segunda-feira, 24 de agosto de 2026

[#1802][Set/2002] ROBOTECH: Battlecry


Nos anos 80, havia uma forma praticamente garantida de imprimir dinheiro: mechas. Bom saber que, quase meio século depois, poucas coisas mudaram. Crianças gostam de ver naves e robôs gigantes fazendo coisas legais e, mais importante, gostam de azucrinar os pais até que uma daquelas peças específicas de plástico vá parar dentro de casa. Mais uma vez, poucas coisas mudaram. Abençoado seja o capitalismo.

Apesar de terem recepções fracas na sua transmissão original, eventualmente animes como Space Battleship Yamato e posteriormente Mobile Suit Gundam provariam que havia sim muito dinheiro a ser feito em brinquedos baseadas em obras que faziam o público realmente se importar com quem estava lutando e por quê, em vez de simplesmente mostrar máquinas legais fazendo coisas legais.  Essa prática posteriormente seria weaponificada pela indústria, o que nos daria coisas como Neon Genesis Evangelion e Code Geass, ao mesmo tempo que nos empurraria merchandising suficiente para afogar gerações inteiras de otakus em plástico.

Então, como eu disse: robos gigantes são basicamente uma licença pra imprimir dinheiro, certo?
Então... não é tão fácil assim também.

domingo, 23 de agosto de 2026

[#1801][Mar/2003] ARC THE LAD: Twilight of Spirits


Então, depois de um tempo afastados das atividades normais do blog enquanto estivemos ocupados reformando este decrépito blog de uma década de idade para fazê-lo parecer um decrépito blog de 2026 — e estou sendo generoso com a parte do “nós”, já que o Jorge sequer é real — finalmente estamos de volta.

Nós estamos muito de volta!
Estamos tão de volta, na verdade, que vamos comemorar nosso retorno com o quarto título principal do que acabou se tornando uma das franquias de RPG mais genéricas e esquecíveis a sair do PlayStation original.

... É claro que esse é o jogo do nosso retorno. Você achou que eu estava brincando do quanto somos decrépitos por aqui?

sábado, 15 de agosto de 2026

[#1800][Fev/2002] JET SET RADIO FUTURE

Chegando à incrível — ou profundamente deprimente, dependendo de quanta luz do sol você considera medicamente adequada — marca da review #1800, decidi celebrar meu absoluto foco, comprometimento e pura força de vontade me presenteando com o meu tipo favorito de review. Aquele que eu tecnicamente classifico como “OS DESENVOLVEDORES DISSERAM QUE EU ESTAVA CERTO, CHUPA ESSA, MWAHAHAHA!”

Me avise se eu te perdi com o jargão técnico.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

[#1799][Nov/2003] THE HOBBIT: The Prelude to The Lord of the Rings


Como aconteceu com muitos de vocês nerds lendo isso — e ocasionais bots de IA comendo dados —, eu li O SENHOR DOS ANÉIS primeiro e só depois descobri que o nosso bom e velho Reuel aparentemente também tinha escrito outras coisas... o que atesta a maravilha da língua inglesa que ainda tenham sobrado combinações de palavras possíveis depois de Tolkien escrever um texto denso o bastante para causar dano por esmagamento, mas cá estamos.

A questão é que O SENHOR DOS ANÉIS menciona várias vezes que Bilbo, o tio de Frodo, tinha participado de uma enorme aventura muito antes de Isengard decidir que árvores estavam fora de moda. Durante essa aventura, Bilbo conheceu aquele sujeito chamado Gollum, encontrou um anel mágico que o deixava invisível e, no geral, se comportou de maneiras consideradas extremamente suspeitas pela respeitável sociedade hobbit, porque hobbits não saem em aventuras. Naturalmente. Eles têm horários de café da manhã para cumprir.

E essa história é O Hobbit.
... Bem, mais ou menos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

[#1798][Set/2002] THE LORD OF THE RINGS: The Fellowship of the Ring


Nos últimos dias, nós estivemos falando sobre uma franquia que ajudou a definir a cultura nerd devido a EGM Brasil cobrir uma série de jogos baseados em torno de um filme no qual Christopher Lee interpreta o vilão secundário. Então acho que finalmente está na hora de variar um pouco e falar sobre outra franquia que ajudou a definir a cultura nerd, através de jogos baseados em torno de um filme no qual Christopher Lee interpreta o vilão secundário.

Mas falando sério, eu não acho que preciso explicar para você o que Star Wars significa para a cultura geek. E, se eu preciso, então você provavelmente está lendo o blog errado.
E também que a Disney venceu.

A relevância cultural de Star Wars é quase impossível de medir. Durante décadas, ele foi um dos pilares centrais sustentando toda essa pequena civilização ridícula que nós construímos em torno de naves espaciais de plástico, discussões sobre governos fictícios e homens adultos ficando genuinamente irritados sobre se uma espada de laser fisicamente impossível deveria ou não ser roxa.

O meu ponto é que existem pouquíssimas franquias que podem chegar no George Lucas, dar um tapinha na cabeça dele e dizer: “Isso foi muito bonitinho, querido. Agora pegue seus brinquedos e vá brincar no cantinho, porque os adultos estão conversando”. Nem o Batman ou o Superman tem tamanho pra fazer isso.

Existe, porém, uma coisa que pode.
O Senhor dos Anéis.
É. Agora nós estamos conversando na mesa dos adultos na cultura pop.

Do fundo da gaveta