segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

[AÇÃO GAMES 026] MONOPOLY (SNES, 1992) [#320]




Vurska vurska, meus camaradas bolsheviks! Como vocês estão? Bem, não realmente importa, afinal tudo que importa é a glória e felicidade dos políticos camarada Estado! Então hoje não é um dia glorioso para aprendermos mais sobre o maravilho mundo de dar todo dinheiro na mão dos políticos e deixar eles decidirem cada minimo aspecto sobre a sua vida bem estar social do socialismo?

Mas é claro que é, afinal hoje falaremos sobre a versão de Super Nintendo do maior bastião de dar dinheiro na mão dos politicos para eles mandarem em você socialista jamais criado! Monopoly, o nosso querido Banco Imobiliario, é claro!

Então solta o som, camarada DJ!




Nossa história começa em 1904 com uma mulher chamada Elizabeth Magie. Como era muito comum na época, Magie queria ganhar coisas grátis do trabalho dos outros tomado via violência e coerção pelo governo era comunista. Seu livro de cabeceira era "Progresso e Propriedade", do camarada Henry George. Aquele ponto da história, com efeito, Progress and Proporty era o livro americano mais vendido de todos os tempos - contando com 6 milhões de exemplares vendidos (para ter uma ideia, significava que aproximadamente 10% de todos americanos na época tinham uma cópia desse livro).

Agora, o nosso Jorjão da massa era um defensor arduo de que a terra não deveria ser tratada como propriedade e que tudo pertencesse aos políticos camarada Estado para ele distribuir conforme seus interesses pessoais fosse mais justo e comunitário. O que é um argumento muito bom e honesto, se você for parte do governo que vai ser dona de tudo ou um vagabundo que quer ganhar coisas grátis do trabalho dos outros temos que concordar.



Então lá estava Elizabeth, toda molhadinha querendo espalhar a palavra do nosso Senhor e Salvador, o camarada Estado. Mas como ela faria isso? Como ela possivelmente poderia convencer outras pessoas que o único caminho para a harmonia e paz era tomar as propriedades de todo mundo e dar na mão dos políticos camarada Estado?

Bem, foi então que Betinha teve uma iluminação. Dizem as lendas que Stalin veio a ela em um sonho e sussurrou essa ideia, mas como ela não matou 30 milhões de pessoas de fome eu acho isso pouco provavel. Seja como for, ela desenvolveu esse jogo chamado "The Landlord Game", onde haviam dois conjuntos de regras.

No primeiro, todos compartilhavam o dinheiro quando alguém adquiria uma propriedade. No segundo, era cada um por si e todos tentavam falir uns aos outros. Elizabeth esperava que isso mostrasse as pessoas que esquerdar loucamente ia matar todo mundo de fome, como sempre fez na história da humanidade sempre que foi tentado trazer felicidade e harmonia a todos os homens de boa vontade.


Não que Magie tenha inventado o jogo por si, na verdade ela fez uma adaptação do Zohn Ahl, um jogo jogado pelos indios Kiowa desde o tempo do guaraná com rolha.


Enfim, The Landlord Game se tornou imensamente popular na época ao ponto que Magie fundou uma empresa para administrar a riqueza provinda de mostrar como as pessoas não deveriam riqueza nenhuma. Tal qual nos dias de hoje, professores e estudantes e outras classes conhecidas pelo seu amor por lutar pelo direito de viver do trabalho dos outros sem ter que fazer nada útil eles mesmos se mostraram particularmente interessados pelo jogo.

Através dessa disseminação o jogo chegou ao cidadão comum, que ironicamente acabou preferindo muito mais a versão não-sossagem do jogo. Com efeito, muitas pessoas começaram a fazer suas próprias versões do jogo deixando inteiramente de lado a arte de tentar o melhor que puder matar todos de fome da esquerdagem e se dedicaram exclusivamente a versão onde o negócio era dedo no Sorte e Revés e gritaria.



Uma das pessoas que desenvolveu a sua versão do jogo sem esquerdagem foi Charles Darrow, um vendedor que havia perdido seu emprego na Depressão de 1929. Sendo um vendedor de ofício, Darrow tratou de vender o seu mod do jogo que ele havia desenvolvido com sua esposa e filho de porta em porta, até chegar as portas da Parker Brothers - uma das poucas fabricantes grandes de jogos e brinquedos que havia sobrevivido a Depressão de 29.

Darrow fez o tabuleiro na forma da sua mesa, adicionando ilustrações, cores para os "bairros" e propriedades nomeadas conforme as ruas de Atlantic City - ou seja, muito o Banco Imobiliário que nós conhecemos hoje.
 Em pouco menos de um ano a versão socialista-free do Landlord Game, batizada de Monopoly, se tornou o jogo de tabuleiro mais vendido do país, fazendo de Charles o primeiro game designer a se tornar milionário.

Um dos segredos do sucesso de Monopoly foi o seu mascote: o famoso tiozinho de bengala e chapéu.


O que é profundamente irônico com as raízes do jogo, já que esse personagem é inspirado no banqueiro J.P. Morgan - ou seja, tudo aquilo que Elizabeth Magie mais odiava

Ainda hoje, o J.P. Morgan é o maior banco dos Estados Unidos
E essa é a história de Monopolio, daí pra frente todo mundo sabe como termina: billions and billions and billions em um jogo que encontrou seu caminho por todas as casas do mundo apesar de seus blatantes problemas mecanicos para os padrões de hoje... ou de qualquer época, realmente.



Ah, e que foi feito de Elizabeth Magie? Bem, nenhuma grande tragédia está completa sem um final completamente juliocesariano. Ao ver os billions que Monopoly estava fazendo, Magie entrou na justiça
reclamando a patente do jogo afim de embolsar essa grana. Qual não foi sua surpresa ao se descobrir esfaqueada nas costas pelo grande amor da sua vida: o camarada Estado, depois de tudo que ela fez por ele, negou seu pleito e ela terminou sem ver um centavo dos milhões que Monopoly movimentou.

Como sempre acontece na história do comunismo, Elizabeth Magie achou que podia sentar em uma sala e planejar todo futuro da raça humana sozinha sendo a mente iluminada que era. Como as pessoas são mais complexas e imprevisiveis do que qualquer político, líder ou organização pode calcular, seu planejamento deu errado e as coisas sairam praticamente o contrário do que ela planejou. Não apenas a versão do seu jogo que deveria mostrar que o capitalismo é o inferno na Terra se tornou a mais popular e única conhecida do jogo, como em 1935 a Parker Brothers encerrou a disputa adquirindo os direito do Landlord Game dela pela vultuosa quantia de 500 dolares. Não 500 mil, nem 5 mil. 5 tartaruguinhas e era isso.

Ó, a ironia!

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