domingo, 4 de janeiro de 2026

[#1637][Set/2000] POKEMON PUZZLE LEAGUE


Ontem eu publiquei uma review extensivamente longa que absolutamente ninguém pediu sobre POKEMON GOLD/SILVER. Mas enfim, ainda estamos enfiados até o pescoço no coração pulsante da Pokémania, então hoje vamos falar de mais jogos de Pokémon — desta vez com uma reviw curta. Eu prometo.

Pokémon Puzzle League é Panel de Pon com skin de Pokémon.
É isso.
Acabou.
Fim da review.

Viu? Eu disse que seria curta.

[ESPERA, O QUÊ? ISSO NÃO EXPLICA NADA!]

sábado, 3 de janeiro de 2026

[#1636][Nov/1999] POKEMON GOLD/SILVER

DISCLAIMER: Originalmente, essa devia ser a review de "Pokemon Stadium 2" (ou "Pokemon Stadium Gold/Silver"  no Japão). Mas na real, esse jogo é meio que só um update do primeiro POKEMON STADIUM (que na verdade é o segundo), adicionando os novos Pokémons e lideres de ginásio, além de uns minigames novos. Não tem nada tão interessante pra falar dele que não tenha sido dito na review de POKEMON STADIUM original, exceto que os rentals dele conseguem ser tenebrosamente piores aqui (e olha que já eram muito), então não vamos enrolar e focar só no jogo que realmente importa, o original de Game Boy no qual esse é baseado.

Olá, meus queridos, cês tão bão? Pq olha só, aqui estamos nós, finalmente dando inicio aos trabalhos de 2026! E estamos todo e não estamos prosa!

...bom, tá, tecnicamente eu já postei este ano, mas foi sobre BALL BREAKERS e, vamos ser sinceros, ninguém lembra e muito menos se importa com aquele jogo. E com certeza, muito menos eu. Eu joguei, escrevi sobre ele e mesmo assim tive que procurar no meu próprio blog para lembrar o nome do jogo que eu resenhei ontem. Então sim, vamos concordar em contar isso como a primeira resenha VERDADEIRA de 2026, pode ser?

E que maneira de começar o ano. A segunda geração de Pokémon — Ouro e Prata — é profundamente querida para mim. Foi o jogo que eu mais realmente joguei naquela época (o primeiro sendo SUPER METROID, porque glória à rainha badass galáctica). Mais do que isso, ela chegou em um momento muito particular da minha vida.

Veja, nos anos 90, minha família era muito pobre. Não pobre do tipo "não podemos comprar um PlayStation neste Natal", mas pobre do tipo "não podemos pagar a conta de luz e passamos dias no escuro". Esse tipo de pobre. Dramas pessoal à parte, por volta do ano 2000 as coisas estavam um pouco melhores, e eu consegui um PC de segunda — não, terceira... na verdade, mais para quarta mão. Progresso! Claro, era uma máquina tão fraca que nem conseguia rodar um emulador de SNES (eu lembro claramente como o PC inteiro crashava quando tocava o Leene's Bell na abertura de CHRONO TRIGGER), mas rodava jogos de Game Boy. Aha!

E o que um jovem nerd com acesso apenas a um emulador de Game Boy faz? Naturalmente, joguei Pokémon Prata, o então lançamento mais recente na época. Não — risca isso. Eu não joguei. Eu roleplayiei. Eu vivi naquele mundo. 


Eu tinha um diário escrito à mão documentando minhas aventuras: os lugares que visitei, as pessoas que conheci, as pequenas histórias que surgiam pelo caminho. Eu não salvava o jogo em qualquer lugar — quando eu terminava por um dia, eu sentava meu personagem em um banco dentro de um Centro Pokémon para passar a noite. Eu atendia ligações de treinadores e formava opiniões sobre eles, resmungando para minha fiel Ampharos sobre como o Tully era irritante por me ligar às 22h só para anunciar que ele tinha visto um Magikarp. Que bom pra você, camarada!

Mas quando a Lass Dana ligava? Bem... essa era a única vez que uma garota me ligava naquela época. Dá pra dizer que esse foi o ápice absoluto da minha juventude. Arceus, eu realmente era uma criaturinha miserável, não era?

["ERA" É UMA FORMA DE COLOCAR A COISA...]

Tá, não é como se minha vida social hoje esteja exatamente tripudiante. Mas mesmo assim. E quer saber, Jorge? Antes de você, Tinha a Sabrina. Minha Ampharos não era meu Pokémon mais forte, nem tinha a melhor tipagem, mas ela era minha amiga — minha companheira, meu farol no escuro. Sim, trocadilho intencional. Eu sou o rei do que é conhecido como comédia. E eu sei que todo mundo zoa daquele cara do "Entei, tá tudo bem agora", mas no fundo, acho que todo mundo teve esse Pokémon: aquele com quem você sabia que poderia contar para qualquer situação nessa caminhada pela vida. Sabrina era a minha.

E olha, eu não lembro o que comi ontem, mas lembro o nome do meu Pokémon de 25 anos atrás. É o quanto esse jogo significa para mim.

Mas — tá, tá, — muito comovente e tudo mais, toquem os violinos. Não estamos aqui apenas para ouvir minhas histórias tristes. Estamos aqui porque 25 anos se passaram, e um quarto de século inteiro depois, finalmente tenho as ferramentas, a experiência e a distância crítica para analisar este jogo propriamente. Então, vamos dar uma olhada no que realmente bate sob o capô com um Coração de Ouro e uma Alma de Prata.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

[#1635][Jul/2000] BALL BREAKERS (ou "MoHo" na Europa)


Eu vou ser bem sincero com vocês, dada a opção de escolha eu teria começado o ano com algo incrível, algo chocolatante, algo fleugmático para dar uma energia geral de good vibes. Mas como o mundo que queremos não é o mundo que temos, então vamos começar com o que a casa oferece pq antes feito do que perfeito, né?

Então, como eu já disse mais de uma vez, na reta final do ciclo de vida do PS1, ele mal fazia parte da conversa ainda. O PlayStation 2 não foi apenas um novo videogame — foi um evento. Um momento cultural tão grande que até pessoas que não ligavam pra videogames se sentiram obrigadas a comprar um. Comparado com esse acontecimento, o PlayStation original de repente parecia... datado.

Alguns desenvolvedores trataram esse momento como uma turnê de despedida — FINAL FANTASY 9 em julho de 2000 sendo o exemplo mais digno. Outros tentaram espremer até as últimas gotas de uma vaca que já estava definhando, como TOMB RAIDER: Chronicles em novembro do mesmo ano. Mas, no geral, esse barco já tinha zarpado. Os jogadores hardcore e a mídia especializada já estavam de olho no futuro, e o público remanescente do PS1 era em grande parte composto por irmãos mais novos que "herdaram" o console velho assim que o PS2 chegou ou gente que não tinha condições de comprar o estado da arte dos videogames e pegava o que entrava na liquidação.


Então, por que estou falando tudo isso? Porque os desenvolvedores não eram cegos a essa realidade, e alguns deles ajustaram ativamente suas estratégias para mirar esse novo público reduzido. Veja a Take-Two Interactive, por exemplo, com sua linha "Games for $9.99". Numa época em que os jogos de PS1 ainda custavam entre 40 e 50 dólares, um jogo novo por dez mangos era genuinamente chamativo.

Claro, por esse preço você não esperava experiências AAA de tirar o fôlego. Mas um jogo funcional, mais ou menos, nota 3/5, por dez dólares? Isso não era um mau negócio — especialmente para pais comprando algo barato para manter os filhos ocupados, ou para gente que só tinha o PS1 pq não tinha dinheiro para algo melhor em primeiro lugar. A própria lista de jogos conta a história. Entre os títulos estavam:

*   Kiss Pinball
*   Motocross Mania
*   Spec Ops: Ranger Elite
*   Action Bass
*   Ball Breakers
*   HIDDEN & DANGEROUS
*   Saltwater Sportfishing
*   Big Bass Fishing
*   The Italian Job
*   Austin Powers Pinball
*   Spec Ops: Airborne Commando
*   Big Strike Bowling
*   Patriotic Pinball
*   Motocross Mania 2
*   ATV Mania
*   Ford Truck Mania
*   MTV Celebrity Deathmatch
*   Dora the Explorer: Barnyard Buddies

Como podem ver, o padrão é bem sólido: jogos de pinball, tie-ins baratos, títulos de corrida de baixo orçamento e shovelware licenciado até onde a vista alcança. Nada sofisticado, nada ambicioso — mas, pode-se argumentar, justo pelo preço pedido. Esses não eram jogos feitos para definir uma geração; eram feitos para ocupar espaço nas prateleiras de liquidação e fazer o PS1 arrancar uns ultimos trocados. E hoje, quero falar sobre uma das entradas mais estranhas de toda essa linha: "Quebra Bolas" — ou "MoHo" como foi originalmente chamado na Europa e teve que ser adaptado pra um nome menos idiota nos EUA, porque é claro que a Europa não podia dar um nome decente pra alguma coisa pelo menos uma vez na vida.