sim, meninos e meninas do meu Brasil baronil, esse é o último jogo de 3DO que será analisado nesse blog. 35 jogos analisados, nenhuma grande memória senão um port de STAR CONTROL 2 de PC, não se pode dizer que a jornada louca de Tip Hawkins para ganhar muitos dinheiros sem ter que dividir com as desenvolvedoras de hardware realmente deixará saudade.

Sabe, o que frequentemente se diz na internet é que o problema do 3DO foi o seu preço e isso simplesmente não é verdade. Sim, claro que um preço de lançamento de 600 dolares em 1993 era fora da realidade, mas a grande verdade é que no ponto em que o Saturn e o PS1 sairam o preço do 3DO já estava completamente normalizado, na verdade bem mais barato até.


Então o problema não era o preço realmente e sim... cara, já viu os jogos dessa coisa? Na melhor das hipoteses, em seus dias realmente bons, em seu melhor o 3DO era apenas... eh, meh. Como esse jogo que fecha a aventura 3DOtica nesse blog, por exemplo.