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domingo, 12 de julho de 2026

[#1772][Mar/2002] DEXTER'S LABORATORY: Mandark's Lab?

Ted Turner era um homem... único, vamos colocar assim. 

Não era exatamente fácil de lidar, teimoso como uma mula, nem sempre um modelo de ética, mas ninguém podia negar que ele tinha carisma suficiente para dominar uma sala simplesmente existindo nela ou que possuía um instinto quase sobrenatural para enxergar oportunidades que os outros descartavam como ideias idiotas.

Quando ele tinha apenas 24 anos seu pai cometeu suicídio, deixando ele no comando da empresa de publicidade de porte médio da família. Em pouco tempo, Turner transformou isso na base de um império midiático: ele expandiu para além da publicidade em outdoors, adquirindo rádios, emissoras de televisão e, eventualmente, canais de TV a cabo. O que tornava Turner notável não era apenas sua disposição para assumir riscos — era sua recusa em aceitar o senso comum. Se todos lhe diziam que uma ideia era impossível, isso geralmente era todo o incentivo de que ele precisava.

Essa atitude se tornou famosa em 1979, quando ele propôs algo que soava ridículo na época: um canal de televisão transmitindo notícias 24 horas por dia. A TV a cabo ainda estava engatinhando e as pessoas ainda estavam se adaptando com noção que a TV paga não precisava imitar as emissoras abertas. Canais especializados inteiramente dedicados a esportes ou filmes estavam lentamente se tornando ideias aceitáveis, mas um canal que mostrasse apenas notícias... agora isso era uma ideia idiota.

Quer dizer, eles iam fazer o que? Pegar o jornal das 8 e esticar ele por um dia inteiro?

quinta-feira, 14 de maio de 2026

[#1735][Jul/2001] FLOIGAN BROS. EPISODE 1

Okay, essa vai ser uma das estranhas. A melhor descrição que eu consigo dar para Floigan Bros. é… você lembra de PAC-MAN 2: The New Adventures? Claro que não lembra. Ninguém lembra. Mas  Pepperidge Farm lembra! …na verdade, não, ninguém lembra do Pepperidge Farm também. Meu Deus, eu não sei mais como me comunicar com seres humanos modernos. Eu vou morrer sozinho mesmo.

Mas onde eu estava? Ah, sim, PAC-MAN 2: The New Adventures. Aquele jogo era basicamente um point-and-click onde você também precisava administrar o humor do Pac-Man para ele colaborar com os seus comandos ao invés de agir como uma criança birrenta e passivo-agressiva. Okay, tudo bem, eu suponho que uma comparação com A Boy and His Blob também não seja totalmente absurda, mas a minha é muito mais precisa e ainda me permite sentir intelectualmente superior por citar jogos obscuros dos quais ninguém lembra ou se importa. O que, mais uma vez, explica bastante a parte do “vou morrer sozinho”.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

[#1644][Nov/2000] CHICKEN RUN


Eu costumo avaliar uma obra de arte com base em um de dois critérios: intenção ou execução. Ou seja, o que impressiona é algo que realmente significa algo em um nível artístico, ou então algo cuja simples existência parece um pequeno milagre. Veja, por exemplo, uma das minhas músicas favoritas: Through the Fire and Flames, do DragonForce. Não é uma meditação profunda sobre os cantos sombrios da alma humana, nem aspira a fazer uma grande declaração filosófica. Seu valor não está na profundidade temática — está na pura performance. Aqueles riffs de guitarra são inumanos. Quem já jogou Guitar Hero III sabe exatamente do que estou falando. A música é impressionante porque parece impossível, e ainda assim lá está, executada com perfeição.

Claro, quando algo consegue ser um feito técnico E carregar uma genuína intenção artística, é ainda melhor. Esse é o Santo Graal. Mas não é um requisito que imponho a cada obra de arte que consumo. Sou perfeitamente capaz de apreciar algo puramente pelo nível absurdo de habilidade, disciplina e coordenação necessário para realizá-lo.

... o que me faz ponderar que — isso vai soar estranho para algumas pessoas — eu realmente considero a luta livre profissional uma forma de arte. Quer dizer, um cidadão de 150 quilos de músculos pulando do topo de uma jaula de aço sobre outra pessoa, e ninguém se machuca no processo? É uma façanha de performance absurda. É coreografia, timing, confiança e narrativa física levada a extremos cartunescos. Mas divago.


O objetivo deste pequeno desvio filosófico é explicar por que eu sou profundamente tendencioso a favor da animação em stop-motion. Porque, sério, essa coisa é insanamente difícil de fazer. Pense por um momento. Primeiro, você precisa construir um diorama inteiro — o que já é dificil pra caceta. Depois, você tira uma foto. Em seguida, ajusta levemente a posição de cada objeto, personagem ou membro relevante para simular movimento e fluidez. Aí você tira outra foto. E faz de novo. E de novo. E de novo. Vinte e quatro vezes por segundo de filme (um pouco mais ou um pouco menos dependento das sua escolha estética). Por minuto, isso é uma quantidade obscena de trabalho microscópico, paciência e precisão. É quase masoquista.

Só por esse motivo, o stop-motion já tem o meu respeito. Não há atalhos, nem correções digitais capazes de fazer o trabalho pesado por você. Cada quadro existe porque alguém o fez existir fisicamente. E quando você acrescenta a isso o melhor do humor britânico — seco, afiado e com timing perfeito — você acaba com algo genuinamente especial.

O que, neste caso, é o que chamamos de "Fuga das Galinhas".

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

[#1638][Dez/2000] MARIO PARTY 3


Então. Mario Party. Três. La fiesta de Mario. A festa do Mario. Mario das Fest. Aqui estamos na terceira edição da série que definiu o gênero de party game—mas então, quando foi que a Nintendo tocou em alguma coisa sem definir como se faz um gênero? 

Mario Party 3 é frequentemente apontado como um dos melhores títulos da franquia. E, embora eu sempre seja um pouco cético em relação a qualquer ranking feito por alguém que maratonou mais de vinte jogos do Mario Party de uma vez—nesse ponto, seu cérebro já virou purê de mandioca—eu admito que a reputação não surgiu do nada. Então, Mario Party 3, a última festa no Nintendo 64, é realmente a joia da coroa do Mario Party clássico?

Sim. Absolutamente.
Mas por um motivo bastante incomum.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

[#1617][Nov/2000] CRASH BASH

Crash Bash é um daqueles jogos. AQUELES jogos, sabe? Bom… provavelmente ainda não, mas me permita explicar sobre que tipo de jogos estou falando.

Existem alguns títulos que você percebe imediatamente quem realmente jogou a coisa e quem está apenas papagaiando qualquer bobagem que ouviu na internet. Pegue WILD ARMS, por exemplo. Se alguém declarar que é um "RPG de tema de faroeste", parabéns— você pegou um impostor com a mão na massa. Porque, apesar do título e de uma música do mundo aberto que realmente parece composta pelo Ennio Morricone, Wild Arms contém aproximadamente zero, nada, niente de elementos western. É um mundo de fantasia medieval padrão com reinos, castelos, princesas e essas porra tudo, e um bem genérico nisso.

Ou então CONKER'S BAD FUR DAY. Se alguém afirmar que a girassol peituda é a coisa mais chocante do jogo, essa pessoa não jogou coisa nenhuma. Porque a girassol não pega nem top dez da lista de "Como diabos isso foi lançado num console da Nintendo?". Aquele jogo escala de um jeito que os censores da ESRB ainda acordam gritando a noite até os dias de hoje.

E agora que estamos todos na mesma página sobre AQUELES jogos, me permita dizer o seguinte: Crash Bash é absoluta e inequivocamente um DAQUELES jogos. Porque no momento em que alguém te diz que Crash Bash é "MARIO PARTY do PS1", pronto, pego na mentira. Essa pessoa ou nunca jogou Crash Bash, ou nunca jogou MARIO PARTY… ou, o mais provável, nenhum dos dois. Crash Bash não é o "MARIO PARTY do PS1" — nem de perto. Crash Bash é mais o "A Naughty Dog pegou o chapéu e disse 'Pessoal, a gente tá meio de saco cheio do Crash, vamos fazer outra coisa da vida agora' e a Sony disse 'Legal, mas a gente vai continuar ordenhando essa vaca mesmo assim'" do PS1.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

[#1605][Jun/1999] INCREDIBLE CRISIS


Jorge! Daipinchi! Estamos em uma crise!

[AH NÃO. VOCÊ JÁ FEZ ESSA PIADA NÃO UMA, MAS DUAS VEZES COM DINO CRISIS E DINO CRISIS 2. NÃO FOI ENGRAÇADO DA PRIMEIRA VEZ, NÃO FICOU MAIS ENGRAÇADO NA SEGUNDA E ACHO QUE ATÉ VOCÊ CONSEGUE VER UM PADRÃO AQUI]

Não, é sério! Esta não é uma crise qualquer. Não é nem uma crise do tipo "tranquei meu carro com as chaves dentro" ou "o leite venceu ontem e eu bebi msmo assim".
Não, meu amigo. Estamos em uma… CRISE INCRÍVEL!

[... MEU ÚNICO ALÍVIO É QUE EU VOU TER 3 ANOS INTEIROS DE DESCANSO ANTES QUE ELE FAÇA ESSA MESMA PIADA DE NOVO EM DINO CRISIS 3...]

Veremos a respeito disso, Jorge. Veremos a respeito disso...

Mas o que veremos hoje é uma relíquia realmente bizarra da era do PS1 — o tipo de jogo que normalmente nunca sai traduzido no ocidente. Só que esse, de alguma forma, chegou às praias americanas, provavelmente por causa de um naufrágio e uma matilha de golfinhos super instruídos que decidiram traduzir esse jogo... tá, essa piada não está indo a lugar nenhum. Vamos adiante.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

[#1596][Nov/2000] SONIC SHUFFLE

Aqui neste blog, temos orgulho de nossas resenhas autênticas, profundamente refletidas e bem pesquisadas. Mais do que isso, nós—

[QUEM É ESSE “NÓS” QUE VOCÊ SE REFERE? EU SOU SÓ UM FIGMENTO DA SUA IMAGINAÇÃO DEPRIMIDA. SE HOUVESSE MAIS ALGUÉM ENVOLVIDO NESSA PALHAÇADA, O NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS SERIA MAIOR QUE O DE LEITORES.]

Você é real pra mim, Jorge, não importa o que os psiquiatras digam. Mas onde eu estava? Ah, certo. Eu ia dizer que nós não fazemos senso comum aqui. Nós não simplesmente soltamos opiniões clichê e damos o dia por encerrado. Não, não, não. Isso nós absolutamente não fazemos.

Por exemplo, o modo fácil e de nível normie de analisar Sonic Shuffle é declarar que “Sonic Shuffle é o MARIO PARTY da Sega, mas com o Borrão Azul.” Essa é a opinião padrão. 

Mas aqui? Aqui nós cavamos mais fundo. Aqui nós mergulhamos de cabeça na toca do coelho e eu posso orgulhosamente anunciar que Sonic Shuffle não é meramente “MARIO PARTY da Sega”. Ah, não.

Sonic Shuffle é o Mario Party da Sega… COM CARTAS.
AHA! Plot twist!

E é por isso, caro leitor, que estamos aqui. Porque qualquer um pode te dizer que Sonic Shuffle é só um concorrente querendo ser o MARIO PARTY. Mas só aqui nós fazemos as perguntas de verdade: Por que cartas? Por que os tempos de loading? Por que os minigames que parecem ter escapado de uma inicial de de programação? E o mais importante: Por que o Jorge não para de me perturbar em vez de pagar aluguel?

Talvez nunca saibamos. Mas nós vamos falar sobre Sonic Shuffle. Em detalhes excruciantes. Porque alguém tem que fazer.

quinta-feira, 26 de junho de 2025

[#1497][Dez/1999] MARIO ARTIST


Então, a review de hoje vai ser um pouco diferente. Por quê? Porque Mario Artist não é exatamente um "jogo" no sentido tradicional — é mais um conjunto bizarro de quatro aplicativos criativos para o Nintendo 64: Paint Studio, Talent Studio, Polygon Studio e o sempre tão social Communication Kit.

A boa notícia é que é surpreendentemente fácil de entender. Imagine o MARIO PAINT do SNES — só que cheio de hormônios experimentais, equipado com uma ferramenta de modelagem 3D, captura de movimento e recursos online tão estáveis ​​quanto era possível em 1999.

A má notícia é que... Bem, não tem muito o que dizer sobre a jogabilidade. Quer dizer, vamos lá — eu posso ser o melhor crítico da história da internet, mas mesmo eu só consigo falar poeticamente sobre o que é essencialmente a versão do Nintendo 64 do Paint misturado com uma versão primaria do Windows Movie Maker, um mail do UOL, alguns recursos do Audacity e até um desenvolvedor de jogos rudimentar. Há um limite para a quantidade de software criativo disfarçado de jogo que um mortal consegue suportar.


Então, em vez de te entediar até a morte descrevendo como desenhar triângulos 3D com o rosto do Mario, farei algo muito mais interessante: vou te levar em uma viagem pela saga caótica e esquecida do Nintendo 64DD — o hardware onde toda essa loucura aconteceu. Um experimento ousado, um artefato amaldiçoado, uma história de terror tecnológico sussurrada em voz baixa por historiadores de jogos. Um sistema tão obscuro e decepcionante que falhou silenciosamente antes que a maioria das pessoas sequer soubesse que existia.

Sim, caro leitor, hoje mergulhamos na história de um dos maiores erros da Nintendo — junto com o Virtual Boy e a... o que quer que tenha sido o Wii U. Apertem os cintos. É aqui que os sonhos morrem — em um disquete magnético.

sábado, 1 de março de 2025

[#1413][Jul/1999] THE MISADVENTURES OF TRON BONNE

Então, a Capcom. 

Suponho que a esse ponto você já tenha pego a ideia que se não estamos falando de uma IP nova, muito provavelmente então vamos falar sobre eles espremendo alguma franquia até o último centavo e as pessoas terem brotoeja só de pensar no nome.  Se foi isso que pensou, então está certo porque é exatamente o que vamos fazer aqui hoje.

Isso sendo dito, o ponto aqui é que mesmo para os padrões da Capcom, As Desventuras de Tron Bonne é um jogo especialmente esquisito. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

[#1404][Dez/1999] MARIO PARTY 2

Mario Party 2 é MARIO PARTY... só que 2. Sim, eu sei, eu sou um Xerox Rolmes, mas o que exatamente vocês esperam que eu diga? Lançado apenas um ano após o primeiro, essa sequência veio confirmar o óbvio: Mario Party estava destinado a se tornar uma franquia que continuaria por toda a eternidade. Já estamos no 15º jogo (Super Mario Party Jamboree é a entrada mais atuallançada em 2024), e eu já aceito que minha tataraneta jogará Mario Party 47 no holograma do Nintendo Switch 12.

Mas voltando a Mario Party 2, a Hudson Soft pegou o primeiro jogo, deu uma nova mão de tinta e, satisfeita com o trabalho, se deu um tapinha nas costas e suspirou aliviada por garantir mais um ano de comida na mesa sem precisar lançar Bomberman Kart. (Aliás, tenho quase certeza de que Bomberman Kart existe ou existirá em algum ponto, mas divago.)

terça-feira, 12 de novembro de 2024

[#1347][Ago/92] HUGO


De todos os mil trezentos e quarenta e sete jogos já resenhados nesse blog, hoje é dia de falar possivelmente do mais estranho, bizarro e anomalo de todos eles. Um jogo tão diferente que faria o próprio diabo em pessoa ter medo

HÃ, NÃO ESTOU VENDO O QUE TEM DE TÃO ABERRANTE NESSE JOGO, SE ALGUMA COISA  PARECE É EXAGERADAMENTE SIMPLÓRIO...

E é simples. Possivelmente o jogo mais simples que eu já joguei em toda história desse blog. Porém nõa é o seu gameplay que o torna uma anomalia e sim que... eu não sei como dizer isso... esse foi um jogo de Amiga que eu genuinamente quis jogar quando era criança.

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

[#1323][Out/98] RUGRATS: Search for Reptar

Em 1987, o produtor britanico Allan McKeown teve a ideia de trazer o formato de programas de esquetes humoristicas bem popular na terra da rainha para os US and A - você sabe, shows como Monthy Python e Mr. Bean, coisas assim só que na televisão americana. E para aproveitar e matar dois coelhos com uma caixa d'água só, ele ainda aproveitou para usar sua esposa que era comediante para isso. Nasceu assim o Tracey Ullman Show, um programa protagonizado pela comediante do título que era uma coleção de esquetes, o tal formato popular na televisão inglesa.

HÃ, OI? O QUE É QUE ISSO TEM HAVER COM O JOGO DE HOJE? COMO UM PROGRAMA DE ESQUETES DOS ANOS 80 SE RELACIONA COM RUGRATS?

Calma, Jorge-san, calma, a gente chega lá. Então, além das esquetes protagonizadas pela própria Tracey Ullman, tambem passavam esquetes na forma de curtas de animação. A ideia era fazer uma versão animada das tirinhas "Life in Hell", do cartunista Matt Groening e que estavam bem populares na época.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

[#1301][Dez/98] MARIO PARTY

Em 1998, John Nintendo - dono das indústrias Nintendo - estava contando seu Nintendomoney recebeu uma ligação estranha da sua secretária: havia uns caras que queriam ve-lo. Isso não era a parte estranha, a presença de John Nintendo era requisitada quase o tempo todo, o que era estranho era quem queria ve-lo: os caras da Hudson.

QUEM?

Foi exatamente o que John Nintendo se perguntou, Jorge. Aí ele lembrou de quem eram, os caras que faziam os jogos de BOMBERMAN e mais especificamente ainda, no ano de 1998 tinham lançado quatro jogos no intervalo de menos de um ano: BOMBERMAN 64BOMBERMAN WORLDBOMBERMAN HERO e BOMBERMAN WARS. Ou seja, pra lançar um jogo a cada três meses mais ou menos os caras já não sabiam o que era dormir fazia muito tempo.

Tutorial de como fazer uma festa, 1998 style

Por isso não foi com surpresa que John Nintendo recebeu um bando de caras desgrenhados, com olheiras profundas e cheiro de café molhado em sua sala. Ainda sim a Nintendo tinha uma boa relação com a Hudson e eles não podiam se dar ao luxo de espantar mais desenvolvedores - dado a escassez de lançamentos para o Nintendo 64. Assim sendo, John Nintendo decidiu ouvir qual era, afinal, a proposta dos caras.

Ao que um homem de olhas maníaco de ser mais café com energético a esse ponto, barba por fazer a tres semanas e hálito de quem vive de pizza a quatro semanas, disse em uma voz rouca e gutural: "FESTA DURO".

Confuso, John Nintendo perguntou sem entender o que ele tinha ouvido: "Festa... duro?", ao que o homem desmazelado confirmou sem piscar: "FESTA. DURO." E assim nasceu o jogo de hoje.

sábado, 6 de janeiro de 2024

[#1214][Fev/98] IWATOBI PENGUIN ROCKY X HOPPER 2: Tantei Monogatari


Um fato curioso que eu aprendi nesse blog em todos esses anos é que a Ação Games não curte muito fuxicar em jogos japoneses que ninguém jamais vai considerar lançar em outro idioma que não o nihongo (salvo raras exceções, muito raramente eles metem um KAMEN RIDER SD: SHUTSUGEKI!! RIDER MACHINE da vida). Enquanto isso, já a Gamers e a Super Game Power não tem a menor vergonha em ir no balaião de descontos da Liberdade em São Paulo e catar cada perola que minha nossa senhora do henshin molhado...

Não é tão raro assim eles meterem o louco e fazerem matéria de RPGs em japonês que jamais seriam lançados por aqui (como FRONT MISSION 2 ou SHINING FORCE 3: Scenario 2 - Target: Child of God) - ou que seriam lançados/fã traduzidos apenas decadas e decadas depois. Porém isso é o de menos, porque tem dias que eles se puxam para tirar do fundo do baú uns jogos realmente REALMENTE obscuros, tipo um NOON: New Type Action Game da vida.

E o jogo de hoje é um dos mais obscuros de todos eles.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

[#1137][Dez/95] TIMON AND PUMBAA'S JUNGLE GAMES


A antiga formula Disney de fazer animações incluia um elemento tão recorrente, mas tão recorrente que você via ele em obras abissalmente diferentes desde Mulan até O Corcunda de Notre Dame. Esse elemento é o sidekick (frequentemente irritante) com piadocas que as crianças amam pq eles são coloridos ou fazem sons de peido, e os adultos só gostam deles porque são dublados por pessoas como Robin Williams e Eddie Murphy. Você sabe como é, os Minions não inventaram isso.

E no caso de THE LION KING, o maior sucesso de uma animação na decada, os sidekicks engraçadalhos viriam a ser Timão e Pumba, obviamente. Por isso quando chegou a hora de ordenhar essa franquia como se não houvesse amanhã, a Disney teve uma ideia diferente. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

[#1032][Nov/96] VS COLLECTION


O fim da vida normalmente não é uma visão muito bonita. E por isso eu não quero dizer morrer lutando contra hordas de esquilos-licantropos-zumbis em chamas com uma metralhadora embaixo de cada braço, não é esse fim da vida que eu me refiro e sim natural da vida. Vc sabe, velhice, senilidade, incontinencia urinária, todos os sinais claros que o seu corpo já dobrou o cabo da boa esperança e vc tá só fazendo hora extra nesse mundo. É definitivamente uma visão triste.

E o mesmo vale para os videogames. Parece que foi ontem que o Super Nintendo era cheio de vida e energia, era um sonho, era o ápice da tecnologia. E agora, a esse ponto de 1997, olha ao que ele se reduziu. Essa figura triste que precisa usar fralda geriatrica e não tá só fazendo hora nesse mundo

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

[#990][Set/82] MR. DO!

Eles querem me enlouquecer.

Eles. Querem. Me. Enlouquecer.

ELES!!! QUEREM!!! ME!!! ENLOUQUECER!!!

Pronto, tá feita a review de hoje. Sem mais.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

[#972][Mar/96] KIRBY SUPER STAR


Nossa história de hoje começa com um dos nomes mais proeminentes e relevantes da industria dos videogames: Masahiro Sakurai.

O FAMOSO... QUEM?

terça-feira, 30 de agosto de 2022

[#962][Set/96] MUPPET TREASURE ISLAND


Agora "The Muppets" é um caso curioso na minha vida: embora o programa nunca tenha passado em TV aberta, ainda sim é algo pelo qual eu tenho bastante carinho. Em primeiro lugar, eu conheci os Muppets pelo desenho animado spin-off "The Muppet Babies" que era uma versão dos personagens como bebês (o que era uma moda na época, vide Tom e Jerry Kids ou O Pequeno Scooby-Doo). Durante muitos anos eu nunca soube que Muppet Babies era um spin-off de outro programa, pra vc ver como a informação funcionava naquela época...

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

[#940][#941] MICROSOFT RETURN OF ARCADE e NAMCO MUSEUM VOL. 1


Talvez seja uma grande coincidencia, talvez seja uma teoria da conspiração regida pelos homens-lagarto thessalianos que levarão ao fim da vida como a conhecemos (peguem uma senha, bros, a lista de espera de candidatos para isso é longa), talvez seja uma daquelas modinhas que "vc tinha que estar lá para entender", eu não sei. O que eu sei é que em setembro de 1996 duas empresas tiveram a mesma ideia de lançar uma coleção de joguinhos MUITO antigos de Arcade: a Namco e a Microsoft.

Eu não sou o maior fã do mundo de cobrar preço cheio por algo que em 1996 já era apenas uma coleção de minigames que vc joga em 5 mminutos, mas hey, parece que tinha um publico pra isso já que essa é a segunda coleção de minigames que a Microsoft estava lançando (a primeira se chamava apenas "Microsoft Arcade", por isso essa é o "Return of Arcade"), então o que eu sei realmente?

Seja como for, como eu não estou afim de fazer uma introdução pra duas coisas que são essencialmente a mesma eu juntei as duas coletaneas em um post só pq o que importa aqui são os joguinhos... que alias se repetem nos dois pacotes just because. Isso sendo dito, vamos aos trabalhos então!