sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

[#1675][Mai/2001] CRAZY TAXI 2

Então, a review de hoje vai ser rápida: Crazy Taxi 2 é CRAZY TAXI. Só que dois. Now, the world don't move to the beat of just one drum, sobem os créditos, fade out. Porque, sério, o que mais que eu posso dizer?

Pra quem, por algum motivo, não sabe o que é CRAZY TAXI, eu já escrevi uma review completa sobre ele. Vai lá ler. Se eduque. Se torne uma pessoa melhor. Agora, pra quem conhece, bem… a Sega adicionou um botão de pulo pra fazer seu táxi ir full Mach 5. Agora existem corridas em que você precisa fazer múltiplas entregas em vez de apenas uma. E… sei lá, um mapa novo, eu acho? Os cenários parecem ter uma pegada mais Nova York dessa vez, enquanto o original sempre parecia com São Francisco usando um bigode falso.


Graficamente, as coisas não melhoraram de forma realmente significativa. Ainda parece CRAZY TAXI, só que levemente rearranjado. Dito isso, existem toneladas de novos pedestres pra atropelar e uma nova leva de lojas patrocinadas pra largar eles na porta, o que pelo menos é coerente com a proposta. A trilha sonora continua sendo The Offspring no talo, embora eu admita que prefira a seleção de músicas do jogo original. Eu não acho "One Fine Day" ruim, mas definitivamente não é o yayayaya do "All I Want".

Então sim, tudo é basicamente a mesma coisa de antes. E quando eu digo “a mesma coisa”, eu quero dizer a mesma coisa mesmo. Mesmo loop central, mesma estrutura, mesma filosofia de design. As adições — modo de táxi compartilhado, botão de pulo, novos minigames de puzzle — não mudam de fato a experiência, só dão uma leve remixada nela. Tá, os puzzles são novos, e pra quem gosta tem isso. Pessoalmente, eu não gostava deles antes e continuo não gostando agora. O tempo não curou essa ferida.


O problema é que Crazy Taxi 2 também não mudou em algo que a Sega tinha prometido que ia mudar: não tem os modos multiplayer que a Sega anunciado nos primeiros releases pra imprensa. Lembra disso? A Sega espera sinceramente que você não lembre. De toda forma, o jogo funciona como uma experiência arcade divertida — algo que você liga, joga por cinco minutos, sente a adrenalina subir e segue a vida. Como uma sequência de console a preço cheio, porém? A conversa muda bastante. No fim das contas, você está pagando caro por algo que parece muito mais Crazy Taxi: Versão 2.0.

E é isso. Essa é a review.
Eu coloquei muito esforço nela? Não. Não coloquei.
Mas, convenhamos, a Sega também não colocou muito esforço nessa “sequencia”.
Então estamos quites. Quid pro quo, Clarice.

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