Suponho que não precise te explicar sobre Batman: The Animated Series. Não só porque eu já fiz isso (e você pode ler sobre isso clicando nesse hiperlink azul, acredite que eu não coloco links só pelo feng shui do site), mas também porque este é um dos desenhos animados mais famosos, celebrados e elogiados que já se desenho animaram nos anos 90. Se você não conhece essa série, você esta no blog errado.
Dito isso, o que eu quero falar é sobre o que veio depois. Porque sim — houve um depois.
A Batman: The Animated Series original foi ao ar na Fox Kids de 1992 a 1995, e algo interessante aconteceu mais ou menos na época em que sua exibição original terminou. Em 1995, a Warner Bros. lançou seu próprio bloco de programação infantil na sua rede de TV: a Kids' WB. Estreou em setembro daquele ano e foi projetada para sugar atenção do público da Fox Kids e do One Saturday Morning da Disney, catando pequenos humanos por todo o país como se fossem Pokémon. E se tinha uma coisa que a Warner Bros. tinha pronta para essa briga, era um catálogo.
Na verdade, a Warner tinha tanto catálogo que já o usava no seu próprio canal de desenhos — a Cartoon Network. Então, por que criar um bloco de animação em outro canal em vez de investir mais no canal de desenhos que já tinham? Essa é uma excelente pergunta para a qual eu jamais terei uma resposta. Estratégia corporativa é uma besta misteriosa. Mas o que eu sei é que a Kids' WB agora precisava de super-heróis reconhecíveis da Warner.
Superman: The Animated Series foi uma escolha óbvia e muito forte. Mas por que ter apenas um dos maiores super-heróis do mundo quando você pode ter dois?
[ENTÃO ELES FINALMENTE DECIDIRAM FAZER UMA SÉRIE SOBRE SUA TERCEIRA MAIOR HEROÍNA?]
O quê, você quer dizer a Mulher-Maravilha? Não seja ridículo, Jorge. Isso são os anos 90. Eles nunca fariam um desenho da Mulher-Maravilha.
O que, aliás, eles também não fizeram nos anos 2000.
Nem nos anos 2010.
Nem nos anos 2020.
Eu estou começando a perceber um padrão aqui.
Quer dizer, a porcaria do Kite Man ganhou uma série animada antes da Mulher-Maravilha. O Doutor Fósforo foi protagonista de uma série animada antes da Mulher-Maravilha. DOUTOR FÓSFORO, maluco! A esse ponto, eu sinceramente espero Condiment King Apresenta: The Mustard Cut antes da Diana ganhar sua própria série nesse ritmo. Para alguém que é supostamente parte da Trindade da DC, a Mulher-Maravilha passa uma quantidade estranha de tempo esperando do lado de fora do estúdio brigando com a catraca pra passar a ID dela. Mas divago.
Então não, eles não deram sinal verde para um desenho da Mulher-Maravilha. Em vez disso, a Warner Bros. fez a coisa óbvia: chamaram Bruce Timm e pediram mais Batman. Porque o dia em que a Warner Bros. ficar sem animação do Batman é o dia em que o Sol se expandiu em uma gigante vermelha e engoliu a Terra. Seja como for, Bruce Timm voltou, mas Eric Radomski não, e vários membros da equipe de produção original da Fox também seguiram em frente. Dois anos após o fim de Batman: The Animated Series, Batman retornou em uma série de continuação com o título audaciosamente imaginativo de The New Batman Adventures.
Então vamos dar uma olhada mais de perto no que exatamente mudou quando Batman voltou com angulos mais duros, cores mais estouradas e vilões redesenhados… e absolutamente nenhum desenho da Mulher-Maravilha à vista. Porque sério, Warner Bros.
Então, The New Batman Adventures. E a primeira pergunta a ser feita aqui é: e aí, o que mudou?
Bem, certamente não a abertura. Essa permaneceu exatamente igual. Em parte por causa do reconhecimento da marca, mas também porque aberturas bem animadas são caras, e ninguém joga fora animação perfeitamente boa a menos que seja absolutamente necessário. Então a intro clássica permaneceu intocada.
Não, o que realmente mudou foi o design. The New Batman Adventures redesenhou a maioria dos personagens de Batman: The Animated Series para serem mais angulares, simplificados e amigáveis à animação, alinhando o show visualmente com Superman: The Animated Series. Leia-se: mais barato de animar na TV. Por exemplo, Batman trocou para um traje preto-e-cinza mais simples e perdeu o oval amarelo no emblema do peito, dando a ele uma silhueta mais fria no geral. Sua capa também se tornou mais simples e de formato mais gráfico, o que a tornava mais fácil de animar, mas menos teatral em movimento. O Coringa recebeu o redesign mais controverso: sem lábios vermelhos, olhos pretos sólidos e uma mandíbula mais angular. Gotham City também mudou. A silhueta noturna retrô-futurista Art Déco que definiu Batman: The Animated Series deu lugar a algo de cores mais chapadas, mais plano e mais padronizada, frequentemente apresentando aquele infame céu vermelho que faz Gotham parecer que existe dentro de um pôr do sol permanente patrocinado pela poluição industrial (o que, alias, faz bem mais sentido no futuro distópico de BATMAN BEYOND).
Mais uma vez: formas mais simples, menos gradientes, passes de animação mais limpos.
Mais uma vez: mais barato.
E porque fãs de animação são, bem... fãs de animação, muitas pessoas imediatamente descartaram o show como um downgrade preguiçoso baseado apenas na estética. E sim, houve claramente uma mudança no pipeline de produção entre a era Fox e a era WB. Mas tá, deixando isso de lado, o que as pessoas lembram com mais carinho em Batman: The Animated Series não são as gárgulas — é o roteiro.
Então a verdadeira pergunta é: o roteiro ainda é bom?
Para responder a isso, gostaria de citar um grande pensador de nossos tempos, Gennaro Gattuso:
A maior mudança aqui é o próprio Batman. Esta versão do Batman é notavelmente menos completa como personagem. Ele se inclina mais para o arquétipo do detetive rabugento, menos humanizado e as vezes até meio babaca. Bruce Wayne aqui passa menos tempo sendo a figura trágica e assombrada que vimos nas temporadas anteriores, mas tem um motivo pra isso: ele não está mais sozinho.
Agora ele tem sua Bat família completa ao seu redor quase constantemente. Batgirl e Tim Drake (como Robin) não são mais coadjuvantes ocasionais — eles são basicamente coprotagonistas. Asa Noturna aparece periodicamente como o Ikki de Fênix do time para lembrar a todos que ele morava aqui antes. Isso sozinho muda o tom drasticamente.
Não apenas papeis narrativos que cabiam apenas ao Batman, agora foram redistribuidos para outros personagens, mas isso e também pq Bruce tem menos tempo para ficar na caverna remoendo seu trauma quando tem um pré-adolescente e uma vigilante universitária correndo pela bat-caverna mexendo seus computadores de crime caros. O que, agora que penso nisso, parece muito mais saudável para ele psicologicamente. Não necessariamente mais interessante dramaticamente, no entanto.
O que é interessante é algo que o próprio Bruce Timm explicou vez sobre a transição de produção. Durante os anos da Fox, cada passagem de storyboard gerava literalmente páginas de restrições sobre o que o show não podia fazer. Na WB, essas restrições caíram para algumas linhas, quando tanto. De repente, a equipe criativa tinha mais espaço para respirar — menos microgerenciamento da rede, menos limitações de conteúdo, menos restrições de tom.
E às vezes o show realmente mostra isso.
Por exemplo, vc certamente já viu rolando pela internet aquela cena infame em que a Arlequina aparece de lingerie e pergunta se o Coringa quer "dar uma acelerada na sua Harley — vrum vrum". Essa piada absolutamente não pertencia à era Fox. Não existe universo em que a Fox Kids teria aprovado essa fala sem desencadear pelo menos três reuniões de emergência e uma ligação preocupada de um grupo de defesa dos pais.
Ou pegue o episódio em que a Baby Doll tem um relacionamento com o Killer Croc e vão full Bonnie and Clyde na vida de crime. Em dado momento, a Batgirl faz a mesma pergunta que todos nós estavamos nos fazendo o episódio inteiro:
Como exatamente um homem lagarto do esgoto de três metros de altura e uma mulher de trinta e poucos anos presa em um corpo de criança… como eles fazem para... você sabe...?
É.
Essa é certamente uma pergunta.
Essa é certamente… uma pergunta.
Mas falando sério, alguns episódios de The New Batman Adventures não estão apenas no mesmo nível de Batman: The Animated Series, mas estão entre as melhores histórias do Batman já produzidas em animação. Episódios como "Growing Pains", "Legends of the Dark Knight" e especialmente "Mad Love" são tão fortes quanto as pessoas lembram que a série original era em seu auge.
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| Sim, realmente eles fizeram um trecho do Cavaleiro das Trevas nessa temporada, com direito ao traço do Frank Miller e tudo |
O problema não são os picos.
O problema é a média.
Considerado como um todo, o show frequentemente parece menos uma continuação que foi feita pq alguém teve uma visão criativa e mais algo que existe porque uma planilha de algum executivo em algum lugar disse que Batman ainda estava testando extremamente bem com crianças de 6 a 14 anos. E essa diferença de motivação aparece nas prioridades da narrativa.
Minha maior questão geral é a mudança estrutural em relação ao formato de "minifilme" da série original. Os episódios de BTAS frequentemente pareciam pequenos dramas de 20 minutos construídos em torno da psicologia do personagem em primeiro lugar e da ação em segundo. Em TNBA, o equilíbrio pende para o outro lado. Há muito mais ação e, como a duração não mudou, isso significou menos espaço para um desenvolvimento de personagem mais lento. Muita da narrativa sutil e madura que definiu as temporadas anteriores fica espremida para fora — como por exemplo que um dos episódios iniciais seja justamente sobre o Mr. Freeze, um personagem tão bom em BTAS que alterou o canone dele, mas aqui ele é retratado de forma incrivelmente rasa e maligna pelo prazer de ser maligna. Abrir com essa comparação não fez nenhum favor a TNBA, isso com certeza
Não que o show não seja divertido de assistir como um todo, é bastante bom até.
Mas é bom no sentido "vilão excêntrico faz algo ruim, heróis o impedem" — e muitas vezes os próprios gimmicks não são especialmente inventivos. Este é, na verdade, o mesmo problema que eu tive com BATMAN BEYOND: episódios divertidos, algumas cenas bem pensadas, mas menos histórias construídas em torno de tensão emocional em vez de mecânicas de enredo.
Até os episódios que eu gosto sofrem com isso. Veja "Over the Edge", que é essencialmente um bom cenário de "e se o Comissário Gordon se voltasse contra o Batman?" É uma premissa fantástica. Verdadeiramente forte. Mas o episódio passa tempo demais correndo entre beats de ação e tempo de menos explorando a fratura pessoal entre Gordon e Batman que deveria carregar a história emocionalmente. É memorável pelo que acontece nele, não por como esses eventos são construídos dramaticamente. Muito do episódio acaba funcionando como tecido conjuntivo entre cenas de ação em vez de cenas de personagem.
São boas cenas de ação, não me entenda errado, mas compare isso com o episódio "I Am the Night" da série original. Nesse episódio, Gordon é baleado e quase morre, e Batman começa a questionar se sua presença em Gotham está piorando as coisas. O centro emocional da história é o relacionamento entre os dois — a confiança, a culpa, a responsabilidade. Você pode sentir a diferença em quanto espaço o roteiro dá às dinâmicas dos personagens em vez do espetáculo de ação. E essa diferença é exatamente o que define a mudança tonal entre os dois shows.
Então não, The New Batman Adventures não é ruim de forma alguma e também influenciou uma boa dose do que mais tarde se tornou o cânone aceito da DC. O relacionamento entre Arlequina e Hera Venenosa, por exemplo, é muito mais fortemente implícito aqui do que nunca foi durante a era Fox, e essa interpretação eventualmente se tornou padrão nos quadrinhos, animações e jogos. Mas ainda assim… parece um downgrade. Fato que ser um downgrade de uma das maiores séries animadas já produzidas ainda deixa você em um lugar muito respeitável. Mas é a diferença entre "lendário" e "meramente" excelente, e TNBA está sob a sombra do lendário.
E agora que você tem uma boa noção de The New Batman Adventures, podemos finalmente falar sobre o jogo baseado nesse show: Batman: Vingança. E logo de cara já posso te dizer que tiramos o palitinho curto aqui, porque o jogo segue a era visual mais barata do Batman, em vez da deslumbrante e pós-moderna Art Déco nightmare de Batman: The Animated Series. Eu teria adorado ver aquela versão de Gotham renderizada no PlayStation 2.
Dito isso, os designs de personagens simplificados na verdade se traduzem razoavelmente bem no hardware de início de sexta geração. Os resultados não são visualmente impressionantes nem para os padrões de 2001, mas são fiéis à aparência do show, e o retorno do elenco de voz original — incluindo Kevin Conroy como Batman e Mark Hamill como Coringa — faz muito do trabalho pesado pela atmosfera.
Enfim, quando você começa o jogo, você tem um tutorial na Batcaverna — e o que o jogo apresenta aqui é realmente surpreendente. A maneira mais simples de descrever é esta: parece um protótipo de PlayStation 2 do que viria a ser a fórmula Arkham Asylum. Quer dizer, no papel ele tem muitos dos ingredientes certos. É um jogo de ação e aventura em terceira pessoa onde você depende muito de gadgets. Tem o batgancho para subir em lugares altos. Tem mira em primeira pessoa para Batarangues e outras ferramentas. Tem furtividade. É um beat'm up onde vc luta com mais de um capanga ao mesmo tempo. Essas são exatamente as fundações que mais tarde definiriam uma das franquias de jogos de super-herói mais amadas já feitas.
Então nos demos bem, né?
Então… Não exatamente.
Isso não é um jogo de mundo aberto, e obviamente o cenário não viria a ser o massivo metroidvania que consagrou Arkham Asylum. Tá, isso é esperado, só que também não é um jogo de mundo fechado particularmente forte. Os espaços jogáveis são estreitos e altamente scriptados, com cenários que parecem muito estéreis para um título de PS2 dessa época. Não estou exagerando quando digo que precisaria muito pouco esforço para esse jogo sair no PlayStation 1 no fim da sua vida ao invés de parecer algo construído para mostrar o poder da sexta geração.
E ao contrário dos jogos Arkham Asylum posteriores, as ferramentas de travessia aqui são principalmente decorativas. O gancho, por exemplo, não é realmente um sistema de movimento — é um gatilho ambiental. Você só pode usá-lo em pontos de ancoragem predeterminados, exatamente onde os designers de fase permitem. O mesmo acontece com os Batarangues: você pode entrar em um modo de mira em primeira pessoa e desarmar inimigos à distância, e depois desbloquear variações como o Batarangue taser, mas a interação com os gadgets nunca evolui para um sandbox de combate flexível. Permanece situacional em vez de algo que vc incorpora fluidamente no gameplay. Honestamente, esse jogo me lembra muito SPIDER-MAN de 2000, e em vários pontos o jogo do amigão da vizinhança sai ganhando pq já permitia uma travessia muito mais integrada ao gameplay uma geração inteira de console atrás.
Então, o que exatamente você faz neste jogo do Batman com muita cara de jogo de fim da vida do PS1?
Não muita coisa, receio.
A maior parte da jogabilidade se resume a andar por corredores lineares, resolver quebra-cabeças ambientais leves, ocasionalmente dirigir ou voar em segmentos de veículos curtos, e lutar contra pequenos grupos de inimigos em encontros de combate bastante duros. O jogo não faz muito com as mecânicas de furtividade — o que é uma maneira educada de dizer que ele não apenas as ignora por completo, como te pune por tentar usa-las (o que imediatamente me deu flashbacks do Vietnã de TOMB RAIDER: The Angel of Darkness). Então, com o que você realmente tem aqui na prática é um beat 'em up e infelizmente, não um muito bom.
Batman pode socar e chutar, mas a detecção de acertos é bem ruinzinha, os inimigos bloqueiam demais e a sensação geral é que você está jogando um brawler desajeitado e sem resposta que nunca faz bem a principal coisa que ele deveria fazer. Tem um medidor de ataque especial que se enche conforme você luta, mas ativar esses movimentos requer combinações de botões que o jogo só registra quando ele se sente afim, e olhe lá. Em vários momentos, eu senti que estava jogando RISE OF THE ROBOTS de novo, e isso é algo que vc nunca quer ouvir ser dito do seu jogo.
Para piorar, o jogo decide sozinho quando travar nos inimigos — e uma vez que ele trava, você não pode mudar de alvo nem cancelar a trava. Sabe, o velho problema de travar nos inimigos que LEGEND OF ZELDA: Ocarina of Time já tinha resolvido TRÊS ANOS ANTES EM UMA GERAÇÃO DE CONSOLES PASSADA. Essa tecnologia arcana e obscura...
Então, o que acabamos tendo é um beat 'em up onde bater nas pessoas parece ruim, os gadgets só funcionam em contextos scriptados ou segmentos de mira em primeira pessoa que não conversam com a ação, e nenhum desses sistemas interage entre si de maneiras significativas. O gancho não se torna jogabilidade de travessia. Os Batarangues não se tornam ferramentas de combate. A furtividade não se torna estratégia. Tudo existe em pequenas bolhas mecânicas isoladas pincelando um jogo fraco no que ele se propõe a fazer. E essa é a verdadeira decepção, porque os pedaços estão quase lá.
Bem, pelo menos o próprio Batman se move decentemente, o que parece um elogio fraco — e é — mas lembrando de novo que eu joguei essa semana TOMB RAIDER: The Angel of Darkness, eu aceito minhs vitórias onde eu puder encontrá-las.
Então, o que nos resta é um jogo mantido principalmente por seus pontos fortes adjacentes: a dublagem (com Kevin Conroy e Mark Hamill reprisando seus papéis), a recriação fiel do tom visual do desenho, e eu serei um cadaver duro e gelado no dia que a voz da Tara Strong não fizer eu me apaixonar imediatamente. Mas esses pontos só podem o jogo até dado ponto.
Porque sob essa camada de apresentação, o jogo é arrastado para baixo por uma notável falta de ambição em seu design de fases, sua construção de cenários e especialmente em seu sistema de combate — que se situa perto do território "quase terrível" na maioria das vezes.
Por que sério, gente.
Este é o décimo primeiro jogo do Batman que eu analiso nesse blog, e o último genuinamente bom apareceu há quase mil resenhas atrás. Meu Deus. Não pode ser tão difícil assim fazer um jogo bom do Cruzado Embuçado. Santo ravioli, Batman!
MATÉRIA NA AÇÃO GAMES
EDIÇÃO 164 (Junho de 2001)
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